segunda-feira, 25 de julho de 2011

Desmentindo as lendas urbanas


Saudações, galerinha!

Sim, eu sei, deu até pra pensar que eu abandonei o Nerd/Rocker Girl, mas, como vocês devem imaginar, eu tenho uma vida offline blá-blá-blá estou atolada em compromissos.

(Acontece que fui amaldiçoada/glorificada com o prazer de escrever uma peça de teatro para a escola e tenho trabalhado muito nela. Se vocês quiserem lê-la, vão ficar querendo. Primeiro por que ela ainda não está concluída e segundo por que ela está horrível. Porém se vocês quiserem assisti-la eu posso passar o endereço do local para vocês - apesar de eu achar que a professora que pediu que eu escrevesse a peça não permitiria que os seguidores do meu blog ocupassem o espaço dedicado aos pais e familiares dos alunos no Cine ovo de codorna Teatro da cidade).

Para retornar ao meu blog com um estupendo e magnifico post resolvi desenterrar um assunto de uma aula vaga minha há algum tempo: lendas urbanas e seus furos.
Bom, eu não passo meu tempo livre lembrando-me de assuntos passados há muito tempo, porém acho que devo explicações: estava eu aqui, em frente a tela luminosa de meu computador, escrevendo a peça de teatro (com o nome deplorável de O Tesouro de Tales - o de Mileto, matemático grego) quando minha amiga me avisa que saiu o trailer da linda e magnifica continuação da franquia de filmes Atividade Paranormal: o Atividade Paranormal de número 3.
Assisti o 1° com recomendações dela e o 2° com meu irmão mais velho no cinema (que, a propósito, riu horrores da minha cara por eu ter me assustado com a parte dos armários - quem já viu vai entender).

Bom, voltando ao post, vou começar agora a desmentir as malditas lendas urbanas que durante anos a fio vêm me metendo medo.
Bem feito para vocês, ilustres lendas, que despertaram a fúria dentro de mim.
Hey, ho, let's go!
VAMPIROS


Devido a série Crepúsculo, os vampiros voltaram a ser os queridinhos da galerinha. Eu sempre gostei de vampiros e a série crepúsculo foi uma benção - não por que a série é legal, mas por que ela me levou a conhecer muitos outros livros sobre vampiros que mereciam leitura - e agora está sendo uma maldição - com a degradação da imagem destes seres trevosos que povoavam a mente temerosa dos católicos de épocas atrás.
Vamos com a primeira e única contradição que merece destaque:
Vampiros não podem sair durante o dia por que eles sofrem alguns danos (que incluem queimaduras e etc).
A lenda original diz que os vampiros são criaturas noturnas, pois se eles saírem durante o dia eles irão sofrer danos.
Vou tomar como exemplo a série crepúsculo e sua interpretação da lenda: lá os vampiros, se saírem na luz do sol, brilham. No entanto, se o dia estiver nublado, eles podem sair de seus caixões (ou casas luxuosas), já que não há o risco de a luz do sol incidir sobre eles e fazer com que sua pele brilhe - e, consequentemente, não há o risco de serem descobertos.
As primeiras lendas que narravam as aventuras lendas dos vampiros surgiram na idade média, mais ao norte do continente europeu, um local onde, na maior parte do ano, não há sol.
Pode parecer que eu estou grifando coisas inúteis, porém peço que observem: se no norte da Europa não há muito sol, por que ainda sim os moradores locais só sentiam necessidade de se proteger dos vampiros durante a noite?
Os ataques dos vampiros se davam durante a noite. 
As pessoas colocavam cruzes em suas portas e enchiam suas janelas com alho apenas durante a noite. 
As pessoas deixavam estacas de madeira a postos apenas durante a noite.
Então por que tantos escritores atuais batem na tecla da luz do sol, e não na simbologia do dia? 
Dia é o contrário de noite. 
Durante o dia nem sempre há sol, mas durante a noite sempre é escuro. 
A luz do sol não passa de "fogo" (notem que eu sei que a luz do sol não é fogo, por isso coloquei entre aspas. Escrevi fogo apenas para ilustrar a ideia de que a luz do sol não é algo altamente sagrado, mas algo simples e com explicações cientificas cabíveis, diferente dos vampiros), um elemento que entra em combustão quando em contato com algum combustível (no caso do sol, o Hélio).
Então se acendermos uma vela perto de um vampiro, ele também deveria se queimar ou sofrer danos, correto?
Errado.
Os vampiros são danificados ao sair durante o dia devido a uma filosofia antiga: os vivos ficam de pé durante o dia e os mortos durante a noite. 
Os vivos realizam suas atividades durante o dia e os mortos durante a noite.
Eu estou viva, o vampiro está morto.
Então eu concluo este trecho pedindo para que não fiquem aflitos pensando em ir arrumar a história do livro de vocês ou saírem do meu blog no intuito de ir xingar a Stephenie Meyer no twitter por ter enganado vocês.
Vampiros. Não. Existem.
Isso explica tudo.
Criem a novela mexicana que quiserem em relação aos vampiros, pois e só uma história, uma lenda que não é real.

LOBISOMENS


Recentemente li um livro sobre lobisomens que gostei muito, o Sangue de Lobo. O livro é magnifico e recomendo a leitura dele e da minha resenha (apenas clique ali no nome do livro e você será redirecionado a resenha ;] ). Porém, como sempre, minha mente acadêmica não conseguia entender a maior das contradições dos lobisomens:
Os lobisomens se transformam com a luz da lua.
Existe uma infinidade de lendas que narra o motivo de alguém virar um lobisomem, porém todas elas concordam em pelo menos uma coisa: a lua cheia tem influência sobre a transformação deles, fazendo com que eles mudem para o modo lobo apenas durante este período do mês (ignorarei o fato de que "este período do mês" me lembra menstruação ¬¬').
Mas, então, se a lua cheia por um capricho do destino decidir agraciar-nos durante o dia? O lobisomem irá se transformar.
Bom, sei que agora eu mesma entrei em contradição, afinal, bati muito na tecla do vampiro não poder sair durante o dia, não importando se é dia ou noite, e agora digo que o lobisomem não se transforma durante a noite, mas sim com a luz da lua.
Diferença básica entre o lobisomem e o vampiro: lobisomem não está morto, o vampiro sim. Enquanto ele é humano ele leva uma vida normal.
Outra coisa: o vampiro é vampiro em tempo integral, o lobisomem só é lobisomem durante a lua cheia.
Mas eu nunca ouvi lendas de um lobisomem andando por ai durante o dia, apesar de a lua aparecer durante o dia muitas vezes (inclusive a cheia).
Como eu disse, é a luz da lua, não apenas a lua, que transforma o lobisomem. E a luz do sol com certeza ofusca o brilho da lua (que seria seu próprio brilho. Não vou explicar aqui, acho que todo mundo sabe que a lua reflete a luz do sol). 
Se a luz do sol é a luz da lua também, o lobisomem não deveria ser lobisomem em tempo integral? Ou será que a luz tem que ser filtrada pela lua antes, só então o licantropo se transforma?
Bom, depois de tantas discussões, cheguei a seguinte conclusão:
Lobisomens. Não. Existem.

SEREIAS
Eu já falei das sereias antes em outro post.
Basta clicar aqui e você será redirecionado a ele ^^
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É isso aí, galerinha bonita. Eu até queria falar mais de outras lendas, mas o post já tá enorme assim mesmo, não vou deixá-lo ainda maior. Quem sabe em uma outra oportunidade?
Até o próximo post!

Beijos :*




quinta-feira, 23 de junho de 2011

Quer saber?! Tanto faz!!

Whatever

O que achei deste livro? Especial. Não sei dizer por que, mas achei mesmo. Logo no primeiro conto achei que seria algo épico, um herói adolescente que salvou a familia no meio de um furacão - ou terremoto, nem ele sabia - porém descubro que ele é mais um adolescente de mente fértil, que mora em um apartamento num condominio, não tem cachorro, o pai trabalho num prédio de vidro e tem um irmão mais novo.






Tipo todo mundo.
Whatever é descrito como um livro com contos, porém ao meu ver ele é mais um romance. Conta a história de João Pedro - vida comum, nome comum, escola comum, pensamentos comuns.
Mas para ele tudo é inútil, nada tem sentido. Afinal, se você está em mais um dia de aula e não sabe o que quer fazer, tanto faz. Poderia estar escrevendo uma redação sobre suas férias, não é mesmo? Então, tanto faz escrever sobre suas monótonas férias ou dizer o que quer fazer quando crescer. Afinal, assim como no grupo dos AA, você tem que pensar no hoje, no agora. As férias já foram e você só vai trabalhar no futuro, então por que preocupar-se com isso agora?
Aliais, por que preocupar-se com sua vida se ainda há a vida dos outros? Sua vida é mais importante que a deles? No fundo, tanto faz mesmo. 
Trabalhar nas férias é um saco, não é mesmo? Sempre que você está nos primeiro anos escolares você faz a maldita redação sobre suas férias, porém quando você fica mais velho e tem algo realmente legal - legal não, diferente - para escrever, você já não precisa mais falar sobre suas férias. Afinal de contas, não faz diferença, pois isto não te dará um emprego.
"HHM, solteiro, ensino médio completo, doutorado em psicologia, informática, eletro eletrônica, curso de inglês, mandarim e uzbequistanês... desculpe, acho que não posso te dar o emprego, seu curriculo é muito pobre.".
"Mas seu moço, eu escrevi uma redação sobre as minhas férias, quando trabalhei como estagiário numa lojinha de esportes num shopping, com uma gerente doente, um amigo maneta, e que no final ouvi a voz mais encantadora da minha vida".
"Ah meu jovem, tanto faz!".
Escrever uma redação sobre suas férias não te ajuda a ter um emprego. Desculpe ter que te contar isso.
Mas o pior de tudo é quando você é novo em uma cidade. Não era o caso de João Pedro, mas sim da pobre Alice. Coitada, filha de ricos, irmão estranho, deu uma festa pra escola toda mesmo sem conhecer ninguém. Uma garota gente boa, querendo fazer todos sentirem-se confortáveis.
Eis que ocorre o primeiro grito: um garota caiu na piscina.
Porém o segundo foi épico, desesperou todo mundo. O que aconteceu com Alice? Qual é a do irmão estranho dela? Por que a festa praticamente parou e ninguém acha a menina? 
AH, tanto faz!!
Todo mundo tem aqueles dias em que acordou de forma estranha. Você levanta-se e sente-se como uma camera de segurança, olhando tudo ao seu redor com astúcia. Você estava mais animado que o normal para a aula de educação física e decidiu dar um passeio nos ônibus da sua cidade quando sobe num prédio de vidro para admirar a vista. Todo mundo tem dias assim.
Mas o pior é quando o pai do teu amigo é preso, daí sim ferra tudo. A galerinha que já fingia que você não existia - ou talvez você realmente não exista e tudo seja um sonho seu e você está numa máquina de continuação vital -  mas, se você quer saber, nem ligo - agora te despreza e cria boatos sobre você e seu amigo. Ah, no fundo, tanto faz.
Você está no ultimo ano escolar e seu melhor - único, na realidade - amigo se mudou e agora você está sozinho numa escola enorme e um trabalho chatíssimo de de geografia pra fazer com um cara estranho apelidado de Fronha. É, a vida nunca foi tão bizarra. Tanto faz, continua minha vida, continua um tédio.
Sabe aquela sua paixão estranha? Aquela pessoa que você viu - ou ouviu a voz, tanto faz - e fez seu coração disparar, seus pernas tremerem ou você querer soltar um pum - ou peidar, tanto faz, ninguém aqui é criança - volta do nada. Você a segue, a observa ou ignora. Ah, tanto faz.
Prestar vestibular, trabalhar, escolher o que fazer, descobrir mais sobre a vida, a morte, a eutanásia - eita assunto comum hoje em dia! - acidentes vasculares cerebrais, ou tanto faz. Quem se importa? Você não precisa se preocupar com isto agora. Porém, e se precisar? E se você tiver que prestar vestibular, tiver que trabalhar, descobrir como é bom viver, e que deixar que as pessoas façam sua vida por você não é um bom jeito de viver.
Ah, tanto faz, faça o que achar melhor e deixe-me em paz!

Com este livro aprendi que você deve entender a vida. A vida de João Pedro se assemelha a minha de uma forma estupenda! Nunca tinha pensado no assunto, mas agora sei que sou uma representante da Geração Whatever. Tudo o que sempre aconteceu na minha vida parecia comum e corriqueiro, e com este livro aprendi que nada é tão fútil: afinal, pensar no futuro, lembrar do passado e viver o presente é possivel se você souber fazer sua vida, sem deixar que os outros escolham ela para você.
Sua vida não é só mais uma, e tanto faz se você vai ou não mudar depois de ler este livro: eu vou e flore-se o resto!



quarta-feira, 22 de junho de 2011

Curiosidade biológica: Como funciona a reprodução das sereias?


Como todo mundo aqui sabe - ou não, Whatever - aulas de história são as mais tediosas. Tudo bem, talvez seja sua matéria predileta, porém para mim são UM TÉDIO. Minha amiga e eu estávamos assim na aula de história:


E como julgo este estado deplorável, começamos a conversar. Eis que a aula de história teve fim, porém o assunto não. E enquanto nossa professora de física tentava nos explicar como funcionava o movimento pendular - acho que era isso, eu não estava prestando atenção, afinal! =P - começamos a falar dos desenhos favoritos de nossas infâncias. Eis que surge A Pequena sereia, e então minha amiga me relembrou uma imagem muito, muito antiga:





Eu escolheria a sereia. Afinal, eu poderia conversar com ela e ficar presa numa ilha deserta não é tão ruim se você tem alguém com quem conversar. Porém há chances de um homem escolher a sereia-invertida, e não me sinto na obrigação de citar o por que aqui por ser demasiadamente obvio.
Mas, então, minha amiga aspirante a pensadora levantou a seguinte questão: se um homem fizer coisas impuras com uma sereia-invertida, como seriam seus filhos?
Sereias também? Peixes? Humanos? Quimeras?
Ignorando a hipótese da sereia-invertida, que afinal de contas não existe, nós nos perguntamos: mas e as sereias convencionais? Como elas se reproduzem?
Os tritões - os "sereios" - fazem como? Deixam seu esperma na água assim como os peixes? Onde as sereias "capturam" o esperma e engravidam?
Sereias não se reproduzem, então? Se não se reproduzem, estariam então extintas? Ou será que... será que meu desenho predileto da Disney mentiu para mim por 14 anos e sereias... não... existem?

Não quero nem pensar nisso!!

OOOOOOOOOOOOOOOOOOH DEUS POR QUE???






Créditos pra Giih', que me ajudou com a imagem, as idéias - ela é a amiga taah - e por ter deixado eu postar a idéia dela aqui nesta porcaria de no blog.
Beijo do gordo (?)