domingo, 23 de abril de 2017

A Garota na Teia de Aranha, de David Lagercrantz

A Garota na Teia de AranhaAutor: David Lagercrantz
Título original: Det som inte dödar oss
Editora: Cia. das Letras
É bom?: ★★★★ 3.5
Páginas: 472
Sinopse: Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist estão de volta na aguardada e eletrizante continuação da série Millennium. Neste thriller explosivo, a genial hacker Lisbeth Salander e o jornalista Mikael Blomkvist precisam juntar forças para enfrentar uma nova e terrível ameaça. É tarde da noite e Blomkvist recebe o telefonema de uma fonte confiável, dizendo que tem informações vitais aos Estados Unidos. A fonte está em contato com uma jovem e brilhante hacker - uma hacker parecida com alguém que Blomkvist conhece. As implicações são assombrosas. Blomkvist, que precisa desesperadamente de um furo para a revista Millennium, pede ajuda a Lisbeth. Ela, como sempre, tem objetivos próprios. Em A garota na teia de aranha, a dupla que já arrebatou mais de 80 milhões de leitores em Os homens que não amavam as mulheres, A menina que brincava com fogo e A rainha do castelo de ar se encontra de novo neste thriller extraordinário e imensamente atual. David Lagercrantz nasceu na Suécia, em 1962. Jornalista, romancista e biógrafo premiado, Lagercrantz foi escolhido para continuar as aventuras de Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist.

Li a trilogia Millennium no começo de 2016 e me apaixonei pela história primorosa criada pelo Stieg Larsson. Não é a primeira vez que leio um livro que é continuação de uma série escrita por outro autor (após o falecimento do autor original), e confesso que dei uma chance de coração aberto a este livro por causa disso. Vou comentar minhas impressões. 

A Menina na Teia da Aranha se passa algum tempo depois do final de A Rainha no Castelo de Ar. Lisbeth e Mikael se distanciaram e Mikael tem enfrentado criticas ao seu trabalho, principalmente daqueles que julgam que ele está muito velho e não interage bem com a nova geração. A Millennium novamente passa por dificuldades financeiras e parte das suas ações foram vendidas a uma empresa norueguesa, e ninguém parece muito feliz com isso na redação. 



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O escritor que assumiu a série, David Lagercrantz.
Ao mesmo tempo em que somos apresentados a esse cenário nada promissor, também conhecemos novas personagens. Uma delas é o professor e engenheiro da informação Frans Balder, um homem tido como gênio que ultimamente tem trabalhado com inteligência artificial. Frans é louco pelo trabalho, e por isso sua esposa se separou dele. Hanna Balder saiu de casa levando August, um menino autista, e acabou se casando com um ator, Lasse Westman. Lasse infelizmente não é um bom homem, e isso leva o desajeitado Frans a levar seu filho para a própria casa depois de um tempo. 

Por causa de seu trabalho muito importante e por causa de um escândalo de traição dentro de sua empresa, a vida de Frans corre perigo. Ele então pede ajuda a Blomkvist, que suspeita que Lisbeth esteja de alguma forma ligada a essa emaranhada teia de aranha. 

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Lisbeth Salander, melhor pessoa do universo. Totalmente Sonserina.
O livro é bom, mas com algumas ressalvas. Primeiramente, o novo autor soube muito bem criar uma narrativa semelhante à de Stieg Larsson sem copiar o estilo do mesmo. Esse foi um dos pontos mais fortes do livro. A história criada, o suspense, toda a nova trama foi interessante e bem estruturada. 

No entanto, na minha opinião, nossas amadas personagens principais ficaram muito de lado para dar espaço a personagens novas. Não contei (obviamente), mas estimo que Lisbeth e Mikael ficam ausentes da narrativa por pelo menos metade do livro. O inspetor Jan Blubanski ganha bastante foco, bem como algumas personagens novas. Eu gostei das personagens apresentadas pela primeira vez, mas senti falta de Mikael e Lisbeth, principalmente dos dois interagindo. A reconciliação no final do terceiro livro parece nunca ter acontecido, bem como alguns outros acontecimentos da vida de Lisbeth. Conveniência do novo autor, provavelmente. 

O livro foi bom, apresentou um suspense digno e um ótimo novo vilão. Mas eu espero que o novo autor não tente alongar demais a série, acredito que mais um livro seria o ideal para fechar a trilogia de cinco com chave de ouro, explicando as pontas soltas e dando (por favor!) um final feliz para nossos personagens. Na minha opinião, claro.



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#naepocadoblomkvist

Um comentário:

  1. Quero ler o livro para conhecer a história antes de poder aproveitar a versão cinematográfica que eles farão. Eu vi o trailer e parece muito bom, especialmente Sylvia Hoeks que fará dela irmã de Lisbeth. Eu acho que ela é uma ótima atriz. Ela faz parte do Blade Runner 2049 elenco, e faz um ótimo trabalho como o vilão do filme. Ela sempre surpreende com os seus papeis, pois se mete de cabeça nas suas atuações e contagia profundamente a todos com as suas emoções. Cada um dos projetos desta atriz supera a minha expectativa. Eu sem dúvida verei novamente. Além, acho que a sua participação neste filme drama realmente vai ajudar muito ao desenvolvimento da história.

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