sábado, 7 de janeiro de 2017

Menino de Ouro, de Abigail Tarttelin

Um book trailer do livro, que achei bem louco (ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧

Menino de OuroAutora: Abigail Tarttelin
Título original: Golden Boy
Editora: Globo Livros
É bom?: ★★★★★ 4.5
Páginas: 384
Sinopse: É a partir do olhar de cada pessoa que orbita a vida de Max que a autora Abigail Tarttelin compõe a sua narrativa em Menino de Ouro. Cada uma das personagens esboça seu dia a dia, suas inseguranças e conquistas, e, principalmente, seu relacionamento com Max. Apesar da dimensão de seu segredo, Max parece à vontade com sua vida. Seus questionamentos sobre sexo, relacionamentos e até sobre rejeição são tantos quanto um adolescente de 15 anos poderia ter. O cenário muda drasticamente quando Hunter, seu melhor amigo desde a infância, volta do passado e abusa de sua confiança da pior maneira que poderia. Max se vê forçado a explorar seu segredo radicalmente, e percebe que muito mais foi escondido desde o seu nascimento. Por que sua família nunca conversou sobre suas opções? Quais eram elas? Como seria seu futuro? Como os outros lidariam com ele agora: seus amigos, seus parentes... Sua namorada? Quem é Max, realmente? No romance, Abigail Tarttelin trata de forma sensível, mas direta, as questões da identidade e do que consideramos “ser normal”. A autora traz à tona questionamentos sobre até que ponto o gênero sexual define uma pessoa e suas relações, por dentro e por fora.

Olá, galerinha bonita e cheirosa!

Neste singelo dia venho a vós com mais uma resenha, desta vez do livro Menino de Ouro, da inglesa Abigail Tarttelin. 

Antes de começar minha resenha, quero dizer o seguinte: tanto a contracapa desse livro quanto sua orelha não falam NADA de fato revelador sobre a história. Isso foi muito legal para mim, pois eu não sabia quase nada sobre o livro antes de começar a lê-lo e me surpreendi com várias coisas. Mas é impossível fazer uma resenha sobre ele sem dar spoiler sobre as primeiras 30 páginas, isso por que estou há horas tentando falar desse livro sem dar spoiler. Não dá. Esse livro tem mais de 400 páginas, então nessa resenha eu não nem falar de 10% do livro. Mas, se você não quer saber NADA sobre o que acontece, pule minha resenha. 

Vou falar apenas das primeiras trinta páginas, você está avisado. 

O livro Menino de Ouro conta a história de Max Walker, um garoto super popular e inteligente, que veio de uma família privilegiada: sua mãe é uma advogada bem sucedida e o pai está entrando no mundo da política. Max também tem um irmão mais novo, Daniel, super fofinho e engraçadinho, mas que tem ciúmes do irmão. 



Max é bonito e popular, é inteligente, joga futebol, tem namoradas bonitas, enfim, ele é o tipo de pessoa que tem tudo na vida. É aquele cara que você olha e pensa “tudo vai dar certo na vida dele”. Max é perfeito, um menino de ouro. Mas Max tem um segredo: ele é interssexual. Ou seja, ele nasceu com ambas as genitálias feminina e masculina, subdesenvolvidas para a idade dele. Os pais de Max sempre tentaram ajudar o filho, e deixaram que ele escolhesse seu gênero e vivesse como quisesse. Max se identifica como menino heterossexual e tem vivido sua vida muito bem, obrigada. 

As únicas pessoas que sabem sobre o segredo de Max são um casal de amigos dos pais de Max e o filho desse casal, Hunter, que era melhor amigo de Max quando eles eram crianças. Os dois cresceram juntos, Hunter sempre tratou Max como amigo (e como garoto), mas com o tempo eles foram naturalmente se afastando. 

Durante uma festa entre os pais de Max e seu casal de amigos, Hunter aparece para buscar os pais bêbados e acaba estuprando Max. E, cara, eu não sabia disso. Esse é o spoiler, mas aconteceu antes da página trinta, prometo. Eu fiquei MUITO tensa durante essa cena, estava andando de ônibus e tinha acabado de começar a leitura, esperando um livro fofinho LGBT. Eu fiquei mal durante a leitura dessas páginas, suei frio, fiquei estática no ônibus. Foi muito chocante.

Depois dessa cena, Max fica completamente sem ação. Ele sempre confiou no Hunter, sempre considerou o rapaz como seu amigo, e ter essa pessoa usando essa confiança de uma forma tão deturpada deixa Max completamente entorpecido. Max sabe que o que aconteceu não foi sua culpa, mas mesmo assim ele se culpa e sente nojo de si mesmo. Ele não sabe se deve contar para alguém, tem medo de ter machucado sua genitália feminina (que afinal não foi feita para ser penetrada) e tem medo de ter engravidado, pois ele não sabe se seus óvulos funcionam. 




A partir daqui não haverá mais spoiler nenhum, falarei do livro em geral. 

Menino de Ouro foi uma das melhores leituras de 2016, foi um livro honesto e brutal, muito diferente de tudo o que já li na vida. Não foi um livro perfeito, no entanto. E o que estragou meia estrela deste livro foi a maldição das narrativas alternadas. 

Já falei em outras resenhas: odeio ter mais de um narrador no mesmo livro. E o pior de Menino de Ouro é que, além da narrativa do Max, personagem principal, temos a narrativa do seu irmão, da sua mãe, de seu pai, de uma amiga da escola, de uma médica, enfim, é muita gente falando. Essas narrativas acontecem na mesma cena em pontos de vista diferentes. Por exemplo: temos uma capítulo da mãe do Max, Karen, conversando com Daniel, irmãozinho de Max, e só nessa cena temos três capítulos com três pontos de vista diferentes EM PRIMEIRA PESSOA, o que torna tudo muito difícil acompanhar e muitas vezes eu lia um capítulo inteiro da Karen como se fosse do Max e daí ficava sem entender por que o Max estava falando de clientes e do marido, até ter que ler tudo de novo. 

Fora isso, o livro é espetacular para podermos discutir a questão de gênero. Na nossa sociedade estamos acostumados a tudo ser binário, menino é o oposto de menina, menino gosta de determinadas coisas, meninas fazem determinadas coisas. Mas o Max não nasceu nem menino nem menina, a pesar de se identificar como menino. O corpo dele não funciona como corpo de menino nem como corpo de menina, e ele não é nenhum dos dois e os dois ao mesmo tempo. Enquanto eu lia eu me questionei muito sobre essa construção social que é nosso gênero atribuído no nascimento. Este é um livro LGBT que não fala sobre sexualidade, mas sobre gênero. Cara, eu adorei demais isso. 

Eu recomendo demais esse livro para todas as pessoas, eu mesma não sabia nada sobre interssexuais e aprendi muito com essa leitura, principalmente sobre empatia. Espero que todos tenham uma experiência tão positiva quanto a minha! 

É isso por hoje, galerinha! Deixe um comentário com suas possíveis opiniões sobre o vídeo e/ou o livro, e me conte se já leu ou pretende ler.

Um beijo e um queijo! <3

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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Eu Sou o Mensageiro, de Markus Zusak

Eu Sou o MensageiroAutor: Markus Zusak
Título original: I am the Messenger / The Messenger
Editora: Intrínseca
É bom?: ★★★★★ 
♥
Páginas: 320
Sinopse: Ed Kennedy leva uma vida medíocre, sem arroubos. Trabalha, joga cartas com cúmplices do tédio, apaixona-se por uma amiga que dorme com todos os vizinhos do subúrbio e divide apartamento com um cão velho. O pai alcoólatra morreu há pouco; a mãe parece desprezá-lo. Certo dia, ele impede um assalto a banco e é celebrizado pela mídia. O ato heróico tem conseqüência. Logo depois, Ed recebe enigmáticas cartas de baralho pelo correio: uma seqüência de ases de ouros, paus, espadas, copas, cada qual contendo uma série de endereços ou charadas a serem decifradas. Após certa hesitação, rende-se ao desafio. Misteriosamente levado ao encontro de pessoas em dificuldades, devassa dramas íntimos que podem ser resolvidos por ele. Uma mulher é estuprada diariamente pelo marido, enquanto uma senhora de 82 anos afoga-se em solidão, à espera do companheiro, morto há mais de meio século. A ele parece caber o papel do eleito, do salvador. Convencido disso, segue instruções e se perde entre ficções de estranhos e sua própria, embaçada, realidade. A certa altura pergunta-se: "Eu sou real?" Markus Zusak cria um personagem comovente capaz de confrontar o mistério e, por meio da solidariedade, empreender um épico que o levará ao centro de sua própria existência.


Li esse livro em dezembro de 2016 e definitivamente foi uma das melhores leituras do ano, se não da vida. Para quem já leu o famigerado A Menina que Roubava Livros, do mesmo autor, digo apenas que são dois livros completamente diferentes, que convergem em apenas um ponto: ambos são ótimos.

Eu Sou o Mensageiro conta a história de um taxista de 19 anos chamado Ed Kennedy. Ed vem de uma família disfuncional - seu pai bebia, sua mãe nunca gostou dele e seus irmãos, por algum motivo, tiveram mais sucesso que ele na vida, o que sempre lhe causou inveja. Ed mora num apartamento minúsculo com seu cachorro de 17 anos e se considera um total fracassado.

"Às vezes as pessoas são lindas. Não pela aparência,
 ou pelo que dizem, mas simplesmente pelo que são".
Felizmente para Ed, ele tem um grupo de amigos. Um de seus amigos é Marvin, um  rapaz mão de vaca, com quem Ed vai no banco logo no início do livro. E, apenas para ressaltar a falta de sorte de nosso protagonista, o banco é assaltado justamente nesse dia.

Num momento crítico e impensado, Ed acaba desarmando o bandido e "salva o dia". Ed se torna um herói por uma semana, a pesar de morrer de medo do bandido que ajudou a por na cadeia, que o ameaça. Mas Ed tenta esquecer tudo e continuar vivendo sua vida, que se resume a dirigir um taxi, jogar cartas com os amigos e sonhar acordado com um namoro (que jamais vai acontecer) entre ele e sua amiga Audrey.

Eis que a vida de Ed muda completamente quando ele recebe pelo correio uma carta de baralho com três endereços e horários misteriosos anotador no verso. Logo Ed percebe que sua missão é ajudar as pessoas que moram nesses endereços, desde uma velhinha com Alzheimer que sente falta do falecido marido, uma garota bonita cujo sonho é ser atleta e uma mulher que é espancada e estuprada pelo marido todas as noites.




Porteiro!
Esse livro me tocou profundamente por diversos motivos. Primeiramente, eu também tenho 19 anos (tinha quando li pela primeira vez) e, como Ed, também questiono para onde estou indo com minha vida, se o que estou fazendo vale a pena e se eu quero viver desse jeito para sempre. Esse livro capturou muito bem o espírito da época na qual vivo (sei que existe uma palavra difícil para esse termo, mas não me lembro agora).

Markus Zusak escreveu um livro bonito, cheio de crescimento pessoal, inspirador e, principalmente, inovador. Se A Menina que Roubava Livros era narrado pela Morte, Eu Sou o Mensageiro tem um dos finais mais mind blowing e inesperados que eu já li. Alguns não gostaram, mas eu amei.

Gostei muito deste livro, li-o quase inteiro e um dia e com certeza irei ler de novo. Uma leitura sem igual.

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Eu acho essa edição mais bonita que a minha, mas a vida é assim né :p
Essa foto não é minha.

domingo, 1 de janeiro de 2017

Minha meta de leitura para 2017


Olá, pessoinhas! Como vocês estão nesse belo primeiro dia de 2017?

Primeiramente, feliz ano novo! Estou muito feliz em poder começar um ano com expectativas novas e muitos projetos legais pro canal e pro blog. Como já mencionei em um vídeo anterior, pretendo fazer uma série infinita no canal sobre o universo de As Crônicas de Gelo e Fogo. Digo infinita pois queria falar sobre TUDO da série (de livros), desde fazer recaps, análise de personagem, vídeos sobre as casas e a mitologia de Westeros. Ainda estou na fase de preparação, mas logo pretendo lançar o primeiro vídeo.

Também planejo uma leitura coletiva de O Senhor dos Anéis mais para a frente, para os interessados. Meu plano é ler três capítulos por semana e fazer um vídeo no domingo recapitulando tudo o que foi lido, sem spoilers (será a primeira vez que irei ler, afinal!). Enfim, se vocês tiverem interesse em ler junto comigo, deixem um comentário e vamos combinar! Talvez pelo Whatsapp?


Esse ano minha meta de leitura será simples, e consistirá em dois tópicos:

01) Ler todos os livros não lidos que tenho no momento!

Ao final de 2016 eu tinha exatamente onze livros não lidos. Apenas 11! É até meio difícil de acreditar. Sempre tive mais de 30 livros para ler, mas eu comprei bem menos livros em 2016, e acabei lendo meus livros mais longos que estavam encalhados. Então minha meta em 2017 é terminar de ler todos esses 11 livros até o fim do ano. São todos livros gigantescos, com mais de 450 páginas, então não será tão fácil assim.

Posso abandonar livros se quiser, mas vou fazer um esforço consciente para não recorrer a este recurso. Mas como eu detesto ler coisas que não me agradam, também não vou me obrigar a ler livro ruim (né nom).

02) Reler mais!

Em 2016 eu não reli NENHUM livro, e reler livros é uma coisa que eu adoro fazer. Em 2015 devo ter relido mais de vinte livros. Então, ao invés de sair comprando um monte de livros todo mês, vou tentar ler os que tenho, trocar os que não gosto e reler meus livros favoritos. Bem simples, né?

Fotos dos livros (não lidos no fim de 2016) da meta:







No caso dessa foto, eu consegui terminar o Volume 4 de Sherlock Holmes antes do fim do ano, então este livro não conta para a meta de 2017! Já comecei a completar a meta de 2017 em 2016, sou muito boa nisso!







UPDATE: Tentei ler Lavoura Arcaica e odiei, achei o livro muito floreado e presunçoso. Abandonei mesmo! Como disse ali em cima, não gosto de me obrigar a ler qualquer coisa que não me agrada, e esse livro simplesmente não colou para mim. Mas, como o primeiro livro do ano tinha que ser brasileiro, consegui o livro O Fazedor de Velhos para ler no lugar deste.


Essa foto da meta ficou confusa. Li Sherlock Holmes Volume 4 antes do fim de 2016, esqueci de colocar House of Leaves e Lavoura Arcaica na foto. É isso que dá fazer os posts às seis da manhã, antes de ir trabalhar ;-;

É isso por hoje, pessoal! Espero que gostem do vídeo, se gostar deixe um jóinha marotíssimo. E então, quais são seus planos de leitura em 2017? Me contem!

Feliz ano novo! <3


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