quinta-feira, 23 de julho de 2015

La Caixita #42 | BOOK HAUL



Olá, galeres.

Bom, eu vou falar isso no post de La Caixita por que não queria fazer um post sobre esse assunto nem focar muito nisso, e exatamente por isso também não vou fazer textão. Enfim, nesses últimos tempos as coisas não estão fáceis para mim. Já fiz um ou dois posts falando sobre minha depressão e ansiedade, e com a morte do meu cachorro, o término do meu relacionamento e outras coisas, minha vida não está exatamente muito animada.  Meu último post foi sobre meu cachorro e o antes deste foi o La Caixita #41, e eu detesto fazer muitos posts mostrando livros seguidos pois parece que o blog fica sem conteúdo, mas realmente estou sem muita energia para escrever qualquer outra coisa. Os livros que eu mostrei na última La Caixita tinham chegado bem antes do post ir ao ar (tipo, quase um mês antes) por isso chegaram vários livros novos que mostrarei para vocês agora.

Também queria fazer algo diferente, por ser o La Caixita #42, mas desculpem-me, simplesmente não consigo.


Comprei estes dois livros por R$10 cada numa promoção daora na Submarino. Sempre quis ler Clube da Luta, mas nunca tive a oportunidade (o livro geralmente tem um preço bem salgado) e eu fiquei feliz por ter comprado. Comecei a ler e desisti um pouco depois da metade. Não estava gostando do livro, sinceramente não entendi nada da hype em cima da história. Sério, por que todo mundo gosta tanto assim do livro e do filme? Bom, sempre tem algum livro popular que a gente não gosta, não é mesmo? Estou trocando no skoob plus por 2 créditos.

Sempre tive uma vontade curiosa de ler Saramago, e quando vi este livro tão baratinho, pensei: é agora! Ainda não comecei a ler, e ao que parece o livro é somente narração, mas espero gostar da história. Ele faz parte de um selo da Companhia das Letras chamado Companhia de Bolso. O livro é pequeno (do tamanho de um livro de bolso, duh) e não tem abas laterais, mas as páginas são amarelas e a diagramação é boa. Espero ler logo.


(Tentei fazer essa foto ficar boa de todas as maneiras possíveis, mas ela ainda assim estourou. Midisgupe).

Sou fã de carteirinha do Dan Brown, já li todos os livros dele (menos Inferno, que acabei de trocar pelo skoob plus). Ainda não comecei, e na verdade quero reler os livros do Robert Langdon antes de ler Inferno, mas já sei que vou amar. Só li o inferno da Divina Comédia e espero que seja o suficiente para entender pelo menos um pouco as referências do autor.

Já tinha lido Convergente no original, em inglês (Allegiant). Lembro que na época em que saiu eu estava tão ansiosa pelo fim da trilogia que não aguentei e tive que comprar o livro em inglês. Comprei capa dura, bonito e com jacket, e nem ficou caro. Como eu já tinha os demais volumes em português, nada mais justo que ter agora Convergente em pt-br também. Recentemente eu reli a trilogia Divergente e cara, como eu amo esses livros <3).



(Abre momento nostálgico).

Eu, Nathália Lambert Brustolin, em minha longa (ou não) vida de leitora, tive que começar em algum lugar. E hoje lhes revelo que o primeiro livro sem figuras que eu li 100% sozinha na minha vida foi A Bússola de Ouro, de Philip Pullman.

Lembro que quando eu estava aprendendo a ler, dos meus 5 aos 6 anos, eu lia histórias em quadrinhos e livros ilustrados. Nunca lia sozinha, geralmente meu tio ou minha mãe me ajudavam a desvendar as letras. Mas quando eu tinha 7-8 anos, meu tio chegou em casa com um livro enorme sem figuras e disse que tinha pegado emprestado de uma amiga. Este livro era A Bússola de Ouro. 

Essa amiga do meu tio não tinha os demais livros da série, então sim, eu passei mais de 10 anos sem saber o que aconteceria. Consegue imaginar isso? Pra ser sincera, não lembro de muitos detalhes do livro, mas é incrível como agora que parei para pensar, ainda me lembro de muitas cenas e sim, eu me lembro bem do final. E sempre me perguntei: para onde será que aquele portal daria? Acho que agora vou descobrir.

Troquei os três livros pelo skoob plus com pessoas diferentes e eles chegaram no mesmo dia (hoje). Os livros são muito bonitos, e a primeira coisa que pensei quando peguei A Bússola de Ouro nas mãos foi: "esse livro é muito menor do que aquele que eu li naquela época". Crianças.



Estes foram os livros que chegaram para mim este mês!

Espero que tenham gostado! Estou feliz por ter conseguido esses livros, sinto que estou finalmente saindo do poço das decepções literárias.

Quanto ao meu estado mental, prometo que ficarei bem. Pode não ser hoje nem amanhã, mas em breve. Agora vou me espelhar um pouco no Castiel e assistir algum seriado maneiro para me distrair dos problemas. Até o próximo post!

You&rsquo;re gonna burn your retina&rsquo;s if you sit too close, Cas.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Matutando #11 - A dor da perda das coisas que nunca tivemos



Foi estranho chegar em casa e não ver a caminha dele no canto da cozinha. Nenhum jornal espalhado pelo chão do banheiro. A casa parecia mais fria, mais escura. Faltava alguma coisa no ar.

A primeira noite sem ele em casa não foi no dia em que ele morreu. 

Naquele dia, o dia em que ele nos deixou, eu o vi de manhã antes de sair de casa. Deveria ter ficado, deveria ter pegado ele no colo. Deveria ter deixado ele ficar deitado no meu colo o tempo que ele quisesse. Deveria ter feito mais carinho nele. Deveria ter brincado mais, deveria ter olhado mais para ele. Mas eu sai. E só voltei depois de horas.

Nos últimos momentos em que eu o vi, ele estava com a cabecinha para fora da caminha. Encarava o chão, mas sem ver nada. Parecia estar tentando dormir, mas ao mesmo tempo parecia desesperado para permanecer acordado.

A última vez que o vi foi em meio a gritos. Foi em meio à pressa de tentar fazer alguma coisa. De ajudá-lo, de impedir que o pior - o inevitável - acontecesse. Foi a última vez que eu o vi, e eu não o abracei. Não fiz carinho em seu pelo macio. Não vi o rosto dele, e ele não viu o meu.

Ele se foi antes que eu pudesse ter certeza de que ele era meu.

Nunca mais o vi.

Hoje foi estranho chegar em casa e não ter a cama dele novamente em seu lugar característico. De alguma forma, era como se eu soubesse que aquilo viraria rotina, a pesar de não querer. A cama dele não existia mais. As roupas dele já não existiam mais. Não haviam mais jornais, nem pelos, nem xixi no tapete. Não havia mais nada.

Quando o vi pela primeira vez, meus olhos se encheram de lágrimas. Ele andava cambaleando enquanto um veterinário tentava cortar suas unhas. O abracei, e não consegui sentir seu cheiro pois eu estava de nariz entupido. Seu pelo era ralo e ele estava cheio de carrapatos.



Ele queria ficar no nosso colo o tempo todo. Por ele, jamais sairia de perto de nenhum de nós. Sentava nas posições mais estranhas, se não no nosso colo, nos nossos pés, deitava nos nossos ombros e em nossas mãos, para que não usássemos o celular nem o computador. Queria carinho. Mais nada.

Quando o deixamos sozinho para dormir na primeira noite, ele não parava de chorar. Gemia alto e batia na caixa com as patinhas. Dormi com ele na primeira noite, mesmo estando doente. Dormi na sala, usando um cobertor apenas, mesmo estando frio. Ele acordava de meia em meia hora, e eu também. Colocava as patinhas sobre a minha barriga e se espreguiçava. Toda hora queria ficar de pé, mas o cobertor era muito escorregadio. Precisei chamar minha mãe para poder dormir um pouco naquela noite.

Era um cachorro incrivelmente inteligente. Logo aprendeu seu nome: Spock/Spoke. Olhava para nós quando o chamávamos. Suas orelhas ficavam de pé, ele tremia todo sobre suas patinhas. Sabia fazer xixi no jornal - a pesar de gostar de fazer xixi nos tapetes, também. Sempre procurava sua caminha para deitar, e sempre sabia onde encontrá-la.

Sempre nos seguia pela casa para onde quer que fossemos. Quando estávamos comendo, tentava escalar pelas nossas pernas e deitar no nosso colo, mas era muito pequeno. Teve dificuldade para subir as escadas no começo, mas não demorou para aprender. Se saíamos de um cômodo, ele nos seguia. Se não podíamos ficar com ele no colo, ficava nos seguindo com seus olhinhos.

Foi um pouco menos de um mês que passei com ele, mas poderia ter sido uma década que teria sentido a mesma coisa. Foi o meu primeiro cachorro, meu primeiro bichinho de estimação. Ele estava muito doente, já tinha vindo de um lugar não tão legal e nós sabíamos que ele poderia morrer. Mas um cachorro é parte da família, e nós não desistimos da família.

Um dia vou te ver de novo, Spock. No céu dos cachorros? Não sei, pode ser. Onde quer que seja, prometo que vou deixar você ficar no meu colo o tempo que quiser. Prometo. 

Seja corajoso, Spock.


terça-feira, 7 de julho de 2015

La Caixita #41 | BOOK HAUL


Alô, galera de caubói!

Hoje trago mais uma edição da coluna mais amada por mim pois ela significa LIVROS NOVOS MAOOOEEEEEE *sons de Silvio Santos*. Hoje a Caixita veio humilde, mas é de coração <3


Como eu disse na La Caixita #40, eu estava tentando arduamente conquistar todos os *SEIS* livros da série A Mediadora. *sons de alegria* DEPOIS DE DOIS MESES eu finalmente consegui todos os livros. Ultimamente está meio difícil trocar os livros, tem pouca gente querendo fazer solicitações então eu consequentemente fico sem créditos. Mas o que importa é que agora A Hora mais Sombria, Assombrado e Crepúsculo fazem parte da minha coleção =D


De dia dos namorados eu ganhei dois livros lindos e divos! Listografia é um daqueles livros interativos, tipo Destrua Este Diário ou aqueles livros de colorir, mas nele você faz listas. Cada página tem uma sugestão, por exemplo: "Liste seus animais de estimação e seus nomes", "Liste coisas que ninguém sabe sobre você", "Liste seus prazeres inconfessáveis". É bem legal e é uma ferramenta de nostalgia, querendo ou não.

O Apanhador no Campo de Centeio, acredito eu, todo mundo conhece. É um livro clássico americano que é praticamente IMPOSSÍVEL de se encontrar no Brasil. Meu namorado comprou num sebo, mas o livro está novíssimo. Tive até dó de começar a ler, mas eu gostei bastante do livro! Eu entendi por que é considerado um clássico, mas não vi nada de etraodinariamente especial. Mas gostei, foi uma boa leitura!


Comprei num sebo os livros da trilogia Millenium por R$55. Sério, mesmo sendo usados os livros estão em ótimas condições. E tipo, CINQUENTA E CINCO CONTO! Já assisti o filme do primeiro livro e amei absolutamente, então pretendo começar a série logo. Meu amigo Gabriel fala muito bem do autor, estão estou com expectativas altas *-*


E foram estes os livros que eu jurei amar eternamente esse mês! Espero que tenham gostado desta Caixita *-*

Até a próxima!