segunda-feira, 16 de maio de 2016

Matutando #18 - As coisas desmoronam, mas a gente as reconstrói


Olá, caros amigos humanos.

Esse post é mais um desabafo das coisas que tem acontecido comigo. Eu tô muito cansada e esgotada e nem sei como eu estou arranjando energia para fazer as coisas. Eu gostaria de dizer que o motivo disso é apenas stress da faculdade, mas eu sei que é mais que isso: é minha depressão e minha ansiedade chegando a picos cada vez mais altos com cada vez mais frequência.

Sexta-feira, dia 13 (tinha que ser) eu tive um ataque de pânico na faculdade. Não foi a primeira vez que tive ataque de pânico, e nem a primeira vez que isso acontece na faculdade. Nessa sexta, eu estava tendo uma aula de estatística (por que temos aula de estatística num curso de letras? Um verdadeiro mistério) e a professora encerrou a aula mais cedo pra gente poder fazer o trabalho que ela tinha passado e estudar para a prova. Muita gente saiu para beber, alguns foram simplesmente vagabundear e alguns, como eu, ficaram na sala pra fazer os exercícios.

A aula foi passando e o pessoal foi indo embora e isso não está nem um pouco relacionado ao fato de eu ter tido um ataque mas conforme a sala foi ficando vazia eu fui me sentindo tão mal que comecei a chorar e soluçar, e eu não conseguia falar ou respirar direito, e eu tentei ficar de pé para pedir ajuda e isso levou quase uma hora pois meu corpo não parecia obedecer, e eu sentia calor demais e calafrios ao mesmo tempo, e suava muito mas não conseguia tirar minhas blusas.

Foi muito horrível, mas eu consegui ajuda e acabei voltando para casa com meu namorado. Detalhe: nós dois moramos em cidades diferentes e ainda por cima estudamos numa terceira cidade, então foi uma bagunça enorme.

Lembre-se que tudo isso é temporário.

Então voltei para casa com meu namorado, que nem permissão tinha pra pegar o mesmo ônibus que o meu, mas deu tudo certo. Fui melhorando aos poucos, cheguei em casa melhor, consegui comer e dormir (bem mais ou menos, pois acordei várias vezes, mas dormi). Meu namorado foi embora pois tinha que trabalhar na escola de sábado na cidade dele e eu fui trabalhar com meus pais, como sempre. Eu estava muito casada, pois cheguei em casa quase meia noite, dormi mal e tive que acordar muito cedo pra levar ele na rodoviária. Eis que, logo depois do almoço, meu celular simplesmente para de funcionar.


Se você acha que chorar por que seu celular pifou, ou algo do gênero, é idiota e supérfluo, eu quero que você saia do meu blog agora mesmo. Eu chorei tanto, e eu já estava com dor de cabeça por ter chorado na noite anterior. Minha cara estava muito inchada e meu olhos estavam muito vermelhos. Meu celular não tem fotos ou músicas importantes, mas eu anoto todas as coisas que eu tenho que fazer lá, principalmente coisas da faculdade, trabalhos e afins. Comecei a pensar nos mil reais que eu gastaria para comprar outro e chorei mais ainda, por que eu quase não tenho dinheiro pra nada.

Eu sei como é olhar no espero e odiar o que você vê.
Eu ia ter a tarde livre por que meus pais viram que eu estava muito cansada e muito mal para trabalhar o dia todo, mas acabei gastando essa tarde quase toda chorando e me odiando por ser tão fraca e idiota. Meu irmão abriu meu celular para ver o que podia estar errado, mas não achou nada queimado ou fora do lugar. Meu celular estava perfeito. Eu melhorei um pouco depois de um tempo, mas quando meu irmão saiu de casa e eu fiquei sozinha, umas cinco da tarde, eu comecei a chorar de novo e decidi dormir. Minha cabeça doía demais, como se alguém estivesse amassando ela, e eu chorei tão feio que minha mandíbula doía e meus ombros também. Quem já teve ataque de pânico e crise de ansiedade sabe que chorar assim dói. Seus olhos ardem tanto que ficar de olhos abertos é um desafio, você grita e chora com a boa aberta e sua mandíbula, sua garganta e seu pescoço doem. Seu nariz fica entupido e você fica curvado numa posição tão horrível que seus ombros e costas doem. Se você, como eu, tem problemas com sua aparência (eu sou gorda, por exemplo) isso é pior ainda, por que você se vê como um pedaço de lixo humano e nojento.


Acordei quase onze horas e fui tomar banho, comer alguma coisa e falar com meu namorado. Depois que eu comi, me senti melhor, e fui assistir o novo episódio de Supernatural. Combinei com o meu namorado de ele vir em casa domingo (ontem) depois do trabalho na escola e ele veio, por que está tendo uma festa da padroeira da cidade e tem barraquinhas de comida e parque de diversões.

Nós saímos, comemos churros, fomos nos brinquedos, eu não vi nenhuma das pessoas que fizeram do meu ensino médio um inferno, então tive sorte. Fomos para casa dormir, hoje cedo vim para a loja (estou na loja agora, comecei esse post assim que cheguei, às 08:30, e já são 10:40. Os clientes me amam), meu namorado ficou em casa fazendo o TCC dele e hoje à tarde vamos assistir Capitão América: Guerra Civil, coisa que queremos fazer faz tempo.


Claro que coisas ruins acontecem com a gente o tempo todo, superar elas é muito difícil e várias dessas coisas acabam nos acompanhando pelos anos seguintes. Eu queria voltar alguns dias no tempo e poder falar com a Nath do dia 13 e ajudar ela quando ela teve o ataque, sozinha numa sala escura da faculdade, e dizer que as coisas iriam melhorar. Meu irmão até conseguiu consertar o meu celular, olha só.

Eu sei que vou ter outro ataque de pânico um dia. Pode demorar um tempo ou pode ser logo. Eu não sei. Essas coisas não começam do nada e também não acabam do nada. Eu só tenho que lembrar que as coisas são temporárias, tudo passa, as coisas podem parecer horríveis agora, mas uma hora elas melhoram. Ter depressão não é sinônimo de ser infeliz para sempre.

É isso por hoje, galerinha. Obrigado por ouvirem (lerem?). Até logo e sejam fortes.

Hoje eu estou escolhendo a felicidade.

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