domingo, 6 de abril de 2014

Fim do blog, início do blog, o ciclo sem fim, Rei Leão, tanto faz

Gente, esse vai ser um post muito difícil pra mim. Então vou começar contando uma história, por que histórias sempre deixam as coisas mais fáceis.
Quando eu criei este blog, quatro anos atrás, eu não fazia ideia do que eram parcerias entre blogueiros e editoras. Eu criei meu blog para falar de livros que eu gostava, com pessoas que gostavam dos mesmos livros. No entanto, sinto que meu blog virou um canal de marketing, um depósito onde as editoras me mandam livros que eu nem quero ler e eu tenho que divulgá-los para elas.
Eu já estava ficando cansada disso no ano passado, quando comecei a oscilar as postagens. A verdade é que eu não tinha vontade de escrever, por que o blog ficou chato, não me dava mais vontade vir aqui contar as coisas sobre os livros que li. Não era mais meu blog, era o blog das editoras.
Eu ficava muito chateada de receber comentários vazios de pessoas que só vem comentar algo, sem ler o post, por que querem que eu vá comentar no blog delas. Já perdi a conta de quantas resenhas negativas escrevi e tinha comentários como: "Nossa, também adorei o livro!" ou "Concordo contigo, o livro é ótimo". 
Pior: "Adorei o post, beijos, Fulana do blog Livros Alguma Coisa.
Cansei disso. 
Mas a verdade é que eu amo ter um blog. Sempre gostei de falar o que me vem à cabeça, sempre gostei de interagir com pessoas. Por isso, desliguei minha parceria com todas as editoras e vou começar uma nova fase do blog. Não me importo se poucas pessoas ou ninguém vão comentar as minhas postagens, mas de agora em diante não vou comentar no blog dos outros para que eles venham comentar no meu. Vou comentar no blog de alguém se eu gostar da postagem e tiver algo a dizer.
É isso. Espero que você, que gosta do blog, não o abandone. Mas ele nunca mais vai voltar a ser o que era antes.
Desculpe.
Bem vindo.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Destruindo o Diário #02


Oi, galera!
Esse é o segundo post da série Destruindo o Diário, e você pode conferir o primeiro post clicando aqui.


Meus amigos pintaram o dedo com canetas marca-texto e elas brilham na luz negra! Essa página fica linda no escuro <3


Fiz essa página num momento de tédio no senai. Eu já grampeei as páginas uma na outra, mas esse desenho com as espirais ficou tão fofo! E, com a página abaixada, parece uma cortininha.


Tentei fazer uma daquelas corujas hipster legais, mas não deu muito certo!


Peguei algumas moedas e rabisquei sobre elas. O efeito ficou muito mais bonito ao vivo, mas eu goste dessa foto (com participação dos meus pés feios).


Costure esta página: eu vi em algum lugar que alguém costurou os olhos da Coraline e quis fazer também. Ficou lindo! Quem ainda não viu o filme, eu recomendo! É um filme fofo, engraçado e assustador (sim, tipo um terror pra crianças). 


Sim, eu gosto de Homestuck.

Então, pessoas queridas, gostaram? Já compraram o livro e estão destruindo seu exemplar? Não percam tempo! É tipo uma terapia :3

sexta-feira, 7 de março de 2014

A Corte do Ar, de Stephen Hunt

Autor: Stephen Hunt
Título original: The Court of the Air
Editora: Saída de Emergência
É bom?: ★★★★★
Páginas: 544

Sinopse: Quando a órfã Molly Templar testemunha um assassinato brutal no bordel onde foi colocada como aprendiz, seu primeiro instinto é correr de volta para o orfanato em que cresceu. Ao chegar lá e encontrar todos os seus amigos mortos, percebe que ela era o verdadeiro alvo, pois seu sangue contém um segredo muito cobiçado pelos inimigos do Estado. Enquanto isso, Oliver Brooks é acusado pela morte do tio, seu único familiar, e forçado a fugir na companhia de um misterioso agente da Corte do Ar. Perseguido pelo país, Oliver se vê cercado de ladrões, foras da lei e espiões, e pouco a pouco desvenda o segredo que destruiu sua vida. Molly e Oliver são confrontados por um poder antigo que se julgava destruído há milênios e que agora ameaça a própria civilização. Seus inimigos são implacáveis e numerosos, mas os dois órfãos terão a ajuda de um formidável grupo de amigos nesta aventura cheia de ação e drama.

Eu odeio escrever resenhas negativas, por que não acredito que existam livros ruins o suficiente para que falemos mal deles. Na verdade, em 98% das vezes em que eu não gosto de um livro, a culpa é minha, não do autor.

Nesse caso, a culpa é completamente minha.

A Corte do Ar é um livro muito bem feito, e a Editora Saída de Emergência merece um prêmio só por causa disso. A capa é linda, com uma película transparente que dá um toque especial e inovador ao livro (sabe aquele dirigível na capa? Então, ele não fica na capa).


Assim que peguei o livro pela primeira vez eu só conseguia pensar que ele era lindo, tanto por dentro como por fora. Logo na primeira página temos uma frase do livro que é simplesmente maravilhosa sobre liberdade de escolha. Logo em seguida, temos o manifesto da coleção bang! E, Jesus, eu senti meu sangue ferver quando li aquele texto. Eu pensei: meu Deus! Essa é a editora pela qual eu estive procurando todo esse tempo.

Em seguida temos uma carta do editor, um complemento interessantíssimo de ler – aliás, não entendo por que a maioria das pessoas nunca lê essas coisas – que contém a melhor frase de todos os tempos, que eu estou seriamente pensando em tatuar no meu corpo:


“Se você não vive no limite, é sinal que está ocupando espaço demais, velho amigo” – Página 101


Na carta do editor ele revela que, no fim do livro, há um glossário sobre os termos que o autor inventou. Então, antes de começar a leitura, a primeira coisa que fiz foi ir até o glossário e decorar todos os termos. Estranhei uma coisa ou outra, mas comecei a leitura mesmo assim.

Como eu costumo dizer, tem livros que são apenas pra quem gosta. Eu sempre tive uma dificuldade enorme em me adaptar a universos completamente novos, motivo pelo qual eu resisti em ler Harry Potter, As Crônicas de Gelo e Fogo e até Jogos Vorazes por muito tempo. Mas esse livro leva o termo “mundo fictício” a um novo patamar, por que ele é COMPLETAMENTE diferente do nosso.



A história se passa no passado – ou pelo menos numa versão steampunk dele – e conta a história de Molly Templar, uma garota que teve um trauma recentemente e está sem emprego. Ela é contratada pelo mais famoso bordel de Chacália, mas não quer trabalhar lá de verdade. E é quando coisas realmente bizarras começam a acontecer com ela.

Em paralelo temos a história de Oliver Brooks, acusado de assassinar seu tio, que é obrigado a fugir para não pagar por um crime que não cometeu.

A história de A Corte do Ar é extremamente interessante, mas eu não consegui me acostumar à narrativa do autor. Acho que minha imaginação não é capaz de ir longe o suficiente para imaginar todas as coisas que ele colocou no seu livro.

Na verdade, vi muitos termos novos completamente desnecessários. Por exemplo: nesse livro, Alienista é uma pessoa que estuda a mente humana. Eu cresci sabendo que Alienista é uma pessoa que aliena outra, e foi muito difícil me acostumar com essa mudança. Chicoteadores são a mesma coisa que mercenários. Por que mudar isso? Os mercenários desse livro nem usam chicote! E Cantor do Mundo não é nada mais que um feiticeiro – e não, eles não são cantores.

Oliver e Molly
Tenho certeza de que uma pessoa fã de livros de aventura, ficção científica e steampunk vai simplesmente amar este livro. Infelizmente, não faço parte deste grupo, pelo menos não ainda.

Vou guardar A Corte do Ar em minha estante e relê-lo quando eu estiver pronta para entender esse mundo criado pelo autor.

Então eu faço um último pedido: por favor, não deixe de ler este livro só por que dei duas estrelas para ele. Vá em frente, se acredita que é um gênero literário que goste.

 

Eu sempre tive uma queda por capas simples. Por mais que a capa brasileira seja realmente linda - principalmente pessoalmente - eu ainda acho essa capa vermelha da edição inglesa mais bonita. É, eu sou bobona.
E você, caro leitor: pretende ler o livro? O que acha do gênero steampunk? Me conte!