segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Matutando #7


Olá, pessoas queridas! Como têm passado?
Agora que parei para pensar, faz um bom tempo desde que eu não escrevo um Matutando. O último foi em outubro de 2013! 
Os assuntos dessa coluna sempre foram aleatórios. Já falei de Harry Potter, cadeiras giratórias, artistas escrotos vs. artistas gente fina e até mesmo filmes de terror. Hoje trago um assunto polêmico: corte de cabelo.
Okay, daí você me pergunta: Nath, o que diabos tem de polêmico num corte de cabelo? 
E eu te respondo: Absolutamente tudo, meu caro leitor.


Todo mundo conhece a Jennifer Lawrence, certo? Ela ficou famosa por ter feito vários filmes incríveis, dentre eles X-Man, Jogos Vorazes, Em Chamas, O Lado Bom da Vida e etc. é fato que nossa Jen é linda e divosa, certo? Há alguns meses Jen desistiu das longas madeixas loiras e cortou o cabelo nos ombros. Muita gente achou bonito, outros não gostaram muito. Jen continuava linda, bem humorada e, o mais importante, nunca deixou de ser uma ótima atriz. Mas, no fim de 2013, Jen surpreendeu todo mundo cortando o cabelo beeeem curtinho. Vi MUITA gente xingando a Jen no facebook, no tumblr e no twitter, dizendo que ela estragou o cabelo e coisa e tal.
Agora eu gostaria que você, querido leitor, me dissesse: o cabelo da Jen ficou feio? Ficou mau cordado? O cabeleireiro cortou torto, arrancou um pedaço da cabeça dela? Não? Como assim? Então por que todo mundo tá dizendo que o cabelo dela ficou feio?
Não é de hoje que as pessoas tem preconceitos contra cabelo. A maior parte das meninas que nasce com cabelo cacheado ou afro acaba cedendo à chapinha ou escova progressiva em algum momento da vida. Meninas fazem tratamentos extensos para ter cabelos longos, fazem luzes, pintam de várias cores diferentes. Isso é errado? Claro que não.


Sinceramente, não vejo o menor problema em uma garota que nasceu de cabelo cacheado querer ter cabelo liso. Agora eu me pergunto: você já viu uma menina de cabelo liso querer fazer permanente? Provavelmente. O que todas as pessoas disseram para essa menina? Sim: que era louca, que estava desperdiçando um cabelo naturalmente bom, que ia gastar dinheiro para arrumar um cabelo que já estava bonito. 
Eu não julgo as escolhas das pessoas: cada um faz o que bem entende. Mas sempre tive essa impressão de que a necessidade de todas as pessoas serem iguais é algo ruim. Quando uma menina não usa chapinha e mostra os cabelos rebeldes, ela é corajosa. Quando uma menina corta o cabelo bem curto ela também é considerada corajosa. Agora eu pergunto: por que uma pessoa que simplesmente muda o penteado recebe o título de corajosa?
A resposta: por que ser diferente é o mesmo que se jogar numa piscina cheia de tubarões com a perna sangrando. As pessoas vão correr atrás de você, te julgar e morder até que você sucumba ao que elas querem.
E o pior: quando um grupo de meninas decide que vai fazer o que bem entender com o cabelo, elas são tachadas como "meninas modinha" e perdem toda a credibilidade! Recentemente vi no facebook uma menina que estava recebendo mensagens de ódio por que tinha cabelo cacheado e várias páginas estavam publicando fotos dela! Uma amiga minha pintou o cabelo de rosa e muita gente caiu em cima, falando que só fez isso por que queria ficar parecida com uma das "meninas do tumblr". E você, que tem escova progressiva no cabelo e fez luzes por que está na moda? O que tem contra quem pinta o cabelo de verde? 
Apenas parem.


Jared Leto é um cantor e ator norte-americano lindo de morrer: isso é um fato. Sendo o vocalista de uma banda de rock alternativo, Jared nunca manteve a mesma aparência por muito tempo. Durante todos os anos em que sua banda esteve na estrada (16) já teve mil cortes de cabelo diferentes, tanto por que quis, tanto por causa de ocasionais papéis que teve no cinema. 
Recentemente mostrei uma foto dele atualmente (de cabelo comprido) para uma amiga e ela disse: "Hm, ele é bem bonito. Mas seria melhor se tivesse o cabelo curtinho, arrepiadinho, sabe?". Depois, explicou: "Homem de cabelo comprido não fica muito bem. Sei lá, simplesmente não combina!". Quando mostrei uma foto dele de cabelo curto, ela só faltou entrar na tela do computador.
Por que isso? Por que homens de cabelo comprido não são considerados tão bonitos quanto os de cabelo curto? Por que muita gente (sim, muita gente MESMO) diz que qualquer homem de cabelo comprido é simplesmente feio e pronto, acabou a discussão?


E o preconceito não é só com os caras de cabelo comprido! Se o cara pinta o cabelo (nem precisa ser de cores fantasia) já é taxado de gay. Se o cara tem um moicano no estilo mais punk possível, nunca vai arranjar um emprego. Se o cara tem dreads, além de não arranjar emprego, sofre com o preconceito, com pessoas achando que é morador de rua, que dreads são sujos, acham que o cara é drogado e por aí vai. 
Ou seja: o homem pode ter o cabelo que quiser, desde que tenha o comprimento adequado (no máximo até o queixo, sendo muito otimista). O homem não sofre a mesma pressão de ter cabelo liso - afinal, a maior parte tem o cabelo tão curto que nem se quisesse dava para fazer escova. Basicamente, o homem sofre do mesmo preconceito capilar que a mulher, só que ao contrário.


No começo de 2013 meu cabelo era comprido. Tipo, até o cotovelo. Sempre gostei de cabelo comprido, mas em outras pessoas. Homens e mulheres de cabelo comprido sempre me encantaram, tanto que no livro que escrevo todos os personagens tem cabelo absurdamente comprido (mas por um bom motivo). Só que eu nunca gostei de cabelo comprido em mim. Quando eu era criança eu sempre mantinha o cabelo curto, mas eu comecei a fazer amigas na escola e todas as garotas tinham cabelos compridos, então eu parei de cortar. 
Mantive o cabelo comprido até fazer 13 anos, quando decidi cortar de novo. Cortei o cabelo na altura dos ombros, e recebi muitas críticas negativas tanto de amigos, familiares e até professores. Todos perguntavam por que eu cortara o cabelo e, quando eu dizia que eu gostava daquele jeito, as pessoas me olhavam estranho.


Thalia Grace é uma semideusa filha de Zeus e uma garota totalmente punk, que usa jaqueta de couro, escuta bandas de rock e tem
cabelos curtos. Quando terminei de ler A Maldição do Titã, dei a notícia: mãe, vou cortar meu cabelo de novo!Em julho de 2013, quando li a série Percy Jackson, uma personagem me chamou muito a atenção: Thalia Grace. Olha, só, eu tenho o mesmo nome que ela - (Na)Thalia!
Minha mãe é uma daquelas "pessoas tradicionais" (eufemismo pra quem não gosta muito do que é diferente) e disse que não era uma boa ideia, mas tudo bem, se é o que você quer, vá em frente. Cortei meu cabelo e não gostei. Não me arrependi de cortar o cabelo, mas o cabeleireiro fez um corte chanel fofinho, na altura do queixo, TOTALMENTE diferente do curto que eu tinha pedido.
Mantive o cabelo daquele jeito por seis meses, bagunçando e tentando dar um ar mais rebelde a ele - nunca gostei do meu cabelo liso escorrido nem muito arrumado. Gosto de parecer uma pessoa que não se arruma muito - meio hipster isso, concordo.
Então, assim que o ano virou e a primeira semana de 2014 apareceu, cortei meu cabelo do jeito que eu queria: curto "igual de menino". Se eu gostei? Eu AMEI. Eu não podia ficar mais feliz. Finalmente tenho o cabelo que quero, tenho a aparência que eu quero. 
Não vou mais deixar meu cabelo crescer. Não me importo que perguntem se sou lésbica (sim, já perguntaram. Muitas vezes), não me importo que digam que "não é coisa de menina", não me importo.
Eu vou ter cabelo curto por que é o que eu quero para mim.


Eu luto por um mundo onde as pessoas possam ser iguais, independente do gênero, da opção sexual, da cor, da religião, independente de tudo. Eu acredito num mundo onde uma garota ser careca é uma escolha, assim como um homem ser careca também é uma escolha. E uma escolha normal, que as pessoas aceitam e não criticam. Eu luto por um mundo sem um padrão de beleza, sem padrão de existência, sem padrões.


Eu acredito num futuro onde uma mulher ter o cabelo mais curto que o de um homem é coisa normal. E acredito num mundo onde uma mulher pode ter cabelo comprido sem sofrer pressão para alisar/cachear/pintar de um jeito específico. Acredito num mundo onde homens escolhem ter cabelos curtos por que acham que combina com eles, não por que as pessoas dizem que tem que ser assim. Acredito num futuro onde um homem pode ter dreads até a bunda e as pessoas darem um emprego a ele, simplesmente por que ele merece.
Eu acredito nisso. Você acredita?


Para finalizar o post, deixo um clipe novo do 30 Seconds To Mars (onde o Jared está sendo lindo de cabelos compridos). A música fala sobre o destino; fala que nosso futuro está chegando, o tempo está passando. Ou nós fazemos o que queremos agora ou a gente morre. Faça ou morra, e a história continua - com ou sem você.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Esconda-se, de Lisa Gardner

Autora: Lisa Gardner
Título original: Hide
Editora: Novo Conceito
É bom?: ★★★
Páginas: 400

Sinopse: Uma mulher que foi obrigada a fugir — desde criança— de uma possível ameaça. Uma ameaça que seu pai via em todo lugar, mas que a polícia nunca considerou. Um antigo e desativado sanatório para doentes mentais que pode ter muito mais a esconder entre suas paredes do que homens e mulheres entorpecidos por remédios. Uma história de rancor entre membros de uma mesma família que nunca conseguiram superar os episódios de violência doméstica que presenciaram. Um pingente que foi parar em mãos erradas — e a cena de um crime brutal: seis meninas mortas e mumificadas há mais de trinta anos. Agora, cabe à famosa detetive D.D. Warren descobrir quem foi o serial killer que cometeu esta atrocidade e que motivação infame deformou sua mente. Acompanhe D.D. Warren na solução de mais este complexo caso.

Esconda-se é o terceiro livro da autor Lisa Gardner publicado no Brasil pela Novo Conceito. No entanto, na cronologia da série, Esconda-se deveria ser o segundo livro e, os outros livros da autora, Viva Para Contar e Sangue na Neve, seriam, respectivamente, o quarto e o quinto livro da série. Que bagunça, não? Mas os livros são praticamente independentes e, fora os personagens detetives, um livro não tem muita ligação com o outro.

Esconda-se conta a história de Annabelle, uma garota que vive fugindo desde criança. Ela já teve muitos nomes, viveu em muitos lugares, mas nunca soube por que seu pai aparecia em casa e a mandava arrumar as malas de tempos em tempos.

Anos depois da morte de seus pais, Annabelle vive como Tanya e acha que não corre mais perigo, a pesar de ainda ser extremamente paranóica em relação a tudo. No entanto, num dia, uma câmara subterrânea com corpos mumificados de seis garotas é descoberta e um desses corpos é o de Annabelle. Mas, espera... como assim? Annabelle está viva, certo? Só com outro nome. Como isso aconteceu, então?

É isso que Tanya quer saber, e assim ela vai até o departamento de polícia de Boston e conhece a detetive sargento D. D. Warren, responsável pelo caso. Ela conta tudo a D. D. e afirma que está viva, e que acha que o corpo é de sua melhor amiga quando criança, Dori, para quem tinha dado o colar que a identificou como Annabelle.

D. D. não se sente muito convencida pela história de Tanya/Annabelle, mas decide dar um voto de confiança e investigar mais a fundo a história dessa mulher misteriosa. E, quanto mais investiga sobre a vida de Annabelle e seus pais, mais D. D. acha que vários outros casos de assassinato, estupro e violência estão ligados a esses corpos da tumba. 

O livro é maravilhoso e com certeza um dos melhores livros policiais que li nos últimos tempos, mas uma das coisas que mais me incomodou durante a leitura foi a quantidade absurda de erros de digitação, repetição de palavras e afins. Não chegava a atrapalhar a leitura, mas me incomodava em alguns momentos.

Contado tanto em primeira quanto em terceira pessoa, o livro enfoca muito no profissionalismo de D. D. e Bobby e no drama familiar tão real e intenso de Annabelle. Lisa Gardner é um dos poucos escritores de romances policiais que consegue criar personagens extremamente humanos e interessantes, dignos de afeição, pena e até mesmo ódio.

  

Essas foram as capas do livro que eu encontrei. A capa brasileira não é feia, de jeito nenhum, mas me lembra mais um poster do filme/jogo/livro Resident Evil do que de uma série policial. Das capas que encontrei minha preferida é a segunda. Mesmo simples, ela dá um toque de mistério ao enredo. Qual capa vocês preferem?

Espero que tenham gostado da resenha õ/ Já leram o livro? Pretendem ler? Me contem =D

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

La Caixita #30


Olá pessoas queridas, como estão?
A última La Caixita foi dia 25 de dezembro, o que significa que foi há pouco menos de um mês! Fico feliz por REALMENTE estar conseguindo diminuir o número de livros a ler e aumentar o número de livros lidos. Já li a maior parte dos livros da última La Caixita, e os que não li pretendo ler logo õ/
No mês de janeiro chegaram poucas coisas, e estou feliz por isso! Vamos ao que chegou:



O primeiro livro que chegou foi Allegiant, que eu comprei em inglês! Vai ser o primeiro livro em inglês que vou ler. Já li o primeiro capítulo e achei bem fácil. O livro é lindo e veio com jacket, é hardcover e, resumindo, valeu todos os dólares que gastei nele!
Logo em seguida eu comprei nas Casas Bahia, por um preço MUITO BOM, o livro Jogador Nº1. Foi um livro que li em 2012 e entrou na lista de favoritos de tão bom. Finalmente consegui trazê-lo para minha coleção <3


No mesmo pacote das Casas Bahia chegou Dezenove Luas, último livro da série Beautiful Creatures, ou As Crônicas Conjuradoras, como é o certo =P Pretendo reler toda a série antes de começar a ler o último. Li o primeiro livro em 2012, já faz um tempinho.
E, para finalizar, comprei o nono volume de Deadman Wonderland, um mangá fabuloso que temos o prazer de ter sido publicado no Brasil!


E esses foram os livros que chegaram! Como podem observar, o último livro das Crônicas Conjuradoras é bem mais fino que os outros. Na verdade a editora Galera Record diminuiu a fonte dos dois últimos livros da série, e eles ficaram estranhos perto dos dois primeiros, muito pequenos. Mas os livros continuam sendo lindos =D

E então, já leram algum desses livros? Pretendem ler? Me contem =D

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Esc@ndalo, de Therese Fowler

Autora: Therese Fowler
Título original: Exposure
Editora: Novo Conceito
É bom?: ★★★
Páginas: 384

Sinopse: Amelia Wilkes tem um pai rigoroso que não permite que ela namore, mas isso não a impede de viver um romance secreto com o cativante Anthony Winter. Desesperadamente apaixonados, os dois sonham uma vida juntos e planejam contar tudo sobre seu amor aos pais de Amelia... Mas só depois que ela completar dezoito anos — e for legalmente reconhecida como adulta. No entanto, a paixão do casal é exposta mais cedo do que o previsto... Eles são jovens, andam grudados aos seus celulares e postam todo tipo de informação — inclusive aquelas informações mais particulares, que só deveriam dizer respeito a eles mesmos — até que o pai de Amelia encontra fotos de Anthony, nu, no computador de sua filha. Poucas horas depois, Anthony é preso. Apesar dos protestos de Amelia, seu pai usa de todo o poder e influência entre os policiais, e entre os meios de comunicação, para transformar Anthony em um pervertido que caçava sua inocente filha. De mãos atadas, cabe aos dois apaixonados arriscar uma última saída, ousada e perigosa, e apagar a acusação de sexting que Anthony recebeu.

Quando vi a capa de Esc@ndalo não soube bem o que pensar. A capa não era particularmente bonita, e quando alguém compara um livro à obra Romeu e Julieta eu simplesmente perco a vontade de ler, por que nunca gostei da peça (me julguem). Mas eu me senti atraída quando soube que a história era baseada em algo que tinha acontecido ao filho da autora. Então solicitei o livro.

Esc@ndalo conta a história de Amelia Wilkes e Anthony Wilkes, dois adolescente que estudam num dos melhores colégios da cidade e que são namorados. Nada mais comum, certo? Errado. 

Anthony estuda no colégio como bolsista, sua mãe, Kim, é professora de francês e ele foi criado sem pai. No entanto, Anthony sempre foi um garoto inteligente, educado e dedicado, e seu maior sonho é ser ator e trabalhar na Broadway. Esse sonho só se intensifica quando ele conhece Amelia, que vem de uma família muito rica, que também sonha em ser atriz. O problema é que o pai de Amelia, Harlan Wilkes, é um homem muito rígido e que não permite que ela namore.

Amelia e Anthony mantém o relacionamento escondido, com apenas alguns amigos próximos sabendo e a mãe de Anthony. Os dois são muito cuidadosos e pretendem contar ao pai de Amelia tudo o que estão planejando - a vida juntos, a Broadway - quando a garota completar 18 anos, mas tudo cai por água abaixo quando Harlan encontra fotos de Anthony nu no computador da filha.

Harlan é incapaz de acreditar que sua filha, a doce e pura Amelia, seria capaz de QUERER manter fotos desse gênero. Então o pensamento mais óbvio é que o rapaz está depravando sua filha, talvez até abusando dela, e a atitude mais correta a ser tomada é chamar a polícia.

Anthony é preso e, não importa quantas vezes Amelia diga que era namorada de Anthony e que pedira pelas fotos, seu pai se recusa a aceitar tal ideia. Enquanto isso, a vida de ambas das famílias sofre mudanças drásticas e dramáticas, mas sem nunca perder o realismo.

O que mais me dói saber é que existem pessoas como o pai de Amelia, como o advogado dele, que fariam de tudo para colocar um inocente na cadeia. E também existem pessoas como os "figurantes" do livro, ignorantes, que não procuram a fundo por uma resposta e acreditam em tudo o que a televisão diz.

Na minha opinião a maior mensagem do livro é a importância da família. E não existe família sem confiança, sem diálogo. E Anthony tinha uma boa relação com a mãe na mesma proporção que Amelia não tinha confiança suficiente para com seus pais. Se Amelia tivesse contado a sua família sobre o namoro, teriam sido as coisas diferentes? Será que a culpa é de Amelia, que manteve o segredo, ou dos pais, que não aceitariam nunca que a filha namorasse alguém, não importa quem seja? Será que existe mesmo culpado nessa história?

Esc@ndalo é um livro feito para se refletir sobre. Para pensar em como a justiça é aberta a interpretações e, nesse caso, como é difícil distinguir um crime de algo inocente. Mais importante, o livro serve como lição aos jovens sobre os cuidados a se tomar com seu acesso à internet. Pois, assim como existem mal entendidos como o de Amelia e Anthony, existem histórias reais de abuso e de distribuição de pornografia.



Essa capa foi a única que achei na internet, a pesar de o livro já ter sido publicado em vários países. Eu, particularmente, gostei muito mais dessa capa americana do que da capa brasileira, a pesar de os modelos da capa brasileira parecerem com os personagens e os da americana, não. Qual capa vocês preferem?

Bom gente, é isso. Espero que tenham gostado da resenha e que sintam-se impelidos a ler o livro. Uma história tão incrível assim merece muitos leitores *----*
Beijos!

sábado, 11 de janeiro de 2014

Destruindo o diário #01


Olá, queridos leitores! Como têm passado?
Como podem observar, criei uma nova coluna para o blog! Depois de comprar o livro Destrua Este Diário eu estou completamente apaixonada por cada tarefa.
O livro serve como um "desbloqueio" criativo, e cada página te dá uma tarefa que tem como objetivo destruir o caderno. As tarefas são inusitadas e vão desde desenhar com terra, café, cola, cabelo e fita até arrastar o livro pelo chão, jogá-lo de um lugar alto e etc.
Sempre fui uma pessoa que gostava de desenhar (pode parecer falta de modéstia mas eu acho que desenho razoavelmente bem) mas tinha deixado meu pequeno e singelo talento de lado. Mas, depois que comprei o livro, decidi voltar a desenhar, comecei a treinar desenho e escrita com uma pena e nanquim, comprei uma mesa digitalizadora e voltei a estudar anatomia. Uma das minhas metas de 2014 é simplesmente voltar a desenhar e não parar =D
Enfim, vamos ao que interessa! Essa coluna será postada sem regularidade definida, simplesmente quando eu tiver destruído novas páginas e tiver mais conteúdo para postar.




Pintei a capa do diário com esmalte cor de rosa que eu nunca usei e giz de cera <3



O livro é meu e eu começo a numerar na página que eu quiser (no caso, uma singela homenagem a Tobias Eaton).


Materiais de pintura <3


A lombada foi devidamente arrebentada. Eu estava sem o que fazer e decidi fazer um "cigarro" usando papel normal e queimando a ponta. Daí eu queimei um buraco na página ao lado pra dar a impressão que o cigarro estava aceso (ainda não decidi se isso foi inteligente ou idiota).



Não posso dizer que minha mãe gostou dessa tarefa haha XD


Sempre que eu vou brincar com o diário eu acabo sujando as laterais dele de tinta/lápis/giz/etc, então eu decidi que meu rabisco nas laterais serão essas marcas acidentais =D
Aproveitei o caderno preto pra fazer uma homenagem a um dos meus animes favorito!


Meu irmão e seu talento incontestável de desenhar pokémons com a mão esquerda.


Já postei essa imagem do café aqui, mas decidi repostar =D
Meu namorado e eu fizemos os desenhos com café, eu fiz o desenho de caneta.

Então, pessoas, é isso! Espero que tenham gostado <3
O que acham da premissa de Destrua este Diário? Vocês fariam as tarefas? Já possuem seu exemplar?
Me contem!

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Seis Coisas Impossíveis, de Fiona Wood

Seis Coisas ImpossíveisAutora: Fiona Wood
Título original: Six Impossible Things
Editora: Novo Conceito
É bom?: ★★★
Páginas: 272

Sinopse: Dan Cereill levou um encontrão da vida: seu pai faliu, assumiu que é gay e separou-se de sua mãe, tudo de uma vez só. Enquanto isso, sua mãe recebeu de herança uma casa tombada pelo patrimônio histórico que cheira a xixi de cachorro, mas que não pode ser reformada... E, agora, Dan está vivendo em uma casa-relíquia que parece um chiqueiro, com uma mãe supertriste e sem conseguir falar com o pai — que ele ama muito. Suas únicas distrações são sua vizinha perfeita, Estelle, e uma lista de coisas impossíveis de fazer, como: 1. Beijar a garota. 2. Arrumar um emprego. 3. Dar uma animada na mãe. 4. Tentar não ser um nerd completo. 5. Falar com o pai quando ele liga. 6. Descobrir como ser bom e não sair abandonando os outros por aí... Mas impossível mesmo será: 1. Não torcer para que Dan supere seus problemas. 2. Não rir muito com os devaneios dele. 3. Não querer ter um cachorrinho como Howard. 4. Não desejar que a mãe de Dan encontre a felicidade. 5. Parar de ler este livro. 6. Não querer abraçar o livro depois de tê-lo terminado...


Quando vi os livros disponíveis para serem solicitados e Seis Coisas Impossíveis estava entre eles, não soube bem o que pensar. A capa é estranha, não consigo decidir se gosto ou não dela. Li a sinopse e achei o livro bem bobo, não sabia muito o que esperar também. Mas como o livro era bem curtinho e parecia ser uma leitura fácil, o solicitei.


Quando comecei a leitura, não gostei do livro. Até a página 60 ele é extremamente chato e bobo, e Dan é muito imaturo, mesmo para alguém de 14 anos. Dan começa o livro apresentando sua vida cheia de problemas: o negócio do seu pai faliu, ele se assumiu gay e saiu de casa, sua mãe e ele não tem um tostão e recebem a súbita herança de uma tia velha. Mas essa herança é mais uma maldição do que uma bênção: é uma casa enorme e fedida que eles não podem reformar por que faz parte do patrimônio histórico da cidade. Mas, mesmo com todos esses problemas, Dan foca sua narrativa no fato de que está apaixonado por sua vizinha, uma garota com quem nunca conversou, e isso me irritou demais. 


A vida de Dan mudou muito depois da separação dos pais, e ele começou a fazer listas desde então. Dan faz listas das coisas que quer e não consegue, das coisas que precisa se esforçar para conseguir, faz listas para tudo. Dan é o típico nerd, que acabou de sair da escola particular e não conhece nada do mundo das escolas públicas. Mas ele não teme tanto assim o fim do ensino fundamental por que, na mesma sala que ele, está Estelle, a garota por quem está apaixonado. E, a partir do momento em que ela aparece e se torna um personagem importante na trama, o livro fica muito melhor. Além de linda, Estelle é uma garota muito corajosa e inteligente, nada fútil. Ela e sua amiga estão fazendo um filme de terror caseiro e querem concorrer num festival mas, por serem menores de idade, não podem. Dan se envolve nessa bagunça toda e a partir daí ele faz novas amizades, vive grandes aventuras e consegue reconstruir sua vida.

Um dos pontos fracos do livro, na minha opinião, é que Dan é muito jovem. Mesmo fazendo 15 anos no meio do livro, ele é extremamente imaturo em alguns trechos mas faz coisas muito, digamos, responsáveis; como arrumar um emprego para ajudar a mãe, ajudar um pessoal a fugir de casa e organizar festas sozinho. Acho que se Dan tivesse 16 ou 17 anos história seria um pouco mais plausível.




Além de ser uma história engraçada, Seis Coisas Impossíveis também é sobre bullying, homossexualismo, sobre crescer, sobre ser responsável e, é claro, sobre amor. Amor de família, amizade e aquele primeiro amor adolescente, bem bobo e bem bonitinho.

Mesmo não gostando muito da história no começo, gostei dela no final. Foi um bom livro e pretendo lê-lo novamente. Recomendo =D

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Desejados #11


Olá, pequenos e adorados humanos!
A coluna Desejados sempre foi uma das minhas favoritas, mesmo que eu tenha negligenciado ela muitas vezes e por muito tempo. Em 2014 não pretendo ignorá-la, como já fiz. E a primeira edição desse ano incluirá livros de apenas uma autora. E a sorteada é... LIBBA BRAY!

Belezas Perigosas  Doce e Distante

Trilogia Gemma Doyle
Esta é, com certeza, a trilogia mais famosa da autora. Eu só tenho o primeiro livro, Belezas Perigosas, que ainda não li. A questão é que a série é publicada pela Rocco no Brasil, e os livros realmente são caros. Para você ter uma ideia, só o último livro, Doce e Distante, custa R$42,10 na Saraiva e R$44,90 na Submarino (sendo que o preço já foi de R$60,00 em ambas as lojas). Ano passado em comprei Anjos Rebeldes na saraiva por R$40,00 e o livro veio velho, com orelhas, amassado e RISCADO! Claro que procurei devolver na hora em que ele chegou, mas foi uma dor de cabeça enorme e, como não tinha outro livro no estoque, tive que ficar com um vale presente. Aliás, não foi a primeira vez que isso me aconteceu na Saraiva. Você já recebeu algum livro velho?
Enfim, vamos falar de coisa boa! A trilogia conta a história de Gemma Doyle, uma jovem inglesa quem diferente das outras garotas de sua época, não tem como objetivo de vida arranjar um bom marido. E, diferente dos outros humanos de sua época, ela tem pertubadoras visões do futuro que, infelizmente, sempre se provam verdade. Depois que uma tragédia atinge sua família, Gemma é mandada a um internato e lá vive grandes aventuras. Ainda não li o livro, e prometi para mim mesma que só ia começar a ler a série quando tivesse os três livros. Mas tá difícil, viu, Rocco!

Louco aos Poucos Os Videntes Beauty Queens

Louco aos Poucos
Parece que a casa editorial de Libba Bray no Brasil deixou de ser a Rocco para se tornar a Editora iD. Ainda não tenho nenhum livro dessa editora, não sei se é boa, mas pretendo comprar Louco Aos Poucos em breve! O livro conta a história de um garoto chamado Cameron que foi diagnosticado com a doença da vaca louca, uma doença fatal e sem cura. Antes de morrer, uma ex-anja-punk precisa da ajuda dele para salvar o mundo, ao lado de um deus viking aprisionado num gnomo de jardim e um anão neurótico. Tem como não querer ler este livro?

Os Videntes
Parece que essa será mais uma trilogia da autora. Fora a capa linda, Os Videntes promete uma história espetacular! O livro conta a saga de Evie, uma garota com um poder obscuro que se muda para Nova York para morar com o tio Will, curador do Museu dos Insetos Rastejantes. A história começa a esquentar quando vários assassinatos ligados ao ocultismo começam a acontecer. Será que Evie conseguirá parar o assassino com seu poder?
O mais legal de tudo é que este livro tem 600 páginas!

Beauty Queens
Ainda não lançado no Brasil, Beauty Queens tem um plot diferente do que vemos por aí: um avião cai numa ilha deserta, e toda a tripulação desse avião é composta de supermodelos adolescentes, que não tem acesso à internet. E então começa o apocalipse!
Nem consigo imaginar aonda a autora pode chegar com essa história, e pretendo ler para descobrir. Vou esperar o livro ser lançado no Brasil =D

Vacations From Hell
Vacations From Hell

Aproveito esse post para mostrar minha completa indignação para com o fato de que, dos 4 livro da série "Infernais', apenas três foram lançados no Brasil (Formaturas Infernais, Beijos Infernais e Amores Infernais). Há mais de três anos, quando eu lia livros baixados na internet, me deparei com o livro de contos Vacations From Hell (Férias Infernais, em tradução livre). Li, achei bonzinho, mas estava querendo largar no último conto, por que era o maior do livro e eu estava de saco cheio de histórias que deviam ser de terror mas acabavam sendo histórias bobinhas de amor! Eis que me deparo com o último conto, que não lembro o nome (desculpa, faz tempo!), escrito pela Libba Bray, e me apaixonei por ele! É simplesmente o melhor conto do livro, que realmente deu medo, teve um bom desenvolvimento, fez sentido e, o melhor, não vira uma história de amorzinho! Eu nem reclamaria se a Libba decidisse escrever um livro ou uma série de livros usando os mesmos personagens. Achei a história ótima, e é por isso que tenho tanta vontade de ler os livros dessa autora. Eu já comprei 70% dos livros que eu li em ebook. Os 30% restantes são livros que ainda não vieram pro Brasil, que eu não gostei ou que simplesmente ainda não arranjei dinheiro para comprar. Se Vacations From Hell vier para o Brasil, vou comprar só por causa do conto da Libba!



Então gente, é isso. Já conheciam os livros da Libba Bray? Gostaram? Pretendem ler?

Beijos!