quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Para sempre mesmo

Belo.
Profundo.
Doce.
Triste.
Tocante.
São os cinco melhores adjetivos que definiriam o livro Para Sempre Ana.
Belo, pois mostra diversas histórias de amor - dos mais diferentes ângulos possíveis, das formas mais diferentes, porém sempre o amor, puro e simples. É meio paradoxal dizer que o amor é simples, mas ele é. Nesse livro ele é. E ao mesmo tempo muito, mas muito controverso.
Profundo, pois tocou a minha alma. De verdade. Me peguei sorrindo, chorando, torcendo pelas personagens conforme a história se desenrolava. E que história.
Doce, pois me fez realmente aprender a gostar e aceitar as coisas do jeito que elas são. Mas espera, o que o livro ser doce tem a ver com isso? Bom, o livro mostrou diversas situações em que eu não perdoaria a pessoa se ela fizesse isso comigo. Mas o livro mostrou-me que a alma de uma pessoa é muito mais bela, profunda e doce. As pessoas, por trás das ações, tem sentimentos e motivos, que muitas vezes não são vistos. Para Sempre Ana me mostrou isso de forma doce. De forma suave.
Triste, pois, como já dito, flagrei-me chorando em diversas passagens do livro. Choro de agonia, de expectativa, de tristeza mesmo. Mas uma tristeza bela, profunda e doce. Porém triste.
E tocante. Muito tocante. De maneiras controversas. O livro me fez ver o ponto de vista de cada personagem, e mesmo os que estavam errados/fizeram algo errado me mostraram seus motivos e sentimentos, sua agonia e seu tormento interior. Mostraram isso de forma tão bela, profunda, doce e triste que senti-me tocada por seus anseios, seus sentimentos, seus motivos.

O livro conta a história de Ana, uma moça que perdeu a mãe cedo e aparece grávida numa festa particular da família Rigotti, dizendo estar grávida de Carlos, o filho de Márcia e Nestor. Com essa revelação misteriosa, ela acaba desencadeando uma sucessão de acontecimentos que passam entre o limiar no sobrenatural e do real, onde revelações que nunca deveria ser ditas são trazidas a tona.
A cidade onde se passa a história, chamada Três Luzes, foi muito bem utilizada na história. Com um número bom de personagens, cada qual com suas próprias características únicas e personalidade inconfundível, fazem a gente se apaixonar cada vez mais pela história.
No início, admito, achei a história muito forçada, muito novela das seis. Porém, já no terceiro capítulo, comecei a me sentir envolvida na história, querendo descobrir os mistérios. Confesso que só me apaixonei mesmo pelo livro quando a história de Ana começou a ser contada. E que história!
A principio eu não gostei de Ana: chata, intrometida, chegou pra estragar a felicidade do povo. Porém minha opinião sobre ele mudou no decorrer do livro, sendo que no final eu era tão apaixonada por Ana quanto qualquer outro personagem.
Ana começou para todo mundo - até para mim - como um indesejada, e no final... ela surpreendeu.
Que final foi aquele?
Juro, foi um final tão perfeito que... Que fez com que Para Sempre Ana entrasse na minha lista de livros favoritos para sempre.

Um livro que não me marcou só pelas mistérios e pelas reviravoltas (e que reviravoltas!), mas sim pelo teor de filosofia dentro dele. Aprendi muito com ele.
Vai ficar para sempre na minha memória - e na memória de qualquer um que lê-lo.

"Muitos acreditam: os eventos importantes da vida precisam realizar-se em determinado momento, haja o que houver. Assim, uma morte ocasional por acidente não deixaria de ocorrer se a pessoa ficasse em casa ou resolvesse sair a pé para se divertir com os amigos. No primeiro caso, a partida poderia acontecer após uma queda de escada.; no segundo, em um mal súbito. De um jeito ou de outro, não haveria como escapar, pois o universo das escolhas triviais terrenas não mudaria o destino já traçado, talvez até pela própria vítima, no contexto infinitamente mais relevante do mundo transcendente"
206
Coloquei essa parte pois já tive pensamentos assim (principalmente assistindo/lendo Death Note - é um exemplo besta, maaaas...).

"Entenda: não importa o quão grande é o caldeirão de felicidade em que se vive. Basta uma gota de veneno para gorar todo o caldo".
306
Acho que todo mundo já leu essa citação do livro, mas coloquei ela ainda assim.
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É isso amigos, até o próximo post!
Beijos
Nath'

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Agora leiam esse livro :D


Primeiramente, mando meus agradecimentos ao maravilhoso e gacthéssemo Fabio Brust por ter incluído meu muito tosco blog no book tour de sua obra prima.
O livro Agora eu Morro se passa numa época não tão distante - o ano de 2033. Lá a água potável é escassa e a comida é muito rara. Depois de grandes brigas e discussões com a Alemanha (que tinha um reservatório significativo de água em seu território, tal qual não tinha a pretensão de dividir com o resto do mundo), uma bomba é jogada no país mais bêbado do mundo e eis que os humanos afetados pela radiação e pela falta da água simplesmente sofrem estranhas mutações, virando o que chamam de Sedentos.
A sociedade entra em colapso com a falta de recurso e, quem não morre, vira sedento.

Liel é um homem mexicano que foi parar na prisão por ter tentando assassinar o presidente americano. Liel é religioso e muito cabeça dura.
Yuma é uma japonesa estudante que veio morar no lado ocidental do mundo com os pais. Porém depois de um pequeno (ou não tão pequeno assim) incidente ela acaba por virar uma assassina inescrupulosa.
Char é uma clone, feita apenas para doar órgãos à mulher de sua imagem e semelhança. Porém com a morte da mesma ela é chutada do instituto no qual vivia e decide então viajar e conhecer o mundo - mesmo sabendo que os clones tem um "prazo de validade" mais curto que o dos humanos.
Imort - meu maravilhoso personagem predileto - é o que o nome sugere: um imortal.
Imort nasceu muito tempo antes de Cristo na cidade de Cartago. Virou um imortal numa história muito bem bolada é muito emocionante que não posso contar, pois é spoiler, mas é legal, eu garanto.
Imort, ao contrário de seus companheiros, quem tentam desesperadamente sobreviver ao maior e mais trágico colapso da humanidade, tenta se matar. Ele já viveu mais de 2000 anos e não suporta mais estar no seu estado perpétuo de imortal. Imort pode se ferir, ingerir veneno, pode tentar o que quiser, porém ele é incapaz de morrer.
Ele não se julga humano pelo fato de não morrer, porém achei que ele foi o personagem mais humano do livro. Egocêntrico, sarcástico, impulsivo, violento, controlador; esses são os melhores adjetivos para o personagem principal desse livro. Egocêntrico, pois, ao mesmo tempo que tenta ajudar os humanos sobreviventes a perpetuarem a espécie, ele que em troca que ajudem-no se matar. Sarcástico, pois mesmo sendo dócil com Char, vira outra pessoa quando enfrenta Liel e seu fanatismo religioso. Impulsivo, já que todos os acontecimentos requerem uma reação rápida e nem sempre bem pensada de sua parte. Violento, um rapaz nascido no meio de uma guerra, que viveu e tornou-se imortal apenas para lutar contra sua vontade. Controlador por sempre tentar persuadir as pessoas a obedecerem as suas decisões.
Porém Imort não é mau. Imort é uma boa pessoa, com um bom coração.

Eu esperava algo mais sério da parte de Fabio Brust, já que seu blog é um grande baú de asneiras hilariantes. O livro é sério, é trágico; trata a vida de forma real, de forma dura. De um lado a vontade de viver, e do outro a vontade de morrer. Porém o livro é engraçado. Em certas partes Imort trata a situação como um carnaval, algo comum, e que ele já esperava.

Imort conhece Char. Imort já conhecia Liel. Imort encontra Yuma. Imort reencontra Liel.
Juntos, os quatro são conduzidos até Dubai, onde há uma dessalinizadora e um número considerável de sobreviventes. No meio do caminho, histórias, surpresas, tristeza.
É um dos melhores livros que já li, sem nenhum tipo de exagero.
A trama é bonita, eu me peguei chorando diversas vezes. Não fiquei com raiva do autor nenhuma vez. Afinal, todas as escolhas que ele tomou em relação ao rumo da história foram necessárias, e não poderia ter sido de outra forma. Mesmo sendo cruel algumas vezes, eu não posso deixar de amar o livro e a Imort da mesma maneira. Mesmo quando as esperanças e os últimos motivos para viver se vão ao vento (quem já leu sabe do que estou falando).
Vou parando por aqui, já que depois disso é só spoiler. O livro não decepcionou em nada. Recomendo para todos os jovens acima de 14 anos querendo um bom desafio literário.
Vou sentir falta desse livro. Quem sabe eu não compro um exemplar, também?

“Como você pode ter se esquecido dos nomes de seus pais?” ela perguntou, tentando outra vez parecer falar daquilo num tom casual.
“O tempo faz com que diversas coisas sejam esquecidas. As menos importantes” eu disse.
“Mas os nomes?”.
“O que você faria se eu esquecesse se nome depois de você morrer?” perguntei secamente. Pareceu indignada no começo, mas calada depois. Era apenas uma deixa para mostrar-lhe a verdade.
Quando ela começou a falar, eu a interrompi:
“Nada, por que você estaria morta” eu disse “Mas o que faria se eu esquecesse os momentos que passei com você? Os maravilhosos momentos que passamos juntos, ajudando um ao outro a superar obstáculos?”.
“Voltaria dos mortos para te pegar” ela brincou, sorrindo.
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“Dizem que quando um bebê nasce, suas células começam a morrer. Ou seja, quando você nasceu, começou a morrer. Conforme os segundos passam, você morre aos poucos. Esse processo demorava menos tempo antigamente; agora você vai demorar algum tempo ainda para cair duro e ser enterrado em uma cova ou cremado e ter suas cinzas jogadas no mar ou colocadas dentro de um vaso ridículo, cheio de floreados”.
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“As pessoas vinham em mutirões” eu disse “Dizia-se que ainda não havia chegado a hora. Será que agora ela finalmente chegou?”.
“Acho que sim” disse Liel “Acho que finalmente chegou. A hora em que devemos salvar o mundo. Mesmo que falando assim, pareça épico demais, como em um livro barato”.
Concordamos e continuamos caminhando.
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Como sou uma boa pessoa, mandei um marca-páginas de um livro de um autor da minha cidade pro Fabio Brust.
O cara é um gênio, se tiverem o prazer de ler o livro ele, As VII Mona Lisas, aproveitem.

Beijos galerinha, até o próximo post!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Fitinhas dos desejos *O*


Buenas tardes muchachos!
Hoje foi um dia muito controverso. Primeiramente acordei 6:00 da manhã pra ir pra aula (eu estudo a tarde e geralmente acordo 7:30 pra ficar na loja da minha mãe, por isso o sono está se abatendo sobre mim agora). Depois disso eu fui pro colégio passar a droga do dia todo envolvida em uma gincana ambiental mal organizada e muito tosca.Passei a tarde toda conversando com a Fernanda, a Amanda e o Ben Hur e que se dane essa droga de gincana. [se acha] Nós já ganhamos mesmo [/se acha]. 
Voltei pra casa só 5:30 da tarde e então descobri que meu rosto estava vermelhíssimo por causa do sol (ser branquela é sodástico) e então tive que dar um jeito. Que jeito?
Então...
Fui buscar um creme no armário e encontrei um monte dessas fitinhas colorias do Senhor do Bonfim ou do Divino Pai Eterno.
Lembrei, então, que quando você as amarra no braço deve dar três nós e, para cada nó, deve fazer um pedido. Peguei uma verde e amarrei. Três nós. Três pedidos. Meus pedidos? Não interessa (putz, fui grossa. Se pedirem com jeitinho eu conto quais foram nos coments ^^). Mas o que realmente interessa são os 3 fatos incontestáveis sobre essas  fitinhas restarts malditas das profundezas dos abismos das geleiras eternas do nono círuclo infernal. Não discutam com minha interpretação de A Divina Comédia, okay?
Hey, ho, let's go!

3° - Pinicam
MUITO! Coloquei hoje e já estou quase tirando. O problema é que não pode tirar, se não o desejo são se realiza. Mas que saco, elas irritam demais meu braço, ele fica todo avermelhado!

2° - Não arrebentam nem com o capeta puxando!
Elas tem que ir se arrebentando aos poucos para que os desejos se realizem. Elas desbotam, ficam sujas, surradas, velhas, maltrapilhas, destruídas, degradadas & mais adjetivos pejorativos mas NÃO ARREBENTAM!!!!!
E, se elas não arrebentam, os desejos não se realizam!

1° - Os desejos não se realizam ='(
Não adianta. Nunca acontecem. Sabe quando você é adolescente e quer ter um namorado? (nunca passei por isso, btw) daí você saca uma fitinha azul piscina neon bem escandalosa e amarra no braço. Então vai e pede:
1° Quero ter um namorado;
2° Ele tem que ser perfeito;
3° E tem que me pedir em casamento logo.
Então, depois de 12 anos, a pulseira arrebenta. Até lá vc é casada, tem filhos, tá quase se separando...
Não se iludam, garotas, não funciona.
Pena, eu queria que meus pedidos dessem certo ='(
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É isso ai por hoje. Espero que tenham curtido isso. 
Sei lá, não tá ruim ><'

Beijos!!