domingo, 10 de julho de 2016

Coroa da Meia-Noite, de Sarah J. Maas

Coroa da Meia-NoiteAutora: Sarah J. Maas
Título original: Crown of Midnight
Editora: Galera Record
É bom?: ★★★
Páginas: 406
Sinopse: Celaena Sardothien, a melhor assassina de Adarlan, tornou-se a assassina real depois de vencer a competição do rei e se livrar da escravidão das Minas de Sal de Endovier. Mas sua lealdade nunca esteve com a coroa. Tudo o que deseja é ser livre — e fazer justiça. Nos arredores do castelo, surgem rumores a respeito de uma conspiração contra misteriosos planos do rei, mas antes de cuidar dos traidores, Celaena quer descobrir exatamente que planos são esses. O que ela não imaginava é que acabaria em meio a uma perigosa trama de segredos e traições tecida ao redor da coroa. Enquanto a amizade entre ela e o capitão Westfall cresce cada vez mais, o príncipe Dorian se afasta, imerso em seus próprios dilemas e descobertas. A princesa Nehemia acaba se tornando uma conselheira e confidente, mas sua atenção está mais voltada para outros assuntos. Em Adarlan, um segredo parece se esconder por trás de cada porta trancada, e Celaena está determinada a desvendar todos eles para proteger aqueles que aprendeu a amar. Mas o tempo é curto, e as ameaças ao redor castelo de vidro estão cada vez mais próximas. Quando menos se espera, uma trágica noite mudará a vida de todos no reino, e mais do que nunca Celaena quer descobrir a verdade para fazer justiça.

Tudo aquilo que eu não gostei ou achei que poderia melhorar em Trono de Vidro foi melhorado em Coroa da Meia-Noite, e isso fez com o livro merecesse cinco estrelas.

É muito difícil a gente encontrar uma saga que de fato vai melhorando a cada livro que passa. É comum lermos o primeiro livro de uma saga e o livro ser impecável, perfeitamente escrito (provavelmente editado à exaustão até ficar perfeito), daí a gente vai ler o segundo livro e parece que tanto o escritor quanto o editor chutaram o balde e acham que os demais livros de uma série vão fazer sucesso só por que o primeiro vendeu bem. Não é o caso com Coroa da Meia-Noite, que não só foi melhor do que Trono de Vidro, mas mostrou a evolução da autora como contadora de histórias.

No final do primeiro livro, Celaena descobriu que Cain estava por trás dos assassinatos dos campeões, descobriu que ele estava envolvido com magia negra e que Nehemia conhecia esse tipo de magia, as Marcas de Wyrd. Descobrimos que Celaena pode ter algo de mágico dentro de si, afinal. Celaena teve um breve envolvimento romântico com o Príncipe Dorian, que acabou, e começou a se interessar por Chaol Westfall. 


Celaena e Chaol, meu shipp eterno.

Coroa da Meia-Noite começa um pouco depois do final de Trono de Vidro, e a autora retoma todos esses pontos importantes e pontas soltas no segundo livro. Celaena Sardothien agora é a assassina do Rei de Adarlan e tem de caçar a matar os alvos que o soberano acredita estar conspirando contra ele de alguma forma. Além de seus deveres como assassina real, Celaena também tem que trabalhar como guarda da corte. Isso, é claro, a torna cada vez mais próxima de Chaol, o líder da guarda do Rei e literalmente minha pessoa favorita (depois da Celaena). Celaena recebe do rei a missão de matar Archer, um cortesão que costumava ser amigo de Celaena antes de ela ir parar nos campos de escravidão de Endovier. Celaena é rebelde e decidiu não matar nenhum dos alvos que o Rei lhe indicou: ela fingiu a morte de todos e fez com que fugissem. Com Archer, um velho amigo, não seria diferente. Até que Celaena descobre que Archer pode estar envolvido num grupo insurgente que diz ter contato com Aelin Galathynus, a verdadeira herdeira do Trono de Vidro, a princesa perdida de Terrasen.

Não consigo decidir se gosto mais dessa capa da versão americana...
Ou essa versão branca brasileira. (Essa edição é linda mas suja fácil demais).
Celaena não acredita que Archer e seu grupo estejam envolvidos com a verdadeira Aelin, mas acredita que obter mais informações sobre eles pode lhe ser de ajuda. Celaena dá um mês para Archer lhe dar informações sobre esse grupo insurgente e desaparecer. 

Enquanto isso, Celaena continua amiga de Nehemia, que está lhe dando aulas de como ler as marcas de Wyrd, e está cada vez mais próxima de Chaol. Chaol abandonou a linhagem dos Westfall para virar um guarda real, e cavaleiros não herdam títulos ou terras. O pai de Chaol aparece no segundo livro tentando persuadir o filho a abandonar seu posto de guarda e se casar para continuar a linhagem guerreira dos Westfall, mas agora que Chaol está lentamente se apaixonando por Celaena, ele jamais irá se desfazer do cargo de capitão. Ou será...?

Nehemia e Celaena <3 "Nomes não são importantes".
Nesse segundo livro, descobrimos mais sobre as Marcas de Wyrd, sobre o que aconteceu com a Magia, sobre a Rainha Elena, sobre o passado de Celaena e descobrimos um segredo sombrio e perigoso de Dorian. É bem difícil falar desse segundo livro sem dar spoilers, pois desde o começo dele começam a acontecer coisas inacreditáveis atrás de coisas inacreditáveis. Só adianto que, se você gostou do primeiro livro, você vai amar mais ainda o segundo.

A autora conseguiu escrever cenas visualmente belas. É muito fácil você se perder na beleza da escrita da Sarah, que trata suas personalidades com sensibilidade e as escreve cheia de emoções diversas. Acho que um autor tem que ser muito, muito bom mesmo para fazer algo do tipo. Não só dar vida a seus personagens, mas aos sentimentos deles nos leitores. É raro encontrar um livro com esses elementos atualmente, e eu aprecio muito essa qualidade da escrita da autora.

Por último, mas não menos importante, Celaena totalmente seria da Sonserina. Haters gonna hate.

   
 Empire of Storms   

Um comentário:

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