quarta-feira, 8 de junho de 2016

Vida e Morte, de Stephenie Meyer

Vida e Morte
Autora: Stephenie Meyer
Título original: Life and Death
Editora: Intrínseca
É bom?: ★★★★★
Páginas: 391
Sinopse: O clássico de Stephenie Meyer revisitado 10 anos depois. Novamente, os leitores vão se apaixonar pela arrebatadora história de amor de Bella e Edward... ou, quem sabe, será uma primeira vez. A edição especial de aniversário inclui um conteúdo extra e exclusivo: Vida e morte, nova versão em que autora inverte o gênero dos principais personagens. Em Vida e morte os leitores vão se maravilhar com a experiência de ler a icônica saga de amor agora pelos olhos de um adolescente que se apaixona por uma sedutora vampira. Numa publicação ao estilo “vira-vira”, a edição comemorativa traz mais de 400 páginas de conteúdo extra, além da nova capa, com Crepúsculo de um lado e Vida e morte de outro. Os milhares de fãs de Bella e Edward não vão querer perder a oportunidade de ver seus tão queridos personagens em novos papéis.

A Saga Crepúsculo foi uma das primeiras sagas que eu li, minha mãe comprou para que eu e meus irmãos lêssemos em 2009 (lembro disso pois ela escreveu a data que comprou na folha de dedicatória). Ou seja, eu conheço essa história há quase sete anos, e isso é um baita tempo. É  mais de um terço do meu tempo de vida! Então é obvio que Crepúsculo, Bella, Edward, Jacob e os demais personagens tem um lugar especial no meu coração. 

Hoje tenho 19 anos, trabalho e tenho dinheiro para comprar os livros que eu quero, mas naquela época eu tinha pouquíssimos livros e Crepúsculo era um deles, e eu sei que já li a saga toda pelo menos umas cinco vezes, pois era o que eu tinha para ler. Lembro da Nathalia de 13 anos relendo Eclipse pela terceira ou quarta vez, numa noite chuvosa, quando ficou sabendo da morte da avó. Lembro de estar relendo Lua Nova quando meu irmão passou tão mal que tivemos que levar ele correndo para o hospital e eu esqueci o livro na recepção e tivemos que ir buscar no dia seguinte. Lembro de estar lendo Crepúsculo no pátio da escola quando conheci aqueles que seriam meus melhores amigos pelo ensino fundamental e médio inteiros. 




A Saga Crepúsculo pode não ser a melhor saga de todas, pode são ser o livro mais bem escrito de todos, pode não ser a saga mais épica e bem estruturada de todas, mas é muito especial no meu coração por esses motivos e mais mil outros. Então quando eu soube que a autora estaria publicando uma releitura de Crepúsculo, mudando o gênero de quase todos os personagens, eu soube que precisava ler.

Eu não sabia bem o que esperar de Vida e Morte. Faz uns dois anos que não releio Crepúsculo (praticamente decorei os livros), então eu estava com medo de me decepcionar ao encontrar um livro muito parecido com aquele que eu já conhecia, tinha medo de não conseguir imaginar o Beau e a Edythe e continuar pensando na Bella e no Edward. Mas não tive problema nenhum nesse quesito.

Vida e Morte conta exatamente a mesma história de Crepúsculo: Beau, um garoto de 16 anos que é muito desajeitado e que gosta muito de livros, vai morar com o pai, Charlie, numa cidade chamada Forks, onde só chove, e lá conhece Edythe Cullen, uma garota linda e misteriosa que o salva de ser atropelado por um carro e por quem ele alimenta uma obsessão misteriosa desde então.

"Mas e se eu não for uma super heroína? E se eu for a vilã?"
"Você é perigosa, mas não a vilã"
Eu achei que a narrativa do Beau foi diferente da narrativa da Bella nos pontos certos. Os pensamentos femininos se foram completamente, é possível identificar uma diferença na forma como Beau narra seus pensamentos em relação a Bella, e o jeito como Beau encara o mundo e interage com o pai e os amigos é parecido com o da Bella, mas não igual. E Edythe em nenhum momento surgiu como homem na minha imaginação, mesmo mantendo a força e a personalidade marcante e misteriosa de Edward. Eu tive uma visão bem clara da aparência de Edythe e de Beau em minha mente, e isso já conta como ponto positivo enorme!

A pesar de ser uma releitura de Crepúsculo, Vida e Morte não tem o mesmo final que o livro original. Não vou dar spoiler nenhum, mas se você está com medo de ler um livro que vai ser uma versão simples em que trocaram Bella por Beau e Edward por Edythe, não se engane: o livro é bem diferente, tem cenas diferentes, diálogos diferentes e um final completamente diferente de Crepúsculo.


Eu, particularmente, adorei o final de Vida e Morte. Foi um pouco triste, mas bastante realista, e impediu com que Beau sofresse todos os demais problemas que Bella sofreu nos livros seguintes.

Eu amei Vida e Morte, e pretendo reler várias vezes, assim como fiz com a Saga Crepúsculo, por que as coisas que são especiais para nós não precisam necessariamente de motivo ou explicação.

sábado, 4 de junho de 2016

La Caixita #49 (EM VÍDEO!!) | BOOK HAUL


Olá, pessoas maravilhosas! Como vocês estão?

Hoje trago MAIS UMA La Caixita EM VÍDEO! É a segunda vez que faço a caixinha de correio em vídeo e espero que vocês gostem. Tentei ser mais breve, pois eu odeio vídeos longos, e falei menos abobrinha desta vez :p

Espero que gostem do vídeo! Se tiverem alguma sugestão para eu melhorar o canal é só dizer nos comentários. Se gostar, dê um jóinha e se inscreva no canal, isso ajuda demais <3

















É isso por hoje, pessoal! Até o próximo post (ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Puros, de Julianna Baggott

PurosAutora: Juliana Baggott
Título original: Pure
Editora: Intrínseca
É bom?: ★★★★★
Páginas: 368
Sinopse: Pressia pouco se lembra das Explosões ou de sua vida no Antes. Deitada no armário de dormir, nos fundos de uma antiga barbearia em ruínas onde se esconde com o avô, ela pensa em tudo o que foi perdido — como um mundo com parques incríveis, cinemas, festas de aniversário, pais e mães foi reduzido a somente cinzas e poeira, cicatrizes, queimaduras, corpos mutilados e fundidos. Agora, em uma época em que todos os jovens são obrigados a se entregar às milícias para, com sorte, serem treinados ou, se tiverem azar, abatidos, Pressia não pode mais fingir que ainda é uma criança. Sua única saída é fugir.Houve, porém, quem escapasse ileso do Apocalipse. Esses são os Puros, mantidos a salvo das cinzas pelo Domo, que protege seus corpos saudáveis e superiores. Partridge é um desses privilegiados, mas não se sente assim. Filho de um dos homens mais influentes do Domo, ele, assim como Pressia, pensa nas perdas. Talvez porque sua própria família se desfez: o pai é emocionalmente distante, o irmão cometeu o suicídio e a mãe não conseguiu chegar ao abrigo do Domo. Ou talvez seja a claustrofobia, a sensação de que o Domo se transformou em uma prisão de regras extremamente rígidas. Quando uma frase dita sem querer dá a entender que sua mãe pode estar viva, ele arrisca tudo e sai à sua procura. Dois universos opostos se chocam quando Pressia e Partridge se encontram. Porém, eles logo percebem que para alcançarem o que desejam — e continuar vivos — precisarão unir suas forças.


“Queime um Puro e respire as cinzas
De suas entranhas, faça umas cintas.
Com seus cabelos, teça um cordão.
E de seus ossos faça um Puro sabão.”

Okay, esta resenha será um pouco diferente das resenhas que eu costumo fazer. Primeiro, por que Puros é um livro diferente de todos os que eu já vi (mesmo que distopias estejam na moda) e segundo por que ESTE LIVRO É FOD*!

Eu não sabia bem o que esperar de Puros. Minha mãe me deu ele de presente de natal em 2012, eu sequer li a sinopse - não por desinteresse, eu raramente leio sinopses - e achei a capa estranha, mas li-o mesmo assim. Isso em 2012. Essa resenha é antiga :p

O mundo de Pressia e o Domo.
No skoob, muita gente classifica o livro como bom, mas o enche de poréns. As reclamações mais frequentes são:

1. O começo é lento, a autora fica tentando mostrar demais o mundo devastado em que Pressia, a personagem principal, vive;

2. Partridge deixa a desejar como protagonista, é parado e não faz muita coisa, é mimado;

3. Não entendi bulhufas sobre essas mutações estranhas que aconteceram com as pessoas;

4. O livro é cruel e horrível, me senti mal lendo, como se os seres humanos vivessem necessariamente para sofrer;

5. O tema é pouco abordado em livros/filmes/jogos e me senti perdido em meio a tanta informação.

A personagem principal, Pressia,
Agora vou mostrar por que acho que esses "defeitos" que colocaram em Puros são, na verdade, "acertos":

1. O começo do livro ser lento é um dos pontos mais fortes da história. A autora explica os mundos da Pressia e de Partridge perfeitamente (e também descreve a visão deles do mundo um do outro, e do mundo de Antes). Isso é essencial para que você entenda o livro. Você realmente acha que se algo bombástico acontecesse logo no início do livro os leitores iriam prestar atenção nos detalhes?

2. Partridge nasceu e viveu toda sua vida no Domo, sendo criado num internato que lhe dava uma educação exemplar, alimentação, abrigo e companhia. No entanto, motivado pelo suicídio do irmão e pela centelha de esperança de que a mãe esteja viva, Partridge decide sair do Domo e ir em busca dela, já que a vida artificial que está levando não faz sentido. Na minha opinião, Partridge é o personagem mais incrível do livro, e nada aconteceria se não fosse por ele. Por favor, ele sai do Domo, vai à luta em busca de respostas, consegue aliados no mundo devastado, enfrenta o próprio pai e a próprio sistema supostamente perfeito com o qual foi criado! Como você pode dizer que o Partridge não é um bom protagonista?!

3. Prestasse mais atenção no começo do livro, a autora explica tudinho. Basicamente, a bomba explodiu, a radiação criou mutações nos humanos, misturando o material genético deles com objetos/pessoas que estavam próximas naquele momento. Pressia, que segurava sua boneca, teve a mão fundida no brinquedo, e assim por diante.

4. Você quer que uma distopia seja como? O homem é naturalmente corrupto e manipulador. Se uma pessoa acha que, para atingir seu objetivo, ela tem que fazer mal a outra pessoa, ela VAI fazer mal a outra pessoa. O ser humano geralmente decide que a ideologia dele é mais importante que o bem estar de outro ser humano. Naquele mundo, a superpopulação preocupava a todos e aniquilar uma grande quantidade de gente era a solução mais viável. E, pelo fato de ter humanos sobreviventes que vivem bem e outros que vivem mal, acho que foi uma ótima escolha da autora contrabalancear os dois lados da moeda, mostrando como o mundo devastado e a vida com mutações é dura, mas também exibindo que o Domo não é perfeito. Resumindo: por que acharíamos que o Domo é um bom lugar se não houvesse o horror que é viver do lado de fora? E por que pensaríamos que a limitação que existe no Domo é ruim se não víssemos como as pessoas do Antes eram livres?

5. a. É exatamente por isso que a história é inovadora;
b. É por isso que a autora nos convida, gentilmente, em sua parte dedicada aos agradecimentos (que poucos leem) que pesquisemos sobre o assunto, procuremos saber mais sobre bombas atômicas e que não devemos nos esquecer do sofrimento das pessoas.

Puros é o primeiro livro de uma trilogia, mas faz tanto tempo que eu li este livro e nada da continuação sair do Brasil que eu acho que a Intrínseca desistiu dessa saga. Uma pena. Espero poder ler em inglês quando meu orçamento permitir.