quarta-feira, 1 de agosto de 2012

[RESENHA] O Céu está em todo lugar, de Jandy Nelson

Nome: O Céu Está em Todo Lugar
Autor: Jandy Nelson
Editora: Novo Conceito
Número de Páginas: 423
“ Lennie Walker, de dezessete anos de idade, gasta seu tempo de forma segura e feliz às sombras de sua irmã mais velha, Bailey. Mas quando Bailey morre abruptamente, Lennie é catapultada para o centro do palco de sua própria vida – e, apesar de sua inexistente história com os meninos, inesperadamente se encontra lutando para equilibrar dois. Toby era o namorado de Bailey, cujos sentimentos de tristeza Lennie também sente. Joe é o garoto novo da cidade, com um sorriso quase mágico. Um garoto a tira da tristeza, o outro se consola com ela. Mas os dois não podem colidir sem que o mundo de Lennie exploda…”

Eu nunca fui uma pessoa que venerasse romances românticos. Definitivamente, se minhas amigas não me dissessem que este livro era maravilhoso e que eu devia lê-lo, talvez eu não o lesse. E, dessa forma, eu não conheceria esta maravilhosa história de amor, luto, redenção e, é claro, família.

O livro é lindo. A capa é muito bonita, com uma textura diferente, além de uma bela ilustração. Abrindo o livro, nos deparamos com uma arte interna de tirar o fôlego! A fonte é de bom tamanho e azul, facilitando a leitura, além das páginas amarelas que não refletem tanto assim a luz do sol. No início e no final dos capítulos a ilustrações, como copos jogados no meio do mato com algo escrito, Uma das características de Lennie (também conhecida como John Lennon).

Poucas vezes li um livro tão rápido e com tanto gosto na vida. Comecei numa tarde e, na tarde seguinte, já estava na metade. Na tarde depois dessa, cheguei ao final com lágrimas nos olhos. Mas não se iludam, o livro não é perfeito.

O livro conta a história de Lennon Walker, uma garota de 17 anos que toca na banda da escola e tem mania de soltar seus sentimentos em todos os lugares em forma de palavras. Seja num papel de bala, numa partitura amassada ou na contracapa de um livro velho, os versos de Lennie estão por todo lugar.

Lennie viveu toda a sua vida atrás da irmã, Bailey. As duas brigavam de vez em quando, mas mantinham um relacionamento íntimo. No entanto, Bailey morre nem mais nem menos, o que deixa toda a família Walker desorientada.

Mas a família Walker não é o tipo convencional de família, a pesar de se amarem como qualquer outra. As irmãs Walker jamais conheceram o pai e Lennie mal se lembra da mãe, que desapareceu quando ela era um bebê. A princípio eu achei que ela tivesse morrido, mas na verdade ela apenas fugiu de casa para se aventurar pelo mundo.

Depois da morte de Bailey, Lennie vive com a avó e o tio numa casa. A avó é uma personagem incrível, que gosta de pintar mulheres usando um determinado tom de verde e que é apaixonada por flores, não deixando ninguém. Tio Big veio morar com as duas depois do quinto divórcio. É um garanhão, fuma maconha e é muito carinhoso.

Lennie nunca se sentiu muito inclinada a procurar por parceiros. No entanto, depois da morte da irmã, ela se vê cada vez mais próxima do ex namorado de Bailey, Toby. Ele é um rapaz com um rosto felino e que adora animais. A aproximação de Lennie e Toby se dá ao fato de os dois serem as pessoas mais próximas a garota e que apenas Toby compreende a dor que Lennie sente e vice-versa.

Ao mesmo tempo em que está se relacionando com Toby, Lennie conhece na escola um garoto chamado Joe, que também toca na banda da escola. Ela sente-se irresistivelmente atraída por ele, mas ainda está num longo dilema sobre o que fazer a respeito de Toby.

A narrativa do livro te prende muito, o dia a dia de Lennie trás grandes questões emocionais e você realmente se sente envolvido pela vida que Lennie leva nesse novo mundo sem a irmã.

"Alguém da aula de teatro de Bailey

gritou 'bravo' no fim do velório,
e todo mundo ficou de pé
e começou a aplaudir.

Lembro-me de achar que o teto ia despencar
por causa do barulho do trovão das mãos,
de que a dor era aquela sala repleta
da luz faminta do desespero."
-Página 41

Recomendo o livro a todos, é uma ótima leitura para quem quer se emocionar!

quarta-feira, 25 de julho de 2012

[RESENHA] Gone, de Michael Grant


 
Título: Gone - O Mundo Termina Aqui
Autor: Michael Grant
Editora: Galera Record
Ano: 2010

Páginas: 518
Sinopse: Em um piscar de olhos, todos com mais de 14 anos desaparecem. Restam adolescentes. Pré-adolescentes. Crianças. Nenhum adulto. Nenhum professor, policial, médico ou responsável. Linhas de telefone, redes de televisão e a internet param de funcionar. Não há como pedir ajuda. A fome é intimidante e a violência começa. Os animais parecem estar se transformando, e uma criatura sinistra está à espreita. Os próprios adolescentes estão ficando diferentes, desenvolvendo novos talentos: poderes inimagináveis, perigosos e mortais, que crescem dia após dia. É um mundo novo e assustador. É preciso escolher um lado — e a guerra é inevitável. 

Não tenho certeza de Gone pode ser classificado como um livro juvenil. A princípio, pode-se dizer que ele é um livro juvenil comum, com personagens adolescentes e uma trama sobrenatural. Mas, em Gone, o buraco é mais embaixo. 

No meio da aula que Sam está fingindo que assiste, o professor desaparece. Não sai correndo ou é abduzido por alienígenas: ele some no ar. Num momento estava lá e, no momento seguinte, não estava mais. O professor pufou, como ficaria mais popular dizer posteriormente.

A partir desse momento, todas as crianças entram em pânico. Afinal, todas as pessoas com mais de 15 anos desapareceram. E agora uma cambada de adolescentes de 14 anos é responsável por tudo. Inclusive por bebês e crianças pequenas. 

É claro que todo esse clima catastrófico e de desespero já era o bastante para um bom livro juvenil de ficção científica, mas o autor decidiu incrementar sua história com poderes misteriosos surgindo em algumas pessoas. E, com o poder, surgem grandes responsabilidades. Responsabilidades essas que adolescentes e crianças não conseguem arcar com, instalando uma atmosfera de caos e medo. E violência. E sangue.

Como se não bastasse o grande colapso na pequena cidade de Praia Perdida, os adolescentes descobrem que o problema é só na cidade deles. Mas, é claro, se o problema é só por lá, por que não visitar uma cidade vizinha onde há adultos e pedir ajuda? 
Eles estão presos. Sim, há uma espécie de bolha envolvendo a cidade em qualquer direção que você tente escapar. E é impossível atravessá-la, é impossível destruí-la. E é impossível viver dentro dela.

Durante todo o livro você fica se perguntando o que diabos aconteceu para que todos os adultos desaparecessem no ar, as crianças desenvolvessem poderes estranhos e ficarem presos numa estranha bolha. No final recebemos uma resposta genérica que, acredito eu, será mais desenvolvida na continuação da história. Mas, desde o início, podemos adivinhar uma coisa: todo esse caos tem alguma relação com a usina nuclear da cidade.

A narrativa do autor me agradou muito. É em terceira pessoa, mas não de um jeito com o qual estou familiarizada. Não só nas falas dos adolescentes, mas na narração há presença de gírias (nada muito exagerado) e de expressões comparativas levemente diferentes das que você está acostumado a ver por aí. Os capítulos são de bom tamanho, nem longos demais e nem demasiado curtos, e contém sempre uma contagem regressiva.

As perguntas durante a leitura são muitas: O que diabos é o LGAR (sigla para Lugar da Galera da Área Radioativa)? De onde vieram esses poderes? O que a usina nuclear tem a ver com tudo isso? E, a mais macabra de todas as perguntas, o que acontece quando completamos 15 anos de vida?

Numa cidade em colapso, onde as crianças tem que aprender a sobreviver sozinhas, conseguir alimento, segurança e se manterem saudáveis até o fatídico dia de completarem quinze anos, a história de Gone tem um bom desenrolar. Sem contar as ótimas personagens que o autor criou. 

Sam Temple (conhecido como Sam do Ônibus Escolar) é o herói do livro. Antes mesmo do surgimento do LGAR e do desaparecimento dos adultos, ele já escondia o poder mágico de criar luzes com as mãos. Além do que, no começo da história, ele encontra uma espécie de diário no computador da mãe, com uma linguagem criptografada que Sam não consegue desvendar nem mesmo com a ajuda de Astrid, também conhecida como Atrid Gênio, uma garota de quatorze anos que tem um cérebro avançado demais para a pouca idade. Astrid é a típica garota em apuros, assim como Sam é o típico herói, mas eu gostei de ambos os personagens, mais pelo fato de eles terem coragem e uma forte amizade entre si. 

Astrid tem um irmãos mais novo, o Pequeno Pete. Petey é autista e não escuta nem obedece ninguém, mesmo não passando de uma criança. A pesar disso, ele é poderosíssimo, podendo usar teletransporte para grandes distâncias quando quiser. É um dos meus personagens favoritos.

Mas, é claro, há também os vilões. Caine e sua gangue decidiram sair da Academia Coates, uma escola para adolescentes violentos e problemáticos, onde a mãe de Sam trabalhava como enfermeira. Assim como Sam, Caine tem poderes. Mas ele não exitará em usar seus dons para o mal.

O livro trás grandes revelações e tem vários pontos críticos durante a história, te fazendo grudar nas páginas e não largar mais. Ao mesmo tempo que a violência te choca, há elementos que te fascinam. Juro que esse livro daria um ótimo filme.

Recomendo para todos aqueles que adoram histórias sobrenaturais e misteriosas. Mas não venham com sede ao pote, pensando que a história trará respostas rapidamente. A leitura deste livro requer paciência, e não só por que ele tem mais de quinhentas páginas. Gone é uma série para se colecionar.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

La Caixita #11 | BOOK HAUL


Oi galera! õ/
Mudei meu banner da coluna La Caixita, acho que este novo ficou bem melhor. Usei a mesma imagem (a Dalian de Dantalian no Shoka - A Biblioteca Mistica de Dantalian). Vou mostrar os livros que chegaram nesse mês!


Este livro chegou através de um solicitação que fiz para a Editora Novo Conceito. O livro O Céu Está em Todo Lugar já foi lido e logo haverá resenha dele (eba!). Vieram dois kits, então aguardem pelo sorteio =D


Chegou também o kit de Belle, com um porta perfume. O livro é LINDO!


O kit de Um Lugar Para Ficar veio com um pingente de celular. Infelizmente, não tem como colocar pingente no meu celular D= 
Mesmo assim estou guardando o pingente com carinho ><


Bem Mais Perto veio com um bloco com folhas especiais para fazer origami. Confesso que sou péssima nessa arte, mas meu irmão sabe fazer de TUDO com papel, então um dia mostro algumas obras de arte dele =D


Chegou também o kit de Starters. O livro é muito bom (em breve resenha). Veio com um card-light fofíssimo *---*


Dezesseis Luas foi fruto da troca que realizei com a Val pelo skoob. Já troquei com ela antes, tendo recebido O Símbolo Perdido.


Comprei o terceiro volume de Deadman Wonderland que saiu no Brasil! Pra quem não conhece nem  o mangá nem o anime, vale a pena conferir!  A história trata de drama psicológico, lutas sangrentas, tragédias familiares e, é claro, amizade! O que é um mangá/anime sem a força da amizade?


Os três primeiros volumes =D


Os livros reunidos =D


Quando eu estava passando as fotos pro computador, o livro Feche bem os Olhos, do John Verdon, chegou! O livro veio em parecia com a Editora Arqueiro e é a coisa mais linda de todas!
Pra quem ainda não conhece o autor, Joh Verdon, vale a pena conferir Eu sei o que você está pensando, seu primeiro livro. Resenha aqui.

É isso galera! 
Beijos e até a próxima!