sábado, 12 de agosto de 2017

A Profecia das Sombras, de Rick Riordan

A Profecia das Sombras
Autor: Rick Riordan

Título Original: The Dark Prophecy
Editora: Intrínseca
É bom?: ★★★★ 3.5
Páginas: 336
Sinopse: Não basta ter perdido os poderes divinos e ter sido enviado para a terra na forma de um adolescente espinhento, rechonchudo e desajeitado. Não basta ter sido humilhado e ter virado servo de uma semideusa maltrapilha e desbocada. Nããão. Para voltar ao Olimpo, Apolo terá que passar por algumas provações. A primeira já foi: livrar o oráculo do Bosque de Dodona das garras de Nero, um dos membros do triunvirato do mal que planeja destruir todos os oráculos existentes para controlar o futuro.  Em sua mais nova missão, o ex-deus do Sol, da música, da poesia e da paquera precisa localizar e libertar o próximo oráculo da lista: uma caverna assustadora que pode ajudar Apolo a recuperar sua divindade — isso se não matá-lo ou deixá-lo completamente louco. Para piorar ainda mais a história, entra em cena um imperador romano fascinado por espetáculos cruéis e sanguinários, um vilão que até Nero teme e que Apolo conhece muito bem. Bem demais. Nessa nova aventura eletrizante, hilária e recheada de péssimos haicais, o ex-imortal contará com a ajuda de Leo Valdez e de alguns aliados inesperados — alguns velhos conhecidos, outros nem tanto, mas todos com a mesma certeza: é impossível não amar Apolo.


Eu já fiz tantas resenhas de livros do Rick Riordan que estou quase decidindo sair dessa vida.

Ha, quem eu quero enganar?

FULL DISCLAIMER: Não vou comparar este livro com nenhum outro livro e/ou saga do tio Rick, mas esta resenha pode ter spoilers dos livros anteriores que compreendem a saga do Acampamento Meio-Sangue (Percy Jackson e Os Olimpianos, Os Heróis do Olimpo e As Provações de Apolo).

 
Amo demais os fãs do tio Rick, pois são todos absurdamente talentosos.

A Profecia das Sombras começa algumas semanas depois do final de O Oráculo Oculto. Apolo, Leo e Calipso tem viajado pelos Estados Unidos e finalmente chegaram em Indiana, local onde eles acreditam que a profecia recebida no livro anterior irá se cumprir. É lá que está o segundo imperador da Triunvirato S. A., o temível e megalomaníaco Cômodo. Cômodo acreditava ser um novo Hércules, por ser forte e jovem, e queria que todos o adorassem como se ele fosse um deus. Parece que suas preces foram ouvidas: ele também ganhou uma imortalidade distorcida. Apolo se lembra bem de Cômodo: estava lá na época em que ele foi imperador e foi amante do mesmo por um tempo, abençoando-o. Agora que é humano, Apolo tem uma terrível ressaca moral pelas coisas que fez enquanto estava junto de Cômodo.

Já encontramos o Bosque de Dodona no primeiro livro, e desta vez Apolo e seus amigos tem que impedir Nero e os demais imperadores de destruir a Caverna de Trofônio, o próximo oráculo da lista. A ressaca moral de Apolo piora quando ele se lembra de como Trofônio e Agamedes, ambos seus filhos semideuses, morreram pedindo a ajuda do pai, que os ignorou.

I’m so glad she’s back
Meg, melhor semideusa <3

Apesar de todas as lembranças terríveis que lhe ocorrem, Apolo sabe que tem que deixar seus arrependimentos de lado para salvar Meg das garras de Nero, bem como impedir que os oráculos sejam destruídos, para poder se tornar deus uma vez mais. Além da ajuda da ex-feiticeira ex-imortal Calipso e do semideus filhos de Hefesto Leo, Apolo acaba encontrando a Estação Intermediária, um lugar mágico comandado por duas ex-Caçadoras de Ártemis, que serve como refúgio para semideuses e outras criaturas. Lá conheceremos novas personagens muito valiosas para a trama.

Eu gostei mais desse segundo livro que do primeiro. Enquanto em O Oráculo Oculto nosso protagonista Apolo ainda estava se acostumando a ser humano e tinha um humor mordaz, neste livro ele parece mais sério. Agora ele compreende o que significa ser mortal, teme pela amiga e mestra Meg e tem que encarar de uma vez por todas as atrocidades que fez quando era deus. Nesse livro temos vários flashbacks do Apolo divino, e percebemos que os deuses não são tão diferentes dos nossos novos vilões imperadores. Apolo era cruel, indiferente e temia o esquecimento. Acreditava ser muito mais importante que os humanos e até os desprezava. 

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Apolo deus vs. Apolo humano (Lester!)

Além de várias cenas de ação e comédia, que são a marca registrada do tio Rick, temos a evolução de Apolo como personagem, que agora reconhece o valor de ser humano. É um livro divertido e rápido de ler como todos os outros, mas ganhou uma profundidade que eu nunca tinha visto em outras histórias dos nossos adorados semideuses.

Confesso que não tinha me apaixonado por O Oráculo Oculto, mas A Profecia das Sombras me convenceu. Apolo, estou torcendo por você! 

O Oráculo Oculto A Profecia das Sombras Resultado de imagem para the trials of apollo book three

sábado, 5 de agosto de 2017

Para todos os garotos que já amei, de Jenny Han

Para Todos os Garotos que Já AmeiAutora: Jenny Han
Título original: To all the boys I've loved before
Editora: Intrínseca
É bom?: ★★ 2
Páginas: 320
Sinopse: Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que amou — cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém, confissões de seus sentimentos mais profundos. Até que um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e se transforma em algo que ela não pode mais controlar.


OLAR, pessoas cheirosas! Como vocês estão?

Hoje trago para vocês uma vídeo resenha do livro Para Todos os Garotos que Já Amei. Eu já adianto que não gostei da história, achei o livro extremamente superficial e na minha resenha eu pontuo todas as fraquezas e incoerências que identifiquei nele. Esta resenha não tem spoilers mas, para quem já leu o livro, deixei uma parte no final na qual eu tento adivinhar o enredo do livro (pois eu não o li até o final). Me digam se eu acertei ou não!



Espero que gostem, não se esqueçam de se inscrever no canal e dar joinha nesse vídeo! (ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚

E você, já leu o livro? O que achou da história? Discorda da minha opinião? Gosta de brócolis? Deixe seu comentário!

Até o próximo post!

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Eu sobre este livro.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Como ser Mulher, de Caitlin Moran

Como Ser MulherAutora: Caitlin Moran
Título original: How to be a Woman
Editora: Paralela
É bom?: ★★★ 4.5
Páginas: 240
Sinopse: Nesta obra de humor e militância, a jornalista Caitlin Moran rememora suas experiências mais marcantes como mulher, da adolescência à maturidade, e busca abrir um novo caminho para o feminismo ao tratar de temas caros à mulher moderna. A partir de um péssimo aniversário de treze anos, ela fala sobre adolescência, trabalho, machismo, relacionamentos, amor, sexo, peso, maternidade, aborto, moda, compras e modelos de comportamento, sempre com um olhar crítico e muito humor. Nesta mistura de livro de memórias e manifesto feminista, as mulheres podem reconhecer coisas que fizeram, pensaram e disseram.


Como Ser Mulher é um livro medianamente famoso, que ganhou certa notoriedade após ser incluído pela Emma Watson no clube do livro dela, Our Shared Shelf. Nossa eterna Hermione sempre inclui livros de temática feminista no seu clube do livro, e eu fiquei muito surpresa ao ver tantas resenhas negativas no skoob sobre esta obra. Será que as brasileiras não se identificam com o feminismo lá de fora? Durante minha leitura eu entendi por que muitas brasileiras poderiam não gostar do livro.

O livro é um mix de autobiografia com ensaios sobre feminismo. A autora, a jornalista britânica Caitlin Moran, conta várias anedotas de sua vida particular, desde sua infância até o presente (ou, pelo menos, o presente de quando o livro foi publicado). Cada capítulo é focado em falar em um assunto que tange a vida das mulheres (cis): ela fala sobre menstruação, gravidez, padrões de beleza, aborto, enfim, vários assuntos que, queiramos ou não, fazem parte das nossas vidas e são tidos como tabus, apesar de serem totalmente naturais.

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Eu entendo por que muita gente não se conectou com o livro: a autora fala de sua experiência de mulher branca e cis, que raramente se aplica à vida de mulheres trans e negras/asiáticas/indígenas no Brasil. A autora também foca muito em sua heteronormatividade, e as leitoras LGBT+ possivelmente não se identificariam com grande parte do livro, no qual ela fala de sexo (entre homens e mulheres), maternidade, gravidez indesejada e métodos contraceptivos. Entendo a falta de conexão que muitas leitoras podem sentir, e que eu mesma senti em alguns momentos, mas acho que, se o livro é narrado pela perspectiva de vida e das experiências de uma autora branca, cis, hetero e afins, é disso que ela obviamente vai saber falar com propriedade. Não acho que ela saberia falar sobre como é ser uma mulher trans, ou negra, ou lésbica, ou todas as anteriores. Não é o lugar dela de fala.

Dito isso, eu quero ressaltar que realmente gostei do livro. A autora é extremamente divertida, não tem medo de falar mal de outras mulheres (se homens falam mal de outros homens, por que mulheres não podem fazer o mesmo?), fala honestamente sobre suas escolhas de cuidados corporais (porque as mulheres tem que gastar tanto tempo em dinheiro com depilação, quando pelos são algo completamente normal?), fala sobre o aborto que realizou (por que é tão preocupante que mulheres conheçam suas condições emocionais e financeiras e saibam que não querem ter um filho, interrompendo uma gravidez?), e fala até mesmo de relacionamentos abusivos... e relacionamentos no geral (por que é esperado que mulheres se casem e tenham filhos, mas homens não? Com quem as mulheres devem se casar e ter filhos, então???).

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Eu gosto da capa brasileira, mas as capas com a autora são bem mais legais.

O mais importante desse livro, na minha opinião, é que a autora não é nem um pouco politicamente correta. Isso mesmo. Vejo muita gente que não sabe nada sobre o feminismo dizer que hoje tudo tem que ser politicamente correto, ou as feminazis e a ditatura gay vão reclamar. A autora é polêmica, toca em assuntos que são frágeis mesmo dentro da comunidade feminista (como, por exemplo, a opinião dela sobre "gordofobia"), e o livro se beneficiou muito disso. Ela jamais fala de um assunto de forma ofensiva, mas não apoia aquilo que acha errado simplesmente para manter as aparências. 

Não vou dizer que concordo com absolutamente tudo o que a autora falou em seu livro, mas respeito sua honestidade e almejo ter tanta claridade nas minhas crenças quanto ela.

Recomendo este livros para as mulheres que já são feministas esclarecidas. Recomendo este livro para as mulheres que não conhecem absolutamente nada sobre o feminismo. Recomendo este livro para homens que desejem ler um relato honesto de como é ser mulher, tendo em mente que nem todas as mulheres são assim.

Por último, este livro de forma alguma é um manual, pelo simples fato de que não há jeito certo, ou jeito único, de ser mulher. 

Abaixo vou deixar um vídeo no qual a Emma Watson entrevista a Caitlin Moran para seu clube do livro.