segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Os Garotos Corvos, de Maggie Stiefvater

Os Garotos CorvosAutora: Maggie Stiefvater
Título original: The Raven Boys
Editora: Verus
É bom?: ★★★★★
Páginas: 376
Sinopse: Todo ano, na véspera do Dia de São Marcos,­ Blue Sargent vai com sua mãe clarividente até uma igreja abandonada para ver os espíritos daqueles que vão morrer em breve. Blue nunca consegue vê-los — até este ano, quando um garoto emerge da escuridão e fala diretamente com ela. Seu nome é Gansey, e ela logo descobre que ele é um estudante rico da Academia Aglionby, a escola particular da cidade. Mas Blue se impôs uma regra: ficar longe dos garotos da Aglionby. Conhecidos como garotos corvos, eles só podem significar encrenca. Gansey tem tudo — dinheiro, boa aparência, amigos leais —, mas deseja muito mais. Ele está em uma missão com outros três garotos corvos: Adam, o aluno pobre que se ressente de toda a riqueza ao seu redor; Ronan, a alma perturbada que varia da raiva ao desespero; e Noah, o observador taciturno, que percebe muitas coisas, mas fala pouco. Desde que se entende por gente, as médiuns da família dizem a Blue que, se ela beijar seu verdadeiro amor, ele morrerá. Mas ela não acredita no amor, por isso nunca pensou que isso seria um problema. Agora, conforme sua vida se torna cada vez mais ligada ao estranho mundo dos garotos corvos, ela não tem mais tanta certeza. De Maggie Stiefvater, autora do aclamado A Corrida de Escorpião, esta é uma nova série fascinante,­ em que a inevitabilidade da morte e a natureza do amor nos levam a lugares nunca antes imaginados.


Eu sempre fui uma usuária Emo Hipster Diferentona do Tumblr™, e uma coisa que é MUITO comum pelo Tumblr é a Saga dos Corvos. Durante todos os anos que tive um blog por lá, que não forma poucos, vi fanarts, fanedits, fancasts, fanfics e mil outras coisas envolvendo esta saga. Com o tempo, minha curiosidade para com os livros aumentou muito e agora cá estou eu, escrevendo uma resenha para o primeiro livro.

Os Garotos Corvos conta a história de Blue Sargent. Blue é uma garota que nasceu e cresceu numa família composta apenas por mulheres médiuns, exceto por ela mesma. Desde criança, sua família previu que, se ela beijasse seu verdadeiro amor, ele morreria. Muita responsabilidade, de fato.

De cima para baixo: Gansey, Adam, Ronan, Noah e Blue.
Blue sempre se esforçou para ser excêntrica, o que a levou a nunca ter nenhuma amizade na escola. Blue sempre ajudou sua família com leituras sobrenaturais, pois ela de alguma forma amplifica as energias do ambiente. É por isso que, todos os anos, Blue e sua mãe, Maura, vão até uma igreja abandonada no dia de São Marcos para ver os mortos desfilarem. Mas esses mortos não são comuns: são pessoas que IRÃO morrer nos próximos 12 meses. Neste ano, Blue não foi com a mãe, mas com a tia Neeve.

Blue nunca foi capaz de ver nenhum espírito, nunca soube ler nenhum futuro e nunca pode sentir qualquer tipo de energia sobrenatural. No entanto, nesse dia de São Marcos, Blue viu. Viu um rapaz, um único morto, perdido, sombrio, confuso. Blue fala com ele. Blue está assustada. Ela apenas sabe que o nome deste garoto é Gansey. E que ele vai morrer.

Ronan e Motosserra, meus bebês <3
Os Garotos Corvos também conta a história de Richard Gansey III, um garoto rico que tem uma obsessão maluca por assuntos sobrenaturais que envolvem desde linhas de energia até reis galeses em coma espiritual. Gansey estuda da Academia Anglionby, uma escola só para garotos ricos, onde conheceu Ronan – um rapaz rebelde sem causa com segredos empilhados dentro de si –, Adam – um menino pobre com bolsa de estudos que se esforça demais para atingir seus objetivos – e Noah – um garoto de poucas palavras e misterioso.

Blue sabe que, se beijar seu verdadeiro amor, ele morrerá. Mas ela não consegue se afastar da atração – mais sobrenatural do que amorosa – que sente pelos Garotos Corvos, e logo a vida desses cinco adolescentes se entrelaça de maneiras inexplicáveis, cada um com sua própria questão não resolvida, todos atrás do mesmo objetivo: encontrar respostas.


O livro é lindo. A escrita da Maggie é maravilhosa, você sente as coisas que ela coloca no papel num nível assustador. Você vê as cores das quais ela fala, sente os cheiros que ela escreve e se teletransporta para os lugares que ela menciona. Num momento você está na fila do banco segurando um livro e no outro está num bosque verde-esmeralda com árvores escuras que falam latim, num momento está estirado na sua cama começando uma leitura preguiça e no momento seguinte está numa casa cor de mostarda e com cheiro de pimenta presenciando a leitura de um baralho enrugado de tarô. A pesar de eu ter amado as personagens do livro, que tem personalidades e histórias de vida únicas e primorosas, e ter adorado a história em si, cheia de reviravoltas e emoções, eu realmente me apaixonei foi pela escrita da Maggie.



O livro não foi perfeito, no entanto. A história em si é ótima, mas alguns pontos específicos (que são spoilers, não irei dizer) me deixaram com uma sensação de vazio e um pouco decepcionada. E, apesar de a maioria das personagens ser muito bem desenvolvida, algumas delas tiveram a personalidade muito desenvolvida e seus passados mal desenvolvidos, e com algumas aconteceu justamente o contrário. Isso me deixou um pouco desconfortável.

Eu adorei o livro, a pesar de que esperava um pouco mais. Os Garotos Corvos é um bom livro pela escrita deliciosa, pelas personagens únicas, pelo discurso feminista que apresenta e pelo toque de sobrenatural que torna a história praticamente um realismo fantástico. 

Recomendo!

Alguém sabe quando o quarto livro será publicado no Brasil?

sábado, 6 de agosto de 2016

Surface Tragus - NÃO COLOQUE ESTE PIERCING!!!1!onze!!1

Muito louco ver o quanto eu mudei em menos de um ano :p
Olá, pessoas!

Primeiramente, gostaria de relembrar que eu fiz um post há pouco mais de um ano falando sobre minha experiência com o piercing Surface Tragus. Aquele post fora feito com pouco menos de um mês da perfuração, mas agora venho lhes dizer para NUNCA, JAMAIS, EM HIPÓTESE ALGUMA, FURAR SEU SURFACE TRAGUS! 

Dito isso, irei explicar melhor. 

Nath, por que seu piercing rejeitou?
Meu surface tragus não rejeitou. Uma joia é rejeitada quando o local aplicado inflama, fica com pus, sangra com frequência, cria queloides, etc. Minha joia migrou. Um piercing migra quando ele lentamente vai se deslocando do local original e deforma a perfuração. 

Um piercing que migrou.
Um piercing rejeitado.
Por que o piercing migrou?
Por dois motivos: 01) Esse local é composto apenas por pele, e a pele deste local específico se meche constantemente por causa da mandíbula. 02) Por que a joia utilizada foi a joia errada e isso fez com que o piercings migrasse ainda mais rapidamente. Meu piercing durou pouco mais de três meses.

O bodypiercer que fez meu surface tragus usou um barbell curvo, igual a estes:


Quando o certo seria ele ter usado essa joia, um barbell reto de 90º:



Seu piercing só deu errado por causa da joia?
Em grande parte foi por causa da joia errada, de fato. Mas a verdade é que este local não é um bom local para de colocar um piercing. Simples assim. Eu pesquisei exaustivamente na internet sobre casos de pessoas com esse mesmo piercing e praticamente todos os depoimentos terminavam com as pessoas dizendo que o piercing não deu certo, mesmo com a joia certa, por que eventualmente a pele do local ficava naturalmente mais fina/esticada por causa do movimento facial.

Quando retirei minha joia, o local estava
exatamente igual a este (não é minha foto).
Você ficou com cicatriz ao remover a jóia?
Não. Depois de um mês mal dava para ver o local onde as joias costumavam ficar, e agora, que já se passou um ano desde a remoção, não existe uma marca sequer. Tentei tirar algumas fotos mas não consigo tirar sozinha, mas garanto que não fiquei com cicatriz. No entanto, se sua joia que migrou ficar tempo demais na pele, ela pode enfim inflamar e deixar cicatrizes como esta:


Nath, você recomenda este piercing?
Não. Eu coloquei o piercing inicialmente por que achei ele lindo e diferente, e foi um presente de aniversário para mim mesma. Como disse no post do ano passado, foi um piercing praticamente indolor. No entanto, fazer um piercing num estúdio custa caro, e ter que passar por todo o estresse de ter que remover a joia, correr o risco de ter um infecção e/ou ficar com cicatriz por causa de um tipo de perfuração que, em quase todos os casos, não dura muito, não vale a pena.

E se eu quiser fazer mesmo assim?
Vá em frente. Te recomendo fazer esse piercing com um profissional que já tenha realizado esse tipo de perfuração anteriormente (pois não é muito comum) e que possua a joia certa. Segue um informativo interessante sobre que joia usar:


Enfim, pessoal, por hoje é isso! Espero ter ajudado com este post. Se você ainda tiver alguma pergunta, deixe um recado aqui nesta postagem que eu SEMPRE respondo em menos de 24h ou me mande um e-mail em nlbrustolin@hotmail.com.

Beijos, pessoal, e até o próximo post! :*

As poucas fotos que eu tenho com este piercing. RIP.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Uma Chama Entre as Cinzas, de Sabaa Tahir

Uma Chama Entre As CinzasAutora: Sabaa Tahir
Título original: An Ember in the Ashes
Editora: Verus
É bom?: ★★★★★
Páginas: 432
Sinopse: Laia é uma escrava. Elias é um soldado. Nenhum dos dois é livre. No Império Marcial, a resposta para o desacato é a morte. Aqueles que não dão o próprio sangue pelo imperador arriscam perder as pessoas que amam e tudo que lhes é mais caro. É neste mundo brutal que Laia vive com os avós e o irmão mais velho. Eles não desafiam o Império, pois já viram o que acontece com quem se atreve a isso. Mas, quando o irmão de Laia é preso acusado de traição, ela é forçada a tomar uma atitude. Em troca da ajuda de rebeldes que prometem resgatar seu irmão, ela vai arriscar a própria vida para agir como espiã dentro da academia militar do Império. Ali, Laia conhece Elias, o melhor soldado da academia — e, secretamente, o mais relutante. O que Elias mais quer é se libertar da tirania que vem sendo treinado para aplicar. Logo ele e Laia percebem que a vida de ambos está interligada — e que suas escolhas podem mudar para sempre o destino do próprio Império.

Já se passaram duas semanas desde que terminei de ler este livro. Geralmente, eu escrevo uma resenha no mesmo dia que termino a leitura ou, no máximo, no dia seguinte. 

Estou há dias procurando as palavras certas para falar deste livro, mas eu acho que vou usar as erradas de qualquer forma, pois preciso falar sobre ele.
Eu comprei este livro depois de ler páginas e mais páginas de resenhas positivas dele no skoob e no goodreads. Não sabia exatamente o que esperar, e confesso que não gostei do livro logo no começo. Nas primeiras cem páginas eu me senti muito perdida em alguns aspectos, algumas coisas aconteceram rápido demais e acho que a autora levou o ditado “não fale sobre isso, mostre” ao pé da letra. Mas logo eu comecei a me familiarizar com o universo criado pela autora e acabei me apaixonando pelas personagens, então se você não está tão animado assim no início do livro, te garanto que melhora, e muito.

"Eu sou a filha da leoa, e tenho sua força" - Laia

Uma Chama Entre as Cinzas conta a história de Elias e Laia, duas pessoas que nasceram no mesmo mundo, mas que vivem em realidades muito diferentes. Laia nasceu entre os Eruditos, um povo que costumava ser composto de professores e médicos inteligentes e engenhosos. Agora, os Eruditos são um povo que vive com medo dos soldados do Império, todos vivem à margem da sociedade, fazem o que podem para sobreviver e não se destacar. No entanto, o irmão de Laia acaba se destacando e, em uma batida, os Máscaras matam os avós de Laia e sequestram o irmão dela. Laia vai até a Resistência, um grupo que trabalha com o objetivo de derrubar o Império, e pede ajuda para resgatar a única família que lhe restou. Isso faz com que ela tenha um destino muito perigoso, que ela nunca imaginou que teria.

Elias foi criado desde criança para ser um soldado sanguinário e impiedoso, obediente e poderoso. Ele foi criado para ser um Máscara, e todas as pessoas temem os Máscaras. No entanto, Elias é diferente: ele não é cruel, ele tem um senso forte do que é certo e errado e o que paira entre esses dois aspectos. Ele é imbatível, sabe lutar como ninguém e é habilidoso com a cimitarra. Mas Elias não gosta de ver crianças sendo açoitadas até a morte e não gosta de testemunhar pessoas sendo escravizadas e massacradas pelo estado absolutista em que vive. Elias quer abandonar sua vida e fugir para longe, mas ele logo descobre que a melhor maneira que atingir seu sonho de liberdade é permanecer como um soldado de mãos atadas e participar das Eliminatórias.

Eu gosto da capa brasileira, com tons mais claros...
...mas acho a capa original, mais escura, mais impactante.
As Eliminatórias foram profetizadas há muito tempo: no dia em que a linhagem do Imperador, a Gens Taia, chegasse ao fim, os jovens Máscaras iriam lutar em várias provas que os levariam ao limite, e o vencedor das Eliminatórias seria o novo Imperador. Tendo sido escolhido para participar, Elias acredita que pode fazer alguma diferença se se tornar Imperador. Ele acredita que pode mudar tudo o que ele vê de errado no mundo. Mas as coisas não são tão fáceis assim, pois a melhor amiga de Elias e única Máscara mulher, Helene, pode se opor ao seu idealismo.

O livro é alternado entre o ponto de vista de Elias e Laia, e isso foi ao mesmo tempo muito legal mas muito anti-climático. Legal por que a gente podia ver o que se passava dentro da cabeça dos dois a todo momento, ver como eles viam o mundo de formas diferentes, mas foi anti-climático pois, com frequência, um capítulo terminava de uma forma bombástica e você passava o capítulo seguinte lendo com pressa para saber o que aconteceu depois do fim do capítulo anterior.

Sigam a autora no Instagram! O feed dela é demais.
O ponto alto da leitura, na minha opinião, foi a mitologia que a autora abordou. A história de Uma Chama Entre as Cinzas se passa numa espécie de releitura da Roma Antiga, com gladiadores e escravos e etc, mas a autora aborda várias lendas e criaturas mágicas da mitologia do oriente médio, como os guhls, efrits, djinns, espectos e outros. Eu nunca tinha lido nenhum livro com essas criaturas, e eu achei a abordagem da autora espetacular. Quero ver mais disso na continuação.

Por fim, queria dizer que eu realmente adorei o livro, a pesar de ele ter alguns pontos fracos. Mas este ainda é o primeiro livro da Sabaa Tahir, ela ainda tem muito tempo para evoluir sua escrita e tenho certeza de que seus próximos livros serão ainda melhores que o primeiro.

Recomendo!

Resultado de imagem para an ember in the ashes cover