quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Resumo de A Guerra dos Tronos, de George R. R. Martin

GAME OF THRONES tribute by CreaSdOutlineR

Olá, pessoal! Tudo bão?

Como já tem se tornado uma tradição no blog, hoje trago a vós um resumo deveras detalhado do livro A Guerra dos Tronos, primeiro da série As Crônicas de Gelo e Fogo. Esse resumo contém todos os spoilers possíveis de todos os cinco livros e da série de TV, desde quem mata até como mata e por que mata e quem mata, então apenas leia se isso não for te incomodar. Esse resumo foi escrito durante a minha leitura dos livros, então eu coloquei um pouco da minha opinião pessoal sobre a história e notas de coisas que achava importante. Espero que seja útil para relembrar a história antes do lançamento de The Winds of Winter ;)

A Guerra dos TronosAutor: George R. R. Martin
Título original: A Game of Thrones
Editora: Leya Brasil
É bom?: ★★★★★ 
Páginas: 592
Sinopse: Quando Eddard Stark, lorde do castelo de Winterfell, aceita a prestigiada posição de Mão do Rei oferecida pelo velho amigo, o rei Robert Baratheon, não desconfia que sua vida está prestes a ruir em sucessivas tragédias. Sabe-se que Lorde Stark aceitou a proposta porque desconfia que o dono anterior do título fora envenenado pela manipuladora rainha - uma cruel mulher do clã Lannister. E sua intenção é proteger o rei. Mas ter como inimigo os Lannister pode ser fatal: a ambição dessa família pelo poder parece não ter limites e o rei corre grande perigo. Agora, sozinho na corte, Eddard percebe que não só o rei está em apuros, mas também ele e toda a sua família. Quem vencerá a guerra dos tronos?

Primeiramente, eu só tive a ideia de resumir As Crônicas de Gelo e Fogo depois de ter lido metade do primeiro livro, então vou tentar resumir de cabeça o início da história. Antes, uma pequena introdução à história de Westeros – e quem melhor do que o próprio autor para introduzir sua própria história? Segue um trecho de “O Cavaleiro dos Sete Reinos”:

“As Crônicas de Gelo e Fogo ganharam vida como uma trilogia, mas já se expandiram para uma série que já conta com cinco obras publicadas. Como J. R. R. Tolkien disse certa vez, um conto cresce durante a narrativa. O cenário dos livros é o grande continente de Westeros, um mundo ao mesmo tempo parecido e diferente do nosso, no qual as estações duram anos e, algumas vezes, décadas. Fazendo limite com o Mar do Poente, no lado ocidental do mundo conhecido, Westeros se estende das areias vermelhas de Dorne, no sul, até as montanhas geladas e campos congelados no norte, onde a neve cai mesmo durante os longos verões. 

"Os Filhos da Floresta foram os primeiros habitantes conhecidos de Westeros, durante a Alvorada dos Dias: uma raça de baixa estatura que morava na floresta e esculpia estranhos rostos nos represeiros, árvores imensas e brancas como ossos. Então vieram os Primeiros Homens, que cruzaram o istmo vindos do continente maior do leste, com espadas de bronze e cavalos, e guerrearam com os Filhos da Floresta por séculos, antes de finalmente fazerem as pazes com a raça mais antiga e adotarem seus deuses antigos e sem nomes. O Pacto marcou o início da Era dos Heróis, quando os Primeiros Homens e os Filhos da Floresta partilharam Westeros, e uma centena de pequenos reinos surgiu e desapareceu. Outros invasores vieram. Os Ândalos cruzaram o Mar Estreito em navios, e com ferro e fogo varreram os reinos dos Primeiros Homens e tiraram os Filhos de suas florestas, derrubando muitos represeiros com seus machados. Trouxeram sua própria fé, venerando um deus com sete faces, cujo símbolo era uma estrela de sete pontas. Só no extremo norte, os Primeiros Homens, liderados pelos Stark de Winterfell, repeliram os recém-chegados. Em todos os outros lugares, os Ândalos triunfaram e ergueram seus próprios reinos. 


A Game of Thrones by TARGETE

"Os Filhos da Floresta minguaram e desapareceram, enquanto os Primeiros Homens passaram a se unir aos seus conquistadores por meio de casamentos. Os Roinares chegaram mil anos depois dos Ândalos, e não vieram como invasores, mas como refugiados, cruzando os mares em dez mil navios para escapar do poder crescente do Domínio de Valíria. Os senhores de Valíria governavam a maior parte do mundo conhecido; eram feiticeiros, grandes em sabedoria e, sozinhos entre todas as raças humanas, tinham aprendido a criar dragões e a dobrá-los a sua vontade. Quatro séculos antes do início de As Crônicas de Gelo e Fogo, no entanto, a Condenação se abateu em Valíria, destruindo a cidade em uma única noite. Depois disso, o grande Império Valiriano se desintegrou em discórdias, barbáries e guerras. Westeros, do outro lado do Mar Estreito, foi poupada do pior do caos que se seguiu. Com o tempo, apenas sete reinos restaram onde antigamente havia centenas – mas nem esses durariam muito tempo. 

"Um descendente da perdida Valíria, chamado Aegon Targaryen, desembarcou na foz do Água Negra com um pequeno exército, suas duas irmãs (que também eram suas esposas) e três grandes dragões. Montados nas costas dos dragões, Aegon e suas irmãs venceram batalha após batalha e subjugaram seis dos sete reinos de Westeros pelo fogo, espada e tratados. O Conquistador reuniu as lâminas derretidas e retorcidas de seus inimigos caídos e as usou para fazer um trono monstruoso, gigantesco e farpado: o Trono de Ferro, do qual governou como Aegon, o Primeiro de Seu Nome, Rei dos Ândalos, dos Roinares e dos Primeiros Homens, e Senhor dos Sete Reinos. A dinastia fundada por Aegon e suas irmãs durou pelos trezentos anos seguintes. Outro rei Targaryen, Daeron II, mais tarde trouxe Dorne para o reino, unindo toda Westeros sob um único governante. Fez isso pelo casamento, não pela conquista, pois o último dragão morrera meio século antes.”

A GAME OF THRONES G.Glover by nachomolina

Esta introdução se encontra no livro O Cavaleiro dos Sete Reinos, um livro de contos situado no universo de As Crônicas de Gelo e Fogo. Quando começamos a ler A Guerra dos Tronos, o rei é Robert Baratheon. O que aconteceu com os Targaryen? Bom, o último rei da dinastia foi Aerys Targaryen, conhecido como Rei Louco. O Rei Louco ouvia vozes e era obcecado por uma substância chamada Fogovivo, que basicamente queima e destrói tudo aquilo em que entra em contato. O Rei Louco usava essa substância para colocar fogo em plebeus insolentes, cujos crimes variavam de assassinato até olhar para o rei de um jeito que ele não gostava. 

Aerys Targaryen foi morto por Jaime Lannister, que ficou conhecido como Regicida. Jaime era um cavaleiro real sagrado, mas decidiu trair o próprio rei quando este ameaçou matar seu pai, Tywin Lannister, e incendiar toda cidade de Porto Real com Fogovivo. Jaime apunhalou o rei e permitiu que a rebelião do Rei Robert Baratheon, acompanhado por Eddard Stark e outros guerreiros, como os Tully, os Reed e muitos outros adentrasse o castelo e matasse os demais Targaryen.

Robert Baratheon venceu a rebelião, foi coroado rei, se casou com Cersei Lannister e começou sua própria dinastia.

Looking for the Iron Throne, Game of Thrones, 9 by Dumaker

Agora, ao livro:

No prólogo, um grupo de patrulheiros da Patrulha da Noite (o lugar para onde os bandidos – desde ladrões de comida até estupradores – vão se não querem ter a cabeça cortada pelos seus lordes) está do outro lado da Muralha (uma muralha gigantesca de gelo que supostamente protege os Sete Reinos dos homens selvagens e dos monstros). Eles estão apenas cavalgando pela neve quando um grupo de Outros – criaturas monstruosas de gelo – os atacam. Apenas um dos patrulheiros vive para contar a história, mas ninguém acredita nele, pois os Outros são tidos como lendas nos Sete Reinos. 

O patrulheiro é executado por ter desertado da patrulha. Quem executa o patrulheiro é Lorde EddardStark, Protetor do Norte, um homem honrado. Eddard tem cinco filhos legítimos (Robb, Sansa, Arya, Bran e Rickon) e um bastardo (Jon Snow) (nós, fãs, temos uma teoria de que esse filho bastardo na verdade é filho da irmã de Eddard. Eddard era muito honrado para ter um bastardo). Ned sempre ensinou a seus filhos as artes da guerra, inclusive ao seu bastardo. Numa caçada, eles encontram filhotes de lobos gigantes, criaturas que só vivem para-lá-da-Muralha. 

Os filhotes são seis, e cada filho Stark recebe um (incluindo Jon, o bastardo, que fica com um lobo albino). A vida de Ned e sua família muda quando o Rei Robert e sua corte viajam até o norte. A Mão do Rei morreu subitamente (Jon Arryn, um personagem que, mesmo morto já no início da história, é de suma importância) e Robert quer que Ned seja sua nova Mão. A Mão do Rei é uma espécie de conselheiro real. Ned não tem certeza se quer o posto, mas não pode dizer não a Robert. Robert tenta persuadir Ned ao oferecer um casamento à sua filha mais velha, SansaStark: Sansa tem a oportunidade de se casar com JoffreyBaratheon e, no futuro, poderá vir a ser rainha dos S   ete Reinos.

Nessa mesma visita, Robert vai ao túmulo de Lyanna Stark, irmã de Eddard. Ela foi capturada por Rhaegar Targaryen (sobrinho do Rei Louco Aerys) durante a rebelião de Robert. Robert iria se casar com Lyanna ao invés de Cersei, mas Lyanna foi morta.

Game of Thrones : Tyrion Lannister by p1xer

CatelynStark é a esposa de Eddard. Ela recebe uma carta da irmã. Lysa Aryn (viúva de Jon Arryn) que revela suas suspeitas de que o marido foi assassinado por ter descoberto um segredo terrível. Catelyn acaba fazendo com que Ned aceite ser Mão do Rei e se mudar para Porto Real.

(Nós, fãs, acreditamos que Lyanna e Rhaegar eram apaixonados e fugiram juntos. Eles se casaram em segredo e tiveram um filho, Jon Snow, o “bastardo” de Ned. Nesse caso, Jon não seria bastardo coisa nenhuma, mas sim o herdeiro dos sete reinos! Essa teoria foi confirmada no seriado, mas não nos livros. O seriado infelizmente já passou os livros, pois o Martin demora demais para escrever).

Em outro continente, Viserys e Daenerys, os únicos sobreviventes da dinastia Targaryen (Viserys era uma criança quando a rebelião aconteceu, Dany era recém-nascida) vivem de favor com um homem rico na cidade livre de Pentos. Viserys é tão louco quando o pai, e tem sede por poder. Ele sonha em tomar o Trono de Ferro de volta. No entanto, ele não possui um exército, e a única forma que encontra de conseguir os homens que precisa é vender sua irmã para os Dothraki. Os Dothrakis são um povo guerreiro nômade, são muito poderosos mas também são conhecidos pela crueldade. Dany é vendida para Khal Drogo (Khal significa rei na língua dos Dothraki). Vale lembrar que Dany tem apenas 13 anos e Khal Drogo é um homem gigantesco e muito mais velho.

Arya Stark, filha mais jovem de Eddard, é diferente das demais meninas: ela não gosta das aulas de dança e etiqueta e bordado, ela quer aprender a lutar com espadas. Arya está brincando com um dos meninos vassalos dos Stark, eles usam espadas de madeira. Joffrey acha engraçado ver uma menina com uma espada e a provoca, Arya fica chateada e desarma Joffrey Baratheon (que estava com uma espada de verdade). 

Joffrey fica nervoso por ter sido desarmado e parte para cima de Arya, mas a loba de Sansa, chamada Lady, o ataca e morde sua mão. Joffrey é uma péssima pessoa, e num ímpeto de fúria faz com a loba seja sacrificada e com que o amigo com quem Arya brincava (apenas uma criança) fosse mandado para a Patrulha da Noite. Sansa presencia o ocorrido e, a pesar de saber que Joffrey não tinha razão, apoia ele por querer ser sua noiva. Sansa ganha o ódio de Arya.


BranStark, filho de Ned, gosta de escalar. Numa de suas escaladas no castelo de Winterfell, ele flagra Jaime e CerseiLannister mantendo relações sexuais (eles são irmãos!! Gêmeos!!!). Bran mal tem tempo de processar o que viu quando Jaime o empurra da janela. O menino cai de uma altura enorme, mas não morre: entra em coma. Esse momento é importante para o arco de Bran, pois ele perde o movimento das pernas, mas ganha a habilidade de ter visões do futuro e de entrar no corpo de seu lobo, Verão. Nesse universo, pessoas com a habilidade de “possuir” animais são chamadas de wargs. A teoria dos fãs é de que todas as crianças Stark tem essa habilidade, mas como nunca tivemos um capítulo do Rickon, o mais jovem, ainda não temos certeza.

Jon Snow parte para a Patrulha da Noite. Ele não cometeu nenhum crime, mas acredita que, como bastardo, sua vida não irá ter grande futuro nos sete reinos. Ser um patrulheiro é uma grande honra, mas também é um fardo: homens da patrulha não podem se casar, ter filhos, títulos ou terras. Os desertores são executados. A pesar de ser jovem, Jon parece saber o que quer.

Daenerys se casa com Drogo. Os dois tem uma cerimônia tradicional Dothraki. Viserys está presente e está infeliz por não ter recebido seu exército. No primeiro livro, Dany basicamente se acostuma com a vida dos Dothrakis e ouve seu irmão reclamando de ainda não ter seu exército e sua coroa. Ela se torna uma personagem mais importante depois.

Catelyn Stark está desolada agora que o filho está em coma, mas seu desespero acaba quando alguém tenta matar Bran. Catelyn começa uma investigação (ela é uma mãe muito protetora), e chega a conclusão de que o assassino é Tyrion Lannister.

Daenerys - Game of Thrones by Erisiar

A partir daqui, coloco meu resumo que escrevi enquanto lia. É um resumo mais simplificado:

Um torneio é planejado para comemorar a chegada da nova Mão do Rei, Ned Stark. Jon Snow faz amizade com um rapaz chamado SamwellTarly na Patrulha. O torneio da mão do Rei tem início e logo Ned descobre que alguém (os Lannister) estão tentando matar o Rei Roberto Baratheon. Enquanto isso, Catelyn está tentando descobrir se Tyrion realmente tentou matar Bran.

Ned e Robert brigaram por causa das finanças e das suspeitas de Ned e agora ele não é mais a Mão do Rei. Catelyn vai até sua irmã Lysa para decidir o que fazer em relação aTyrionLannister, que ela capturou. Tyrion foi libertado após ter pedido julgamento por batalha. Ele vai embora do Vale de Arryn a pé, mas encontra alguns mercenários a quem promete ouro e terras se o levarem para casa. Eddard virou Mão do Rei novamente (Robert Baratheon é bem bipolar, viu. E machista. E babaca). Jon parece ser uma pessoa que eu gostaria de ter como amigo, sempre protegendo Sam.


Ned voltou a ser a mão do rei, mas Robert acabou de sofrer um acidente, sendo atingido por um javali, e está prestes a morrer. Ele pede para que Ned cuide de seu reinado até que Joffrey tenha idade para assumir, mas Ned descobriu pouco tempo antes que Cercei enganou Robert, e Joffrey e os demais filhos na verdade são filhos de Cercei com Jaime, seu irmão. Ou seja, os três filhos de Cersei são bastardos, nenhum tem direito ao trono. Ned quer que StannisBaratheon, irmão de Robert, assuma o trono de ferro, mas Mindinho e outros querem dar um golpe nos Baratheon e deixar Joffrey como rei. 

Enquanto isso, Khal Drogo se mostra um dos meus personagens favoritos, matando Viserys de uma das formas mais absurdas que eu já vi. Enquanto isso, Jon e Sam finalmente viraram homens e fizeram seu Juramento para serem Patrulheiros da Noite. E é então que Fantasma, o lobo de Jon, aparece para eles com uma mão entre suas presas. Jon encontra um cadáver e o leva para dentro de Castelo Negro, um dos fortes da Patrulha da Noite. O cadáver ganha vida e se torna um monstro de gelo, e descobrimos que é assim que Os Outros são criados: quando alguém morre para-lá-da-Muralha.

Eddard agora foi preso por dizer mentiras sobre a Rainha e tomado como traidor, enquanto isso Arya está desaparecida e Sansa ainda tá naquelas de querer casar com o Joffrey. Daenerys está grávida e quer que Khal Drogo leve o filho que ela terá para os sete reinos para que possa conquistar aquela região. A princípio o Khal não quer aceitar, pois os Dothraki tem medo do mar, mas depois de descobrir que os Baratheon (Robert) tinham planos de matar Dany, muda de ideia. Enquanto isso Sansa ainda é prisioneira de Cersei e Arya continua desaparecida. Catelyn encontra Robb, que reuniu um enorme exército. Mesmo assim, os Stark tem medo do poder dos Lannister e decidem se aliar a LordeWalder. Robb consegue 400 homens em troca de prometer Arya em casamento ao filho mais novo de Lorde Walder, chamado Elmir. Ned está numa prisão fétida quando Varys, o eunuco, o encontra e tenta convencê-lo confessar seus crimes e receber misericórdia de Cersei e poder morar na Muralha como patrulheiro juramentado. Enquanto isso Tyrion se livrou de Catelyn e reencontra seu pai, Tywin. Ele agora tem que pagar os homens que lhe ajudaram a escapar da Stark ou morrerá.

Game of Thrones - Nymeria by DaaRia

Jon recebeu de presente de seu mestre AemonTargaryen (!!!) (um idoso de mais de 100 anos) a espada Garralonga. Daenerys encontrou uma feiticeira curandeira chamada MirriMazDuur e quer que ela realize seu parto. Tyrion e seus mercenários (e o exército Lannister) enfrentam uma breve mas sangrenta batalha contra alguns dos homens dos Strak de Winterfell. Mas Robb não está entre eles, foi para Correrio. Enquanto isso, Jaime Lannister admitiu a derrota e foi capturado por Robb e Catelyn após uma batalha entre os Lannister e os Stark e aliados. Mas Catelyn ainda quer que capturem TywinLannister. 

Dany está grávida de Rhaego, o garanhão que cavalgará o mundo, no entanto, Khal Drogo foi feriado gravemente e está prestes a morrer, e a morte dele fará com que Khaleesi Dany se junte às idosas viúvas Dothrakis e seu filho será morto ao nascer. Ela também ama Drogo e não pode permitir que ele morra. Ela pede para que MirriMazDuur o cure usando sua magia negra de maegi, e ela concorda, desde que ninguém entre na cabana pois o feitiço poderá ferir alguém. Mas é então de Dany entra em trabalho de parto e a única mulher na caravana capaz de realizar o parto e a maegi, então alguns criados levam Dany para dentro da tenda sem saberem o que os aguarda.

Arya está tentando sobreviver sozinha na cidade quando a execução de seu pai começa. Um homem a reconhece e leva embora. Ned é decaptado por sua traição, a pesar de ter confessado seus crimes. Joffrey é quem toma essa decisão, pois ele é ruim.. Ao que tudo indica, Bran tem tudo sonhos proféticos desde que Jaime Lannister o derrubou da janela. Ele sonhou que sei pai estava sobre a cripta que era sua por direito quando morreu – a pesar de Bran não saber da morte do pai. No dia seguinte, após ouvir histórias de MeistreLuwin, eles recebem uma carta informando a morte de Lorde EddardStark. 

Enquanto isso Sansa ainda é prisioneira dos Lannister. Joffrey ainda quer se casar com ela, e lhe mostra a coleção de membros decepados de infratores, inclusive a cabeça de seu pai. Ele usa um criado para bater em Sansa. Covarde babaca do cacete odeio esse Joffrey filho da puta tinha que ser filho da Cersei. O filho de Daenerys, Rhaego, morreu. Ele nasceu com um aspecto demoníaco (ou de dragão) e foi morto para que não existisse tal criatura. MirriMazDuur enganou Dany, já que o preço para trazer Drogo de volta era a morte de vários, incluindo seu filho. E, mesmo assim, ele não voltou completamente. Seu coração bate, mas é como se não houvesse alma dentro dele. 

Enquanto isso, TywinLannister acredita que Tyrion deve reinar em Porto Real no lugar de Joffrey até este chegar a maioridade. Tywin só faz isso pois acredita que Jaime será morto, todo mundo sabe que Tywin não gosta de Tyrion. Jon tenta fugir para vingar a morte do pai, mas logo outros patrulheiros o trazem de volta. O Velho Urso AemonTargaryen revela que pretende juntar os patrulheiros e enfrentar o que estiver para-la-da-muralha e encontrar BenjenStark, vivo ou morto. 

Hoster Tully está prestes a morrer. Os vassalos de Catelyn e RobbStark, do Norte, se recusam a reconhecer qualquer Lannister como rei e querem separar os sete reinos, pois assim Robb será o Rei do Norte. Enquanto isso, Daenerys queima MirriMazDuur e Drogo. Ela então consegue trazer à vida três dragões dos ovos que possuía, e o povo Dothrakis ali presente promete segui-la como rainha.
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É isso por hoje, pessoal! Em breve irei disponibilizar os resumos dos demais quatro livros. Não se preocupem, pois as próximas postagens virão antes de The Winds of Winter, assim como a 3ª Guerra Mundial, a descoberta da cura do câncer, a colonização da galáxia e o nascimento da minha bisneta.

Até o próximo post :*

game of thrones - daenerys targaryen . khal drogo by cymue

domingo, 4 de setembro de 2016

Resumo do livro Linguagem e Ideologia, de José Luiz Fiorin

MASOQ
Olá, pessoal, tudo bom?

Então, parece que postar resumos está se tornando um costume no blog. Já coloquei aqui um resumo da peça teatral Édipo Rei e do livro Jonathan Strange & Mr. Norrell. Eis que eu, estudante de Letras, leio muitos artigos sobre os mais variados assuntos. Se eu fosse postar todos os meus resumos eu demoraria uma eternidade, é muita coisa para digitalizar, mas eu li o livro Linguagem e Ideologia, do Fiorin, em fevereiro e resumi capítulo por capítulo e pensei: "bom, por que não postar?". Afinal, estamos falando de um livro, pessoas podem ter dificuldade em absorver tudo, diferente de um artigo, que é curto e você pode ler de novo até entender tudo.

Já que eu tive que digitalizar meu resumo para um trabalho, vou disponibilizar o resumo aqui. Se você estiver com dúvidas em relação ao livro, talvez aqui encontre algumas respostas. Se gostar do resumo, deixe um comentário!

Autor: José Luiz Fiorin
Editora: Ática
É bom?: ★★★★★
Páginas: 90

Sinopse: Há duas maneiras opostas de abordar o fenômeno linguístico: uma se preocupa somente em analisar internamente a linguagem, estudando os fatos linguísticos em si mesmos; outra despreza as especificidades da linguagem e busca correlacionar fatos linguísticos como fenômenos da estrutura social. Neste livro, o autor procura mostrar que a linguagem, ao mesmo tempo, goza de certa autonomia em relação às formações sociais e sofre determinações ideológicas. Por meio de uma análise global, mostra que níveis e dimensões são autônomos e determinados. José Luiz Fiorin é professor da USP.





01) Introdução.

Depois de ser oficialmente tornada ciência, a linguística passou a ser puramente estrutural e se esqueceu das vinculações entre linguagem e homem. A linguística estrutural logo perdeu credibilidade e começou a ser chamada de “linguística burguesa”. A linguagem não é uma instituição social, mas o reflexo da liberdade da fala. Não precisa de muito para ver que a língua pode ser usada como instrumento de ascensão social e de subjugação. Entender onde se localiza a ideologia no fenômeno da linguagem é o objetivo deste livro.

02) Marx e Engels dão as primeiras dicas.

Marx e Engels acreditavam que a linguagem não faz parte de uma realidade autônoma, pois ela é uma expressão da vida real. A linguagem pertence a vários domínios: individual e social, físico, fisiológico e psíquico. A linguagem não está desvinculada da vida social, mas também não existe apenas em nível ideológico.

03) As primeiras distinções. 

Um elemento linguístico tem de ser diferente de outro para ter um determinado valor. A linguagem é um sistema comum a todos os falantes da língua, por isso é social. Os elementos linguísticos não se combinam aleatoriamente, mas seguindo regras. O sistema da linguagem não permite selecionar o elemento ideal para cada situação adequadamente. O sistema é necessário para distinguir o discurso da fala. O discurso exprime pensamentos, a fala é a exteriorização do discurso.

04) Quem determina o quê?

A fala é o ato concreto da manifestação da linguagem e não sofre determinações sociais. O sistema linguístico altera-se devido a causas internas do próprio sistema. Essas causas internas podem ser fonéticas, lexicais, dentre outras, a pesar das mudanças na língua se darem geralmente por causas econômicas ou socioculturais. “Toda língua são rastros de velhos mistérios” (Guimarães Rosa, citado na página 17 de “Linguagem e Ideologia”).

05) Discurso: autonomia e determinação.

O discurso segue um sistema rígido de regras. O discurso tem uma estrutura. A sintaxe discursiva compreende os processos d estruturação do discurso. A sintaxe discursiva tem muitos mecanismos, como a fala em primeira ou terceira pessoa, o discurso direto, indireto e indireto livre etc. A sintaxe discursiva tem autonomia em relação às formações sociais, enquanto a semântica depende de fatores sociais. A sintaxe discursiva é o campo a manipulação consciente.

06) Variável e invariabilidade.

Se dois discursos diferentes se utilizam dos mesmos elementos semânticos, como distingui-los? Temos que encontrar a diferença no significado ou o objetivo de cada discurso. A língua varia de formas intrincadas, às vezes de formas imperceptíveis e, às vezes, de forma escancarada. O que é constante é a ideologia por trás do discurso. O discurso pode vir de várias formas, pode ser direto ou indireto, por exemplo, mas a ideologia por trás dele só varia de falante para falante.

07) Duas maneiras de dizer a mesma coisa.

O componente básico dos textos figurativos são as figuras que fazem referências ao mundo real. Os textos não-figurativos tem como base temas, ideias abstratas. Tema é um elemento que não existe no mundo real, mas que exerce um papel. A língua é um elemento semântico que faz referência a algo real. O discurso figurativo não existe sem o discurso temático por trás dele. Nenhum texto é completamente figurativo ou temático. Nos textos não-figurativos, a ideologia corre livre, diferente dos textos figurativos. No texto figurativo, a ideologia pode estar “escondida” por trás de papéis temáticas, figuras que ocultam ou servem de metáforas para os temas.

08) Que é ideologia?

Existem dois níveis de realidade: um de essência e outro de aparência, um profundo e um superficial. No nível da aparência podemos ter ideias incríveis, que se revelam incorretas ou mentirosas no nível da essência. Ao conjunto de ideias e suas representações que servem para justificar e explicar a ordem social, as condições de vida do homem e as relações que ele mantém com os outros homens é o que chamamos de ideologia. Todo conhecimento está comprometido com os interesses sociais. A ideologia é uma versão de mundo. Cada visão do mundo se apresenta num discurso próprio. A ideologia reflete o nível econômico, mas não apenas isso: a ideologia tem suas próprias leis.

09) Formações ideológicas e formações discursivas.

Uma formação ideológica é a visão de mundo segundo uma classe social. A cada formação ideológica corresponde uma formação discursiva. O discurso é o lugar da reprodução, não da criação. Há um desacordo entre a dúvida de se é possível pensar sem linguagem. A partir de uma certa idade o pensamento se torna predominantemente conceptual e não existe sem uma linguagem. Quando se diz que não há ideias independentemente da linguagem, está se falando de pensamento conceptual. Pode-se dizer que o discurso materializa a ideologia. Mas, se o pensamento e a linguagem são indissociáveis, onde fica a consciência individual?

10) A consciência é um fato social.

“A realidade da consciência é a linguagem” (página 37). O conteúdo da consciência, de nossos pensamentos, ideias e ideologias são frutos de fatores sociais. A todo momento, desde o nascimento até a morte, nós vivemos em sociedade. A sociedade dita nossos pensamentos, nos apresenta ideais a seguir e a ignorar. Muitas vezes, a sociedade cega. Será que nossa consciência é de fato nossa ou um punhado de assimilações?

11) A individualidade na linguagem.

Nossa sociedade cultua a originalidade. Quando se expressa uma ideia, o signo linguístico é formado por dois componentes: o conteúdo (conceito) e seu significado (suporto do conceito). O significado é o que se quer dizer e o significante é a forma como se diz. O signo é a união do significante e do significado. O conteúdo é diferente da expressão, a iminência difere da manifestação, o discurso não é o mesmo que texto. Por exemplo, um mesmo discurso pode se manifestar por diferentes textos, construídos com diversos materiais de expressão. No nível da manifestação, quando de transporta um significado a diferentes significantes, novos sentido são atribuídos.

12) A trapaça discursiva.

O discurso é moldado por formações ideológicas, mas o texto é unicamente um lugar de manipulação consciente. O texto é individual e o discurso é social. Nenhum discurso é único, ele cita outros discursos. Aquele que discursa o faz em detrimento do que o grupo que ele faz parte. O texto, por outro lado, é completamente individual. Aquele que escreve o texto o faz com suas próprias palavras. É um pouco estranho pensar que um meio individual (o texto) veicule ideias sociais (discurso).

13) Falar ou ser falado?

O falante é o suporte do discurso, pois ele é o produto de relações sociais que o fizeram reproduzir um discurso. O agente discursivo é da classe social. A formação discursiva dominante é a da classe dominante. O indivíduo não pensa ou fala o que quer, mas a realidade lhe impõe sua fala. O ser humano reage conforme seu grupo social. O homem é falado por seu discurso.

14) Arena de conflitos e palco de acordo.

O discurso é o espaço da reprodução, pois ele realiza trocar enunciativas, ou seja, pode reproduzir, negar, citar, parodiar outro discurso. Um discurso sempre cita outro. O discurso e o texto são arena de conflitos e palco de acordos, conflitos e acordos são sociais, e só se pode falar de contrato ou polêmica entre textos e discursos, pois eles expressam conflitos e acordos da realidade social.

15) Análise não é investigação policial.

Não adianta tentar decifrar se o discurso de um orador realmente expressa sua ideologia. No caso de livros, o texto pode apresentar muitos personagens com discursos equivalentes a ideologias diferentes, que podem ou não ser a do escritor. A análise não se interessa pelo que o autor não disse ou quis dizer. A análise se limita ao que foi dito.

16) O discurso é reflexo da realidade?

A linguagem cria uma imagem do mundo, e cada língua ordena o mundo à sua maneira. A linguagem tem um papel ativo na hora de se adquirir conhecimento. A linguagem forma uma visão de mundo, nos resta descobrir o que determina essa visão. A linguagem cria a imagem do mundo, mas é também produto social e histórico. Aquilo que acontece na consciência é provocado por algo exterior a ela e independente dela. A linguagem condensa as práticas sociais. Estereótipos e gêneros de palavras também moldam a visão derivada da linguagem.

17) Um exemplo: a linguagem burguesa.

Diz a lenda que os homens são todos iguais, mas, como diz George Orwell em seu livro “A Revolução dos Bichos”, alguns são mais iguais que outros. As relações sociais são naturais, pois decorrem de um fator biológico. O nível temático, que concretiza o dever-fazer e o não dever-fazer presentes na estrutura profunda do texto, revela uma dada visão de mundo determinada pela economia.

18) Outros exemplos: reprodução e polêmica.

Esse capítulo é recheado de exemplos, o autor apresenta textos e os esmiúça para mostrar casos onde o discurso carrega reprodução de ideias externas à linguagem. Esse capítulo é realmente interessante de se ler no caso de dúvidas quanto ao que foi dito antes, mas ele não fala nada de novo.

19) A linguagem faz parte da superestrutura?

A linguagem faz parte da estrutura socioeconômica e política. Nas comunidades primitivas, os homens se comunicavam através de gestos. Os “feiticeiros” primitivos, por outro lado, grunhiam para se comunicar. A linguagem cresceu com esses grunhidos. A paleontologia linguística é caracterizada como um método que buscava aproximações semânticas e comparações fonéticas de vocabulários de diferentes línguas. 

No marrismo, acreditava-se que a língua teria origem no desejo de uma classe dominar outra. A evolução da língua ocorre através de saltos. A língua evolui paralelamente com a situação socioeconômica.

Se as transformações na infraestrutura produzem mudanças no sistema linguístico, ele é um elemento da superestrutura. As línguas tem caráter de classe, mas o fato de que, se os homens das cavernas não eram divididos por classes, não poderiam inventar uma linguagem que os separasse.

As posições de Stálin eram contrárias ao marrismo. Ele acreditava que a língua não era um fenômeno de superestrutura e não tem caráter de classe. Ele sustentou seu argumento no fato de que, quando a Rússia saiu do capitalismo para o socialismo, a linguagem não sofreu mudanças. Ele não acreditava em “gramática burguesa” e “gramática proletária”. No entanto, sabemos que a língua não é o único fator no aspecto linguístico. Stálin não levava isso em conta.

No lugar da linguagem é simples compreender que a língua não é sozinha um fenômeno que tenha um caráter de classe. A linguagem já existia antes das classes. Mas as classes usam a linguagem para expressar suas ideologias. As formações discursivas que constituem as formações ideológicas, são portanto fenômenos de superestrutura. Não existem representações ideológicas se não materializadas na linguagem. A linguagem pode até não fazer parte da superestrutura, mas é o seu suporte. As relações entre linguagem e história são nebulosas  nem um pouco absolutas.

20) Comunicar é agir.

Um enunciador tem como objetivo transmitir alguma forma de conhecimento, mudar o ponto de vista de alguém. Ele quer compartilhar suas crenças, sua visão de mundo, sua ideologia. A linguagem pode ser um instrumento de libertação ou opressão, de mudança ou conservação, inspiração ou polêmica.
Vimos neste neste livro foram as formações discursivas, como temas e figuras que materializam formações ideológicas. Essas formações discursivas são fenômenos de superestrutura, embora a linguagem e a língua sejam apenas o instrumento de materialização da ideologia.

21) Conclusão.

A linguagem é autônoma em relação às formações sociais e é determinada por fatores ideológicos. Os estudos linguísticos devem fugir de duas ilusões: a total autonomia da linguagem e sua redução à ideologia. A concepção do discurso como fenômeno ao mesmo tempo autônomo e determinado, obriga a análise a estudar o texto e o agenciamento de sentido e para a formação discursiva que governa o texto. A análise não nega o discurso, pois é a chave para entender a ideologia que o governa. O homem não é o senhor absoluto de seu discurso. O homem é servo da palavra, dos temas, figuras, valores e juízos, tudo isso que existe num mundo social.

22) Vocabulário crítico.

O autor montou um breve glossário explicando expressões e palavras frequentes no livro, bem como exemplos e utilização prática das mesmas. É muito bom para consultar durante a leitura no caso de dúvidas quanto ao emprego de uma palavra ou seu significado.

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É isso por hoje, pessoal! Espero que eu tenha ajudado alguém, e espero que, mesmo que você não seja particularmente interessado em linguística e análise do discurso, tenha gostado do resumo. Eu acho esse assunto fascinante.

Por último, mas não menos importante, informo que o próximo resumo pode ser um resumo completo dos cinco livros da série As Crônicas de Gelo e Fogo. Fica o mistério no ar...

Até o próximo post!

Eu realmente preciso estudar ;-;

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Sejamos Todos Feministas, de Chimamanda Ngozi Adichie

Sejamos Todos FeministasAutora: Chimamanda Ngozi Adichie
Título original: We should all be feminist
Editora: Companhia das Letras
É bom?: ★★★★★ ♥
Páginas: 46
Sinopse: O que significa ser feminista no século XXI? Por que o feminismo é essencial para libertar homens e mulheres? Eis as questões que estão no cerne de Sejamos todos feministas, ensaio da premiada autora de Americanah e Meio sol amarelo."A questão de gênero é importante em qualquer canto do mundo. É importante que comecemos a planejar e sonhar um mundo diferente. Um mundo mais justo. Um mundo de homens mais felizes e mulheres mais felizes, mais autênticos consigo mesmos. E é assim que devemos começar: precisamos criar nossas filhas de uma maneira diferente. Também precisamos criar nossos filhos de uma maneira diferente."Chimamanda Ngozi Adichie ainda se lembra exatamente da primeira vez em que a chamaram de feminista. Foi durante uma discussão com seu amigo de infância Okoloma. Não era um elogio. Percebi pelo tom da voz dele; era como se dissesse: Você apoia o terrorismo!. Apesar do tom de desaprovação de Okoloma, Adichie abraçou o termo e em resposta àqueles que lhe diziam que feministas são infelizes porque nunca se casaram, que são anti-africanas, que odeiam homens e maquiagem começou a se intitular uma feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens. Neste ensaio agudo, sagaz e revelador, Adichie parte de sua experiência pessoal de mulher e nigeriana para pensar o que ainda precisa ser feito de modo que as meninas não anulem mais sua personalidade para ser como esperam que sejam, e os meninos se sintam livres para crescer sem ter que se enquadrar nos estereótipos de masculinidade. Sejamos todos feministas é uma adaptação do discurso feito pela autora no TEDx Euston, que conta com mais de 1 milhão de visualizações e foi musicado por Beyoncé.

Eu me considero feminista há alguns anos (desde que descobri o que feminismo era), mas nunca parei para ler nenhum livro de teoria no assunto. Nunca li nenhum livro da Simone, ou qualquer outro livro de qualquer outra autora. Já tentei, mas como a própria Chimamanda diz em seu livro, foi difícil, foi tedioso, e acabei abandonando os livros. Minha opinião é que os direitos sociais não deveriam ser difíceis de ser compreendidos, e ninguém precisa de palavras difíceis ou referência bibliográficas para falar dos direitos das mulheres (ou de qualquer outro grupo de pessoas). É por isso que eu amei tanto o livro Sejamos Todos Feministas.


 
"Para mim, o feminismo é sobre justiça.
Eu sou feminista por que quero viver num mundo mais justo".

Chimamanda Ngozi Adichie é uma escritora que nasceu e cresceu na Nigéria. Um dos livros dela, Americannah, apareceu na quarta temporada do seriado Orange is the New Black. Acontece que, além de escritora, ela também é palestrante, e fez uma palestra através da TEDxEuston, na qual falou sobre feminismo e sua experiência de vida como mulher feminista, negra e nigeriana. A palestra foi tão espetacular que se transformou no livro Sejamos Todos Feministas.

Em seu livro, que é bastante curto e pode ser lido em uma sentada, Chimamanda conta como ela descobriu que era feminista, conta algumas anedotas de sua vida, fala sobre o tratamento diferenciado que recebeu, tanto quando criança quanto na vida adulta, por ser mulher, e fala dos medos das mulheres nigerianas - e do mundo todo. O discurso de Chimamanda é divertido - ela é uma mulher muito honesta e suas palavras são tocantes -, mas a pesar se você rir lendo você também se emociona pelas histórias que ela conta.



O livro é tão curto que qualquer coisa que eu diga sobre ele pode ser um spoiler (a pesar de não ser uma história?). Mas eu afirmo: a leitura vale a pena. É um livro de feminismo escrito por alguém que simplesmente fala sobre a vida das mulheres, sem criar complicações, sem usar palavras difíceis. Ela simplesmente fala sobre algo do dia-a-dia: as nossas vidas.

Qualquer pessoa pode ser feminista: pessoas de qualquer gênero, orientação sexual, cor, tamanho e vivências. Ser feminista é acreditar na igualdade social, econômica e política para pessoas de todos os gêneros. É só isso. Alerta de spoiler: você provavelmente é feminista! Parabéns! Leia este livro e entenda um pouco mais sobre isso =D

Recomendo!

Aqui em baixo vou deixar o vídeo da palestra dela. O vídeo é legendado e vale a pena cada segundo! 
(ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧