sexta-feira, 29 de junho de 2012

Tutorial: Aprenda como fazer uma capa dura para seu livro velho


Oi, seus lindos!
Eu fiquei um tempão longe do blog, né?
Nove dias sem postagem, que horror D=
Eu tava meio ocupada, mas não voltei pra dar desculpas. A partir de hoje o blog volta com as postagens regulares. Hoje trouxe um tutorial bem amador, mas espero que vocês gostem! Vou ensiná-los em alguns passos como fazer uma capa dura para aquele seu livro velho, amassado, com orelhas e sujo que você tem dó de emprestar e estragarem mais ainda.
Vamos lá?

Primeiro passo: Tenha o livro!



Eu usei meu exemplar velhíssimo e destruído de Sangue de Lobo. Tem resenha dele aqui. O livro estava velho demais, amassado, orelhas, um horror!

Segundo passo: Consiga os materiais.

Você vai precisar de:
Um livro velho;
Papelão;
Um tesoura com ponta e uma normal;
Papel Cartão da cor que preferires;
Cola bastão;
SE QUISER, use fita crepe e/ou durex;
Lápis de escrever.

Papelão!

Papel cartão preto foi utilizado aqui.

Cola bastão é a melhor opção! (horrível essa)

Tesoura com ponta para o papelão e a sem ponta para o papel cartão. A falta de ponta evita o papel ficar picotado na finalização.

Lápis de escrever.
 Terceiro passo: Passe cola na capa, na contracapa e na lombada do livro.



É importante que você passe uniformemente. Não economize!

Quarto passo: Depois de contornar com o lápis o tamanho de papelão a ser cortado, cole o pedaço sobre a capa do livro. Faça o mesmo com a lombada e a contracapa.


Espere secar para prosseguir.

Quinto passo: Cole o papel cartão sobre o livro todo. Sobre para dentro e use cola. Você pode usar durex também, se preferir. Eu passei cola por que acho que fica mais limpo.


Dobre direitinho. Tome cuidado, só cole depois de ter certeza que não fez nada errado.


Calma, ainda não está pronto!


A lombada fica meio solta, então você deve prendê-la para dentro do papelão. É fácil de fazer, basta você ter unha. Se não tiver, pode usar o lápis para isso.


Depois de pronto, só falta escrever o nome do livro na capa! Eu colei papel cartão vermelho e escrevi, já que eu tinha usado preto antes. Você pode decidir como fazer. Solte sua criatividade!



É isso por hoje! 
Gostaram? Fariam?
Este foi meu primeiro tutorial, está bem amador ><
Espero que vocês usem minhas dicas =D
Beijos,
N!


quarta-feira, 20 de junho de 2012

La Caixita #10


Oi gente!
Hoje é o último dia do meu curso nesse semestre e eu finalmente poderei voltar com o blog direitinho, tendo postagens sempre sobre vários assuntos, não apenas resenhas! Hoje volto com uma caixinha SUPER atrasada!
Já li um monte de livros que chegaram nessa caixinha pelo simples fato de que o cabo USB da câmera simplesmente DESAPARECEU! Eu tava quase desistindo quando achei >< Como sempre, o USB tava no lugar mais improvável de todos (escondido atrás dos livros, como foi parar lá?).
Bom, espero que gostem dos livros que chegaram =D


Chegou o kit de Tudo o Que Ela Sempre Quis. Já li o livro e gostei muito dele, a resenha tá escrita, só falta postar =D
O kit veio com essa pastinha protetora de livros. Eu to usando pra guardar minhas provas porque, afinal, minhas notas tem que ser secretas ><



Veio também, nesse meio-tempo, o kit de Dizem por Aí... Não fui muito com a cara do livro, mas gostei do termômetro do  humor, colei ele no meu espelho *O*


Chegou o kit de Do Seu Lado. Eu terminei o livro ontem e ADOREI a história, mais um ponto positivo para a literatura nacional. Veio com essa eco bag que eu estava usando pra transportar meu material do curso, maaas, como está para acabar, ela vai ficar sem uso por um tempinho ><


Foi o primeiro livro que eu li dos que chegaram e já tem resenha. Veio na caixa e com essas duas pulseiras. Resenha aqui.


Chegou o kit de Estou com Sorte. Como eu uso notebook, o mouse pad não tem muita utilidade >< Dei ele pro meu irmão =D O livro é ENORME e A COISA MAIS LINDA DE TODAS. Minha próxima leitura =D




Chegou o kit de Branca de Neve e o Caçador também. A diagramação interna do livro é super fofa e veio com esse bloco de anotações em formato de maçã. Já li o livro, mas não gostei muito =/


Eu compre essa semana Invocação, da Editora Novo Século. Eu já havia lido The Summoning em inglês, comprei a versão brasileira só para ter mesmo =D
A capa é metalizada e linda, vale a pena ler este livro. Confira!


Chegou por meio de troca no skoob o livro O Símbolo Perdido, o único que faltava pra completar minha coleção do Robert Langdon *O* Ainda não li, mas lerei logo em breve =D


Como parceria com a Editora Arqueiro, recebi o livro Eu, Alex Cross, do James Patterson. Comecei a ler hoje de manhã e já estou na metade, o livro é MARAVILHOSO!



Esses são alguns marcadores que chegaram junto com o livro da Editora Arqueiro =D


É isso por hoje, galerinha! Pra quem não conhece meu Flickr, basta clicar numa das fotos do show de slides ali do lado e você será direcionado para minha página =D

Beijos,
N!


domingo, 10 de junho de 2012

Resenha de Garotas de Vidro, de Laurie Halse Anderson


Título: Garotas de Vidro
Autora: Laurie Halse Anderson
Editora: Novo Conceito
Páginas: 272





Lia tem anorexia. A todo momento, ela reprime o desejo de comer qualquer tipo de coisa. Afinal de contas, ela é gorda. Enorme de gorda. Não cabe nesse planeta. E não entende como as pessoas a enxergam como uma garota magrela. A verdade é que Lia está tão magra, mas tão magra, que já foi internada duas vezes por anemia. Mas, quando a ideia de comer qualquer tipo de alimento, sendo muito ou pouco calórico, lhe vem à cabeça, ela fica maluca.

No início da história, Lia descobre que sua ex-melhor amiga, Cassie, foi encontrada morta num quarto de hotel, completamente sozinha. Causa da morte? Ainda desconhecida.

Lia sente-se profundamente culpada pela morte da amiga, que ligou para ela trinta e três vezes antes de morrer. Lia passa horas pensando "Se eu tivesse atendido, ela ainda estaria viva?". "O que ela queria comigo?".

Quando as duas estavam entrando na adolescência, elas fizeram uma aposta: que seriam as mais magras do colégio. 

Mas aquilo se transformou numa disputa: Cassia queria ser mais magra que Lia e Lia tinha que ser mais magra que Cassie.

Durante todo o livro vemos o drama da anorexia de Lia, seus delírios, seu medo do fantasma de Cassie, sua vida arruinada pela doença, sua família desunida, sua falta de amigos. O livro todo é bem difícil de ler, a cada linha você sente mais pena de Lia, mais ódio desse mundo, e só quer que ela fique bem, que ela melhore.

Lia tem metas de peso. A cada meta alcançada, ela tenta chegar num peso cada vez menor. Para conseguir alcançar suas metas, ela mantêm um controle extremamente limitado das calorias que consome diariamente.

Além de não comer calorias suficientes para uma pessoa normal se manter saudável, Lia faz exercícios físicos escondidos da família, tentando perder o peso que ela já nem tem mais.

"Eles fizeram experimentos comigo por semanas. 40,3. 41. 42,1. 43. Eles entupiram a Lia-piñata com queijo derretido e migalhas de pão. 44,9 46,7. 47,1. 48. Eles me soltaram com 48,9 e um fichário vermelho-biscate com três espirais que continha todas as minhas lições: planos para refeições, consultas de acompanhamentos, (encantamentos mágicos) afirmações para manter distância dos maus pensamentos".
Página 137


O livro todo é narrado em primeira pessoa, contando a vida de uma pessoa com um profundo distúrbio alimentar. A narrativa de Lia é perfeita, muito bem construída. Acho que só quem já passou por situação parecidas ou quem já foi diagnosticado como psicótico sabe como é isso.

Minha psicóloga diagnosticou o meu transtorno de querer me cortar e fazer desenhos sangrentos e ter surtos de ver o que não existe como psicose em fase inicial. Assim como Lia, eu também sei como é ver as paredes se aproximando cada vez mais, o sangue escorrendo delas, te afogando num mar vermelho e salgado. A autora sobre representar uma pessoa com distúrbios de forma perfeita.

A anorexia (assim como a bulimia) é uma doença grave e que mata. Ela não mata apenas pelo fato de a pessoa pesar cada vez menos e estar anêmica de tão fraca. A doença ataca psicologicamente, fazendo a pessoa delirar (no caso de Lia, ver coisas que não existem) e até mesmo chegar a cometer suicídio. A Lia que as pessoas viam e a Lia que ela mesma via no espelho eram duas garotas diferentes. Mas, por dentro, ambas eram geladas, frias, frágeis.

Eu acho que o nome do livro deveria ter sido Garotas Geladas. Sim, acho mesmo. Por que? Bom, eu sei que Garotas de Vidro ressalta o fato delas serem frágeis, quebradiças, mas não combinou muito com a proposta. Até por que "Garotas Geladas" é o termo que elas mesmas (as anoréxicas) usam para se definirem.

O livro tem apenas 270 páginas, eu o li em dois dias, e concluo que ele tem um leitura fluída, mas não fácil. Conforme você vai lendo e entrando nas sombras da mente de Lia, começa a entender que esse livro não trata apenas de um drama familiar: trata-se de um drama psicológico que só quem o vive entende. Em outras palavras, ninguém pode ajudar Lia, ela mesma tem que se salvar. O problema é que ela não quer ser salva.

O final do livro foi bom e combinou com a história. Foi um final feliz sem ser algo forçado. Espero que ninguém tenha a esperança de que Cassie volte a vida, por que isso não acontece. Mais do que uma história dramática, Garotas de Vidro mostra como não podemos voltar atrás em nossas decisões, mas que sempre temos a oportunidade de mudar nosso futuro pra melhor.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Resenha de Deslembrança, de Cat Patrick


Autora: Cat Patrick
Tradutor: Livia de Almeida
Editora: Íntrinseca
Páginas: 256

Sinopse: Toda noite, quando London Lane recosta a cabeça no travesseiro e dorme, cada mínimo detalhe do dia que viveu desaparece de sua memória. Pela manhã, restam-lhe apenas lembranças do futuro: pessoas e acontecimentos que ainda estão por vir. Para conseguir manter uma rotina minimamente normal, London escreve bilhetes para si própria e recorre à sempre fiel melhor amiga. Já acostumada a tudo isso, ela tenta encarar a perda de memória mais como uma fatalidade que como uma limitação. Mas, quando imagens perturbadoras começam a surgir em suas lembranças e London precisa, de algum modo, escapar delas, fica claro que para entender o presente e o futuro ela terá que decifrar o que ficou esquecido no passado.

Acho que o fato de muitas pessoas terminarem a leitura com uma sensação de vazio na cabeça é que o livro é muito curto. Ele é pequeno, poucas páginas, tem uma fonte enorme, o que só deixa a leitura rápida. Li ele em menos de três horas e uma frase que não saía da minha cabeça era: Perdi alguma coisa?

Não se enganem, Deslembrança é um livro muito bom. A proposta da autora foi incrível, mas acho que ela não desenvolveu muito a história. Ela deu um destaque muito acentuado ao romance de London e Luke, extremamente meloso e levemente desnecessário, e esqueceu a grande premissa do livro: uma menina que não se lembra da vida e que prevê o futuro.

Assim como o pai de Cat sugeriu, o nome do livro bem que poderia ser Ovos Mexidos com Presunto. A história é confusa a princípio, você não consegue entender direito como esse dom (se é que você pode chamar assim)funciona e nem no que ele pode ajudar London.

London não se lembra de nada do seu passado, mas tem espécie de visões do futuro. Sim, confuso até demais. Afinal, como uma pessoa assim tem uma vida minimamente normal? A autora simplesmente esqueceu que, a partir do momento que London tem a mente reiniciada, ela não deveria se lembrar de NADA, ou seja, ter uma mente infantil, que foi quando começou essa anomalia no cérebro dela.

Tudo bem, esse pequeno furo a parte, eu ficava imaginando como seria ela, por exemplo (isso não acontece no livro) acordar de manhã, virar pro lado e ler num bilhete: "O homem do seu lado é seu marido. Você está grávida de quatro meses. Vá dar comida ao Joseph (nome fictício), seu cachorro. Ele foi atropelado ontem. O velório de sua mãe é às 7h30min, não se atrase. Ah, sim, você foi atacada por um tubarão ano passado e não tem mais a perna direita!".

Bom, mesmo que London esteja convivendo com sua falta de memória há anos, ELA NÃO SE LEMBRA DISSO! Então como capetildos ela sabe por cima o que fazer da vida? Como sabe que há um bilhete esperando por ela? Como se lembra de matérias escolares, como faz prova? Como sabe o caminho de casa, senha em redes sociais, como???

E, mesmo que ela não saiba nada disso, ela tem uma vida normal, como se isso não a atingisse de forma alguma. Acho que faltou um pouco de drama em London.

Os fatos importantes foram pouco explorados, deixando pequenos dramas bobos como grandes protagonistas da história, como por exemplo a agima de London que não quer mais falar com ela ou sua mãe estar mentindo sobre seu pai.

A pior parte do livro é o final. Tudo bem, não é ruim, calma!! Mas o livro não tem final. Nas últimas 20 páginas a autora revela o grande drama da história, tudo é resolvido (por cima, por que nós não vemos a resolução!) e o livro acaba bem. Este foi um dos pouquíssimos livros que eu não invejei a protagonista por ter um poder legal. Realmente, sempre quis morar na Morada da Noite, ter a super inteligencia do Artemis, ter uma casa em Hogwarts, ser uma Caçadora de Sombras, mas eu JAMAIS iria querer ter o dom da London. Jamais mesmo. 

Tanto que eu torcia para que, depois que o drama do livro fosse resolvido, London entendesse o por que desse problema na memória e ela conseguisse consertar tudo de alguma maneira. Mas não, o livro terminou do mesmo jeito que começou, sem nos dar detalhes do Grande Drama da Vida Esquecida de London Lane.

Acho que faltou a autora desenvolver a história mas, fora isso, o livro é divertido de ler, engraçado e até te emociona em certas partes. O final completamente resolvido fica na imaginação do leitor, o que é um ponto forte e fraco ao mesmo tempo. Cabe a você ler e tirar suas próprias conclusões!

Pra finalizar a resenha: DEUS ME BELISCA QUE CAPA LINDA!

"Apesar do aperto no peito, que me faz odiar os passarinhos cantando e tudo o mais, sei que precisava ler isso hoje, e que vou precisar ler de novo amanhã. Para mim, ler é lembrar" - Pág. 194

sábado, 2 de junho de 2012

Delírio


Toco as cerdas do pente enquanto a água do chuveiro cai quente sobre meus cabelos já molhados. O vapor sobe até o teto, desce novamente, embaça os espelhos e, possivelmente, a lente dos meus óculos, jazidos sobre a pia.
Enquanto passo meus dedos machucados pelas cerdas duras, ouço o som das gotas de água caindo no chão: um som molhado, pegajoso, como lágrimas que não secam, escorrendo dos meus olhos, pelo meu rosto, pelas paredes, inundando o que antes era uma mente sã.
Me imagino tocando uma harpa divina enquanto passo meus dedos pelas cerdas do pente. O som é oco e vazio, mas na minha mente ele tem um toque especial, melódico, melancólico. Nostálgico.
Enquanto toco minha harpa, o som de fundo da água quente caindo com força no chão frio enche o vazio, como violinos numa orquestra. O som criado escorre pelas paredes, juntando-se com as lágrimas.
Estamos no início de junho.
Não é verão, mas sinto meu coração pulsando quente no meu peito nu, sinto o sangue correndo e escorrendo pelas minhas veias, pelas paredes, junto com as lágrimas e a orquestra líquida. Meu sangue é quente e corre rapidamente, como se tivesse um destino.
Não é inverno, mas meus ossos tremem de frio, como uma garrafa de vidro suspensa no ar naquele momento que prece a queda, onde seus cacos irão se estilhaçar e voar em todas as direções. 
Não é primavera, mas os botões de sangue semelhantes a rosas vermelhas desabrocham no chão, rosados quando atingem a água no chão, espalhando suas pétalas sem perfume por todo o chão, levando suas pétalas pelo ralo, enquanto mais botões desabrocham dos meus dedos e escorrem até o chão, criando um jardim de rosas vermelhas que, quando regadas, viram rosas cor de rosa novamente.
A harpa não está mais sendo tocada, meus dedos estão sangrando demais pra isso. As gotas de sangue se estilhaçam no chão como se fossem cacos de vidro líquidos e vermelhos, botões de rosa que nunca irão ser beijadas por um pássaro, afogadas nas lágrimas que escorrem pelas paredes, dos meus olhos, misturando-se à água do chuveiro.
É outono e meus braços e pernas são como galhos secos, as pétalas secas espalhadas pelo chão, meus dedos sangram enquanto imploram por folhas novas e viscosas.